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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

COMO LIDAR COM PESSOAS DIFÍCEIS - Pr. Jim Preston

Gn 37.1-4; Rom 12.18 

“E Jacó habitou na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã. Estas são as gerações de Jacó. Sendo José de dezessete anos, apascentava as ovelhas com seus irmãos; sendo ainda jovem, andava com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e José trazia más notícias deles a seu pai. E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores. Vendo, pois, seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos eles, odiaram-no, e não podiam falar com ele pacificamente.” (Gn 37
.1-4)

Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.” (Rm 12:18)

INTRODUÇÃO:
Você conhece alguma pessoa com que é difícil você conviver bem com ela?

I. Há muitos tipos de pessoas difíceis.
Ciumentos e invejosos, soberbos, zangados, egoístas, inseguros, quebrados-esmagados, caídos sem querer levantar, exigentes, ranzinzas até em coisas minúsculas, desonestos, sempre na defensiva, concentram-se única e exclusivamente em expor o pior lado de todos, contrários a tudo, sedentos por poder, indiferentes, etc.

II. Como lidar com tais pessoas [difíceis]?.
a. Compreenda que você não vai agradar toda e cada pessoa.
Sendo os caminhos do homem agradáveis ao SENHOR, até a seus inimigos faz que tenham paz com ele.” (Pv 16.7)

b. Compreenda que você não vai mudar toda e cada pessoa.
Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe pague segundo as suas obras. Tu, guarda-te também dele, porque resistiu muito às nossas palavras.” (2Tm 4.14-15)

c. Compreenda que o Senhor está do seu lado.
Ninguém me assistiu na minha primeira defesa, antes todos me desampararam. Que isto lhes não seja imputado. Mas o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me, para que por mim fosse cumprida a pregação, e todos os gentios a ouvissem; e fiquei livre da boca do leão. E o Senhor me livrará de toda a má obra, e guardar-me-á para o seu reino celestial; a quem seja glória para todo o sempre. Amém.” (2Tm 4.16-18)

d. Responda em amor.
Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;” (Mt 5.44)
A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” (Pv 15.1)

e. Recuse-se a retaliar. Não tente nem sequer diminuir o “placar do jogo.”

Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;” (Mt 5.38-39)

Não tornando mal por mal, ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo; sabendo que para isto fostes chamados, para que por herança alcanceis a bênção.” (1Pe 3.9)
Entregue-os ao Senhor [e pronto!]

f. Recuse-se a discutir brigando.
Honroso é para o homem desviar-se de questões, mas todo tolo é intrometido.” (Pv 20.3)
Como o carvão para as brasas, e a lenha para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas.” (Pv 26.21)

O tolo revela todo o seu pensamento, mas o sábio o guarda até o fim.” (Pv 29.11)

O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como os ferrolhos de um palácio.” (Pv 18.19)

g. Recuse-se a perder sua alegria.
Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto não vos entristeçais; porque a alegria do SENHOR é a vossa força.” (Ne 8.10)

Freqüentemente eu não posso controlar as atitudes ou ações de outra pessoa, mas eu posso manter o espírito correto dentro de mim. Mantenha seu senso de humor e sua maneira positiva de ver as coisas.

h. Recuse-se a tomar as ofensas como pessoais [como se fossem a VOCÊ].
Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fósseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.” (Jo 15.18-21)

Recuse-se a dar ouvidos a mexericos. Sempre pergunte quem [tem as provas] e quando [aconteceu].

[Hélio faz uma pergunta e dá uma resposta: a) Sou eu parte do problema? Ou da solução? b) Se não, então não me conte nem sequer 1 palavra: vá diretamente às pessoas envolvidas! E aja como a Bíblia lhe ordena] 

i. Resolva o conflito rapidamente.
Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta.” (Mt 5.23-24)

Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira.” (Ef 4.26)
Não abandone e fuja para longe das pessoas difíceis.


Pastor Jim Preston
Lighthouse Baptist Church
12140 Indian St., Moreno Valley , Left Coast 92557
Traduzido por Hélio de Menezes Silva, 2007

Bíblia usada: ACF

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

“Raca” – a questão da saúde mental na igreja*

Alguns dias atrás, fomos surpreendidos com a notícia do suicídio de um colega pastor no interior do nosso país. Segundo o que tomamos conhecimento, a causa foi uma crise depressiva grave. Surgem as perguntas: crente pode ficar deprimido? E o pastor, o anjo da igreja, pode enfrentar problemas emocionais e psiquiátricos? E a fé em Deus, onde é que fica? Quem faz essas perguntas com certeza não lê a Bíblia e, portanto, não conhece histórias como as de Agar, Elias, Jó, Davi, Jeremias, Pedro e tantos outros personagens bíblicos.

Recentemente a revista “Cristianity Today” trouxe um artigo abordando a questão da saúde mental na Igreja,
em que destaca uma pesquisa da LifeWay e Focus on the Family, que diz que um em cada quatro pastores
reconhecem que tem lutado com problemas relativos à doença mental. A gama de problemas mentais é muito extensa. Digo isso porque o estigma é que o doente mental é aquele que rasga dinheiro. Na verdade tem muito maluco por aí: pastores, inclusive, doentes mentais, que estão fazendo justamente o inverso. Cada louco com a sua mania.

Jesus abordou o problema da saúde mental no sermão do monte, quando Ele disse: “Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno.” (Mateus
5:22). O que Jesus estava querendo dizer com essas palavras? O contexto desta citação é a vivência da fé na sua dimensão mais radical que é a prática do amor. Na verdade, tudo na Bíblia começa e termina com amor. Os escribas e fariseus não compreendiam dessa maneira. Muitos ainda hoje também não compreendem. O pensamento de pessoas assim é movido pelo cumprimento de regras, de leis. Elas dizem: “você tem que fazer e pronto. Se fizer o que é certo, será premiado. Se fizer o que é errado, vai tomar umas cacetadas.”.

Se a radicalidade da vivência da fé em Cristo tem que ser o amor, então a igreja precisa ser um lugar de acolhimento daqueles que sofrem com os mais variados problemas, inclusive os que sofrem com problemas emocionais e distúrbios psiquiátricos. A igreja precisa ser um local de acolhimento. Guarde bem essa expressão! Um lugar de vida, celebração e esperança; e não uma forca para aqueles que lutam com os mais variados problemas emocionais e psíquicos.

Falar sobre o suicídio é falar de um tema proibido. Maria da Paz Manhães, no livro “O enigma do suicídio”, diz que “As religiões cristãs (entenda-se catocilismo) não tem beneplácito para o suicida e os discrimina em seus rituais, negando-lhes os últimos sacramentos, a encomendação da alma e até a missa de sétimo dia.” Sendo um tema proibido, então, vamos escondê-lo debaixo do tapete vermelho de uma espiritualidade desencarnada. Vamos esconder não somente o suicídio, mas as causas que podem levar uma pessoa a atentar contra a própria vida. Vamos esconder a angústia e a depressão, nas suas mais variadas formas, porque isso significa “falta de fé”. Que pensamento tacanho! Que coisa absurda!

Nós precisamos escolher se vamos viver a fé, a partir do enfrentamento dos vários atravessamentos que ela tem com a vida, ou se vamos brincar de crentes, vivendo a ilusão tão bem retratada no best seller: “Alice no país das maravilhas”. Nós devemos sempre olhar para o céu, mas não podemos esquecer que estamos na terra. Almejamos a plenitude da vida por vir, mas não podemos esquecer que ainda somos de carne e osso e que não vale a pena querer encurtar o percurso. 

Adolpho Hoirisch diz que “o suicídio emerge como comportamento comumente condenado por diferentes culturas, mas que tem em sua gênese diversos motivos.”. Uma depressão grave pode levar ao suicídio. Por isso precisa ser diagnosticada e tratada. É uma doença do corpo e da alma, que não tem nada a ver com o espírito. É muito triste observarmos como a teologia de alguns crentes, inclusive pastores, espiritualiza, demoniza e segrega aqueles que sofrem de distúrbios psiquiátricos.

Nós precisamos entender a questão da saúde mental como um problema inerente a vida, que precisa ser diagnosticado e tratado como qualquer outro problema de saúde. Precisamos construir uma visão do homem por inteiro e não dividido em partes, entre as quais, aceitamos uma, a espiritual, e rejeitamos as outras, a física e emocional. Precisamos entender principalmente que a fé não anula os problemas da vida. Ela nos ajuda a superá-los, a vencê-los, mas ninguém pode vencer o que não reconhece.  

Saúde mental é uma questão de qualidade de vida e ninguém deveria entender mais de vida, no sentido pleno da palavra, do que a igreja.

Autor: Ailton Desidério; pastor, psicólogo especializado em psicanálise (UFF), psicossomática
(Santa Casa de Misericórdia/Rio) e mestre em psicologia (UFRJ).

*Extraído de 'Jornal Novas' - Edição Outubro/2014.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Ninrode>>Felipão>> 7 x 1 = Terríveis coincidências e juízo

Rivaldo Dantas, diácono da PIB de Aracaju

Ter conhecimento nem sempre significa sabedoria.”
Futebol é uma religião pagã, onde pessoas se encontram para adorar a Bola”.
(Armando Nogueira-cronista)

Chegamos a um momento crucial na história do mundo especialmente no Brasil. O império do futebol ocupa a imaginação e o coração de todos. Tudo gira em torno do futebol que se tornou o ópio, a religião da população. O templo são os estádios hoje chamados acertadamente tal como nos tempos do sacrifício dos cristãos primitivos, de Arenas; os dízimos são os ingressos; os solidéus e crucifixos são os bonés, camisas, chaveiros, etc., e por aí afora uma série de agregados da nova fé expressa também nos hinos desportivos. Já existem templos em várias partes do mundo como na França, Espanha e na Argentina a Igreja Maradoniana com milhares de fiéis. Falta pouco para acontecer no Brasil nestes tempos do fim e já se começam as investidas com a tentativa de registro da nova religião do futebol.

A cerveja artesanal Foca chega ao mercado com um projeto que tem tudo para ganhar a atenção dos milhões de torcedores brasileiros. O projeto “Futebol Religião”, criado pela agência Grey, oficializa o esporte como “culto religioso” no País.
Valendo-se de um dos artigos da Lei Federal de Liberdade Religiosa, o qual garante pela Constituição brasileira o livre exercício de culto religioso, que entre outras coisas, permite ao funcionário sair do trabalho para professar seus credos. Basta apenas citar o art. 10 da nova religião. São direitos dos membros: c) participar dos jogos em estádios de futebol do seu time ou daqueles cujo resultado que influenciem na classificação do time e, na impossibilidade, assisti-los em residência ou locais onde forem transmitidos os jogos, bem como participar de programas e eventos assim como de todas as festividades.

Imaginem se o Brasil fosse hexacampeão, certamente esta concessão seria instantaneamente assinada constituindo-se oficialmente e com registro a “Religião do Futebol”. É o que estão tentando e certamente isso irá acontecer brevemente. E você meu irmão a que grupo irá professar: a Deus ou a Bola? Vá pensando nisso, pois é uma das vertentes da apostasia que desejamos considerar.

Agora, vamos a analogia sobre o titulo acima sugerido: NINRODE>FELIPÃO>7 x 1. NIRODE era um dos netos de Noé, filho de Cão que se notabilizou como grande líder tendo fundado duas cidades importantes na Bíblia que foram Nínive e Babel, que mais tarde seria a Babilônia. Nela conclamou os seus habitantes a construir uma torre na qual alcançaria os céus, sinônimo de sua grandiosidade, soberania e usurpação do poder e influencias divinas. Deus viu e não permitiu, pois Ele não permite que o homem desvie o foco do seu louvor e adoração a outro homem. O que fez? Confundiu a língua deles a tal ponto que não se entendiam e o processo de construção teve de parar, pois ao ser pedido tijolo, entendiam pedras, barro entendiam água, e por aí afora. Ninrode deve ter ficado perplexo e confuso! O que acontecera? Tudo vinha bem entre ele e seu povo. A sociedade se dispersou e o objetivo foi frustrado. Algo sobrenatural, estranho e inexplicável acontecera repentinamente. Deus não permitiu a desobediência e a idolatria!

FELIPÃO um dos técnicos até então mais cortejados e competentes segundo dizem, já proclamava o Brasil Hexacampeão; o Brasil regozijava e se curvava aos deuses do Olimpo futebolístico. A soma de bilhões de reais ostentava a fama e o gáudio de um Brasil que se ufanava perante o mundo e de venerar os ídolos brasileiros como heróis de uma aventura e de uma vitória certa; afinal somos pentacampeões. O país respirava, cultuava e ajoelhava-se ante a fulgurante majestade do poder da bola. Do seu trono Deus contemplava os milhões de brasileiros sofrendo e morrendo nos hospitais e clínicas, por falta de recursos e assistência médica, o comércio do narcotráfico a grassar entre os jovens, a violência acontecendo numa celeridade e crueldade nunca vistas, a impotência de uma segurança pública por falta de políticas próprias, a educação num caos generalizado sacrificando as futuras gerações e a desenfreada corrupção dos detentores do poder político. Indiferente a tudo isto 200 milhões de brasileiros sorvia do enganoso entretenimento, fazendo desta Copa o ópio dos seus desejos, alienados, idiotizados, e submissos à ferocidade dos donos do poder e senhores do mundo. O juízo divino entra em ação! Perde o time brasileiro a sua classificação para se candidatar ao título mundial no seu penúltimo jogo enfrentando a Alemanha que o derrota pelo histórico e humilhante placar de 7 x 1. Perde também sua ultima batalha futebolística frente à Holanda por 3 x 0; tributo à trindade satânica.

Todos estavam estarrecidos com o terrível acontecimento. Ninguém sabia explicar o que acontecia sob as vistas de 200 milhões de brasileiros e bilhões de torcedores mundiais. Nunca na história do futebol mundial nestes 100 anos tal coisa havia acontecido. O depoimento dos jogadores que apenas disseram: Deu um branco em todos! Cronistas e imprensa não conseguiam explicar o inexplicável. A alegria seguiu-se o pranto e a tristeza! O treinador FELIPÃO perplexo e atônito confessou-se atordoado: “Não sei explicar”! E ninguém o saberá, pois o fato é sobrenatural e o sobrenatural provém de força superior. Esta força ofendida e condoída pela injustiça, que tem sacrificado os mais humildes e aos iludidos pelo entretenimento momentâneo oferecido pelos poderes constituídos, é a mesma que atuou no passado no tempo dos profetas, exercendo juízo entre seu povo-DEUS. Que outra força produziu tal efeito?

7 x 1 - Tirania ou Castigo?
Se observarmos os contextos bíblicos aonde se insere o numero 7, vamos notar que ele está presente desde o Gênesis ao Apocalipse, assim como os números 12 e 40. Segundo estudiosos de numerologia o 7 é considerado tirano; segundo os teólogos o 7 é número perfeito de Deus.

Deus o utilizou para definir sua matemática divina e seus juízos: 7 foram às pragas do Egito; 7 são as cartas às igrejas desviadas e desavisadas; 7 são as trombetas; 7 são os selos; 7 são os trovões; 7 são os flagelos. As evidências são claras! A Alemanha poderia muito bem ter esticado o placar, talvez 8 ou 10, mas não o fez. Foi detida e isso para mostrar donde veio tal juízo! E para consolidar um resultado final e categórico, mais um gol do outro lado do Brasil (7 x 1), ou seja 8 total número do homem. Aceitem se quiser, mas tentei lhes explicar o inexplicável (para eles). Estamos no tempo do fim e tais fatos e incidentes espantosos vêm acontecendo no mundo dos negócios, da politica, da família, da igreja e da sociedade enfim, através dos fenômenos cíclicos, geográficos, históricos, sociais e no mundo espiritual. Precisamos rever alguns conceitos sobre o relacionamento entre a Igreja e Deus. Essa revisão passa necessariamente por aquilo que precisamos entender - o caráter de Deus. Quando subestimamos o que a Deus é devido e nosso relacionamento com Ele é estremecido pelo nosso desvio e pecado, não resta outro caminho senão pedir-lhe o contrito perdão, ou então esperarmos o seu juízo.

Reflita nisso!

Extraído de O Jornal Batista, edição de 27.07.2014. 

domingo, 15 de junho de 2014

Palestra 'Como Encontrar Minha Cara Metade' - Dia 21/06/2014


Gary R. Collins, em sua brilhante obra 'Aconselhamento Cristão', dedica um capítulo a difícil, e TÃO importante, escolha do(a) companheiro(a).

Em nosso próximo Culto Jovem, na palestra intitulada 'Como encontrar minha cara metade', discutiremos alguns aspectos da boa e da má escolha do cônjuge, bem como das orientações à mesma.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

SER PASTOR - Pr. Irland Pereira de Azevedo

SER PASTOR é estar inserido no plano de Deus para a redenção da humanidade. Deus não tem outro plano: nem enviar seus anjos, nem dispor de um imenso amplificador para que Sua própria voz transmita com perfeição, e sem distorções, Sua palavra de redenção[1]. Seu plano consistiu no envio de homens - "Houve um homem enviado de Deus cujo nome era João..." (João 1:6).

SER PASTOR é ser auxiliar de Cristo, a "remar" no barco de Seu Reino, sob suas ordens; não é ser dono da igreja, nem definidor de seu destino. É, sim, estar com Cristo, para assisti-lo. E é ser mordomo, administrador responsável dos mistérios de Deus, Evangelho que por séculos esteve oculto dos homens e que se manifestou em Cristo.

SER PASTOR é ser arauto que solene, grave e dignamente anuncia os decretos do Rei; é ser profeta a falar da parte do Senhor; é ser sacerdote, - por que não? - a abraçar as aflições e as dores da humanidade e levá-las à presença do Sumo Sacerdote, Jesus Cristo.

SER PASTOR é ser mestre, a retirar das despensas de Deus a palavra que instrui, informa, transforma e orienta para o tempo e a eternidade.

SER PASTOR é ser conselheiro pronto a ouvir, compreender e ajudar; e amigo que tem a palavra oportuna e veraz, a mediar o bálsamo divino para corações feridos.

SER PASTOR é ser líder do povo de Deus, que aparece menos pela autoridade que reivindica, pelo domínio que pretende exercer, e mais, muito mais, pelo caráter, pela integridade, pelo exemplo.(1Ped. 5:2, 3).

SER PASTOR não é ser o "faz-tudo", o "manda-chuvas", o "super-astro"[2] a brilhar na ribalta de uma tribuna sagrada que se transforma em passarela de exibicionismo e vaidade. Não. É ser "preparador", "treinador", "habilitador" do povo de Deus para que este sirva, edifique a igreja, promova o Reino de Deus no mundo, cresça enquanto serve, sirva enquanto amadurece e tem por padrão a excelência da estatura do varão perfeito - Jesus Cristo.

SER PASTOR não é ser super-homem ou semideus. É ser homem, comum, normal, mas sobrenaturalmente habilitado para servir ao povo de Deus. É ser homem de verdade e da verdade. É ter os pés no chão do sofrimento, das necessidades e desafios humanos e a cabeça no céu das provisões divinas para um mundo carente.

SER PASTOR é ser capaz de no mesmo dia sorrir e chorar, celebrar a vida e consolar na morte; é ter coração simples com de uma criança para perdoar, e forte como de um gigante, para a sucessão muita vez pavorosa, de experiências traumatizantes.

SER PASTOR é viver no tempo, a edificar para a eternidade; é ser construtor de pontes, pelo mistério e ministério da Palavra, entre o pecador perdido e o Salvador do mundo; entre pessoas que se estranham e agridem-se; entre o sem sentido da História e o sentido que a Palavra revelada aponta; entre as trevas da ignorância espiritual e a luz do Evangelho da graça; é ser embaixador, a proclamar para os homens de todos os tempos: "Reconciliai-vos com Deus", por isso que a ele foi entregue o ministério e nele foi posta a Palavra da reconciliação.

SER PASTOR é ser um paradoxo vivo: é ser afligido e estar sempre alegre; é ser pobre e enriquecer a muitos, e parecer nada possuir, e tudo possuir; é vida que se queima no altar de Deus, entendendo como ventura maior viver e servir.

SER PASTOR é participar de uma obra excelente, bela, que dura, que transcende os limites do espaço e do tempo, que glorifica a Deus; é, por isso, o mais belo dos ofícios, a mais gloriosa das missões, o mais compensador dos sacrifícios.

Ser Pastor requer, entretanto, para que seja experiência venturosa, que o homem de Deus viva no centro da vontade do Senhor e tenha a dedicação exclusiva do soldado, a disciplina rigorosa do atleta, a diligência e perseverança do lavrador, a aplicação diuturna do obreiro a dividir bem a Palavra, a abrir caminhos retos para o caminhar seguro e firme do povo de Deus sob seu cuidado e liderança.

Sejamos Pastores assim, conforme o coração de Deus, e como mordomos fiéis da Palavra eterna.

Autor: Pr. Irland Pereira de Azevedo

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Breve reflexão em Salmos 144:1



“Bendito seja o Senhor, a minha Rocha, que treina as minhas mãos para a guerra e os meus dedos para a batalha” - Salmos 144:1 (texto da Internet, versão incerta).

Esse “treina as minhas mãos”, que noutras versões/traduções aparece como: “adestra” (ARC) e “ensina” (NVI), tem a ver com a capacitação de Deus aos desafios diários... No caso de Davi, autor do Salmo em questão, guerras e batalhas militares... Entretanto, independente do desafio que esteja diante de você, Deus pode te capacitar para superá-lo e vencê-lo. A BÍBLIA VIVA traz: "Ele me dá força e me prepara para a guerra.".

Davi nestas palavras estava basicamente reconhecendo a ajuda de Deus em suas lutas, dando à Ele o mérito de suas vitórias (noutras palavras o que ele diz, se referindo a Deus, é: "me dá capacidade e forças para o combate")... E esse é o meu desejo, e também oração, por você: a capacitação do Onipotende Deus em seus desafios, tendo no fim a vitória. 


Que Deus o abençoe!