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terça-feira, 20 de setembro de 2016

O Caminho Sombrio para o Suicídio de Pastores

Ultimato.com

Andrew Keller/Freeimages.com
Andrew Keller/Freeimages.com
De acordo com o Instituto Schaeffer, “70% dos pastores lutam constantemente contra a depressão, 71% se dizem esgotados, 80% acreditam que o ministério pastoral negativamente suas famílias e 70% dizem não ter um amigo próximo”.
A causa mais comum noticiada para o suicídio de pastores e líderes é a depressão, associada a esgotamento físico e emocional, traições ministeriais, baixos salários e isolamento por falta de amigos.

DEPRESSÃO:
Por que pastores se deprimem? Como pode um homem de Deus ficar tão abatido assim?
– A Bíblia menciona homens e mulheres fiéis que ficaram neste estado e que desejaram morrer — entre esses estão Rebeca, Jacó, Moisés e Jó. — Gn 2522; 37.35; Nm 11.13-15; Jó 14.13. Especialmente Elias (1 Reis 19.4)
– Elias teve um ministério de sucesso: previsão da seca; ressuscitou uma criança; enfrentou os profetas de Baal; etc.
– Tinha vigor físico – correu à frente do carro de Acabe (1 Reis 18.46) – ou seja, não tinha problemas físicos;
– Uma ameaça real – jurado de morte – fez perder o sentido da vida em um escalonamento (1 Reis 19.3 e 4):
  • Preocupação com a vida
  • Isolamento social
  • Desistência da vida
– O medo de perder a vida paradoxalmente o fez perder o sentido da vida
– Escalonamento de vitimização:
  • Ocorre em relacionamentos simétricos quando não há concordância sobre as posições de superioridade e sujeição na relação
  • Podem brigar pelo controle em suas posições (de superioridade ou sujeição) – existe pouco consenso em relação às posições e ambos acabam se sentindo vítimas
  • A escalação sacrificial se dá quando quem ganha perde
– Ameaças reais que se interpõe na vida cotidiana – podem ser o ‘gatilho’ para desencadear a falta de desejo pela vida:
  • falência financeira
  • término de um relacionamento amoroso – divórcio
  • perda do emprego
  • perda de uma pessoa amada, de um filho
  • fracasso profissional – injustiças
  • abandono social – falta de amigos

ESGOTAMENTO FÍSICO E EMOCIONAL:
Descanso e saúde:
– Trabalho e descanso marcam um ritmo vital
  • São atitudes complementárias
  • Uma iniciativa humana que se articula complementarmente através do “descanso” com a natureza própria da vida
– Quando o homem descansa, ele não interrompe sua tarefa vital, apenas a significa
  • Outorga um sentido – trabalha confiante que sua tarefa é um prolongamento de uma bondade que se afirma no próprio Deus
  • O trabalho do homem não se assegura em um rendimento transacional, mas em uma mutualidade originada na doação do tempo que cada um de nós recebe com um presente.
– Descansar é um comportamento que surge de estar existencialmente “confiado”:
  • Crer que cada um faz o que faz a partir de uma “boa vontade”, ou seja, da própria espontaneidade da vida
  • É deixar que a beleza da rosa o atravesse, enquanto se trabalha e criar com o martelo que labora os ritmos de descanso que o florescer da rosa convida
  • Descansar é imprescindível para uma vida saudável:
    • Descansar significa “ser capaz de distanciar-se daquilo que nos torna obsessivos”
    • Esta disposição está ligada à nossa corporalidade e é independente de nossa vontade – não pode ser fabricado, apenas chega a nós
    • O descanso é aquilo que nos faz dormir em paz
  • As manobras da sociedade de consumo:
    • A tentativa de descanso através da “prótese”: excesso de álcool, tranquilizantes, compulsões (do turismo merecido até a religião tóxica, passando por uma sexualidade de performance)
  • O descanso é como uma visita que realça a hospitalidade própria do amor, criando uma nova fecundidade onde o cansaço havia obscurecido a esperança
  • Em síntese: descansar é RE-VIVER!

FALTA DE AMIGOS:
  • Pastores têm poucos amigos, às vezes nenhum.
  • Em reuniões exclusivas para pastores, a maioria conta proezas, sucessos, vitórias e conquistas na presença dos demais, num clima de competição para mostrar que possui êxito no exercício ministerial.
  • Na conversa íntima dos consultórios, o sofrimento se revela.
  • Pastores contemporâneos são cobrados como – e muitos se sujeitam a ser – executivos que precisam oferecer resultados numéricos às suas instituições.
  • Há uma relação circular perversa de falso significado de sucesso: pastor e instituição se conluiam em uma rota autodestrutiva
  • A figura do pastor-pai-cuidador está escassa; aquele que expõe a Palavra à comunidade-família, aconselha os que sofrem e cuida dos enfermos e das viúvas.
  • Há uma crise de identidade funcional entre o chamado pastoral e as exigências do mercado religioso institucional.

Estratégias de poder
Poder SOBRE:
Estratégias de compaixão
Poder COM:
curarcuidar
expertajudador
técnicointeração
distância emocionalenvolvimento
unidirecionalcircular
razãoimaginação
quando me sinto responsável
pelo outro “eu”
quando me sinto responsável
pelo outro “eu”
faloescuto
dirijoconvido
coloco/retirosintonizo
protejoanimo
resgatocompartilho
controlorelevo
interpretosou sensível
eu me sintoeu me sinto
ansiosolivre
cansadosolto
temerosoalerta
obrigadocorresponsável
eu estou comprometido comeu estou comprometido com
a soluçãorelacionar alma com alma
respostassentimentos
circunstânciaspessoas
estar bemter compaixão
espero que a persona viva minhas expectativasconfio que o  processo me permita dançar com…

ALGUMAS ALTERNATIVAS:
Pastores:
  • Encontrar um amigo que o aceite como é, com suas bobagens e defeitos, com quem se possa “jogar conversa fora” e não se saiba explicar o porquê da amizade.
  • Encontrar um conselheiro ou terapeuta de confiança para abrir a alma.
  • Ter tempo para o SHABATT – fora do padrão compulsivo
  • Descobrir a importância do “descanso relacional”
  • Estar atento às relações de escalonamento sacrificial – especialmente com a instituição (representada por dirigentes/membros obsessivos)
Instituições:
  • Promover encontros de pastores que possuam caráter terapêutico/curador. Com facilitadores habilitados na condução de compartilhamento de emoções que afetam a vida pastoral;
  • Diminuir as pressões de resultados numéricos sobre a função pastoral.
  • Estar atenta a um padrão mínimo de orçamento-salário pastoral, para que ele e sua família não sofram privações.
  • Desmitificar pseudo-hierarquizações: papéis x poder, realçando a humanidade de todos e o pertencimento mútuo.

Ele me faz descansar


"Ele me faz descansar..." - Salmos 23:2.

No livro ‘A Psiquiatria de Deus’, um verdadeiro clássico da literatura cristã, Charles L. Allen aponta um interessante ponto da terapia divina... Para o nosso bem, em muitos momentos Ele reserva um período de descanso aos seus filhos, descanso este que por livre e espontânea vontade a maioria de nós não escolheria. Afinal, a tônica "não tenho tempo a perder" tem sido uma constante nestes dias TÃO corridos e agitados.

Este descanso pode ser através de uma enfermidade, como descreve o autor nas páginas 19, 20 e 21; mas também num momento de pouco ou nenhum trabalho (desemprego), luto e/ou momentos que mais parecem um deserto em razão de esperas por coisas ainda não alcançadas. Nota: mas Deus cuidou, e cuida ainda, dos seus também nos “desertos da vida”.

De tudo o que foi e até poderia ter sido escrito aqui, o principal é ter em mente que o Bom Pastor SEMPRE cuida de nós, daí a importância de deixar a vida sob Seu controle e nunca perder a esperança nEle... Estando sua vida nas mãos de Deus, com toda certeza estará nas MELHORES mãos!

"Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nEle, e Ele agirá" - Salmos 37:5.

Que Deus o abençoe também neste dia.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

O Ofício de Pastor

Não existe ofício mais plural do que o ministério pastoral.
São mais que psicólogos quando aconselham a muitos;
São mais que administradores das coisas de Deus seja em
pequenas congregações ou na mega igreja;
São mais que professores dedicados à tarefa de ensinar as doutrinas do Senhor;
Mais que motoristas a dirigir as congregações;
São mais que eletricistas a trazer energia para Casa de Deus;
São mais que mecânicos à consertar almas;
Mais que ourives a procurar ouro em corações de pedra;
São mais que advogados quando defendem as causas das ovelhas diante do Senhor;
São mais médicos e enfermeiros que tratam das feridas das ovelhas;
Mais que Comunicadores que transmitem a mensagem do céu;
Mais que servidores públicos servindo a todos no servir a Deus;
Mais que Cozinheiros que preparam o alimento para o rebanho;
São mais que faxineiros que cuidam em deixar a Casa do Senhor sempre em ordem;
São mais que pedreiros ajudando a construir o templo do Senhor
Mais que nutricionistas que descrevem a dieta da doutrina
do Espírito Santo;
Mais que militares, na milícia da fé a combater o bom combate;
São mais que arquitetos que projetam planos para a obra do Senhor;
Mais que escritores, são poetas da vida com Deus;
São mais que juízes a tomar decisões que repercutem na Eternidade;
Só não são mercadores: de graça dão o que de graça Recebem.
Mas, e os vendedores de bênçãos?
Esses não podem jamais ser considerados pastores, visto serem mercenários.
Pela graça de Deus são simplesmente pastores, e isso já é muito, e bastante.

Autor: Amilton M. Souza
Extraído de: Práticas Pastorais – Editora Koinonia.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Misericórdia quero, e não sacrifício


Séria e tremenda é esta mensagem de Deus através do profeta Oséias, que até mesmo o Senhor Jesus, em seu ministério terreno, a citou aos religiosos de sua época (Mateus 9:13; 12:7).

E o pior é que séculos e séculos se passaram e o homem ainda não aprendeu o que na verdade Deus quer. A versão da Bíblia NTLH*, por exemplo, traz: “eu quero que vocês me amem e não me ofereçam sacrifícios”, o sentido desse recado divino é que MAIS IMPORTANTE do que atos religiosos, e para ser mais explícito: ir a igreja, fazer isso ou aqui na (ou em nome da) religião, o amor à Deus (sentido vertical de amor) e o amor ao próximo (sentido horizontal de amor) é o que de fato Ele quer de cada um de nós. É claro que isso não dá ao homem o direito de deixar de congregar, com a desculpa “há gente nas igrejas fazendo o que até o diabo duvida”, pois essa não é a vontade de Deus, ex: Hebreus 10:25 – “Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia”. Temos que servir, dentro e fora da instituição religiosa, tendo em mente que servimos a Deus; e também não por obrigação ou outro motivo mesquinho, mas por amor. Lembre-se que as obras, apesar de não serem (a luz das Escrituras) a causa da nossa salvação, devem ser a consequência da mesma (ver Efésios 2:10 e Tiago 2). Logo, que a prática dos ensinos do Mestre dos Mestres seja uma realidade na vida daqueles que de fato tiveram um encontro com Cristo, o Filho do Deus vivo.

Por tanto fica a exortação: a vida piedosa, ou seja, vida de intimidade e amor a Deus, deve vir antes de todo e qualquer ato religioso institucional ou não, pois do contrário eles não terão valor nenhum. Se não fosse assim Maria irmã de Marta, segundo Jesus, não teria escolhido a melhor parte (Lucas 10:42).

“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine” - 1 Coríntios 13:1.


*Nova Tradução na Linguagem de Hoje.