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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A integridade do ministério pastoral e seu alto custo - Paulo Roberto Sória

- Micaías – um profeta integro – odiado pelo rei – amado do Senhor.

Ser profeta é fácil, basta ter quem aceite suas profecias, ou melhor, basta saber fazer suas predições, agradando os ouvidos dos incautos e fazendo medo nos crédulos. O Mundo está cheio de falsos profetas, de profetas do mal, de gurus e de líderes espirituais, leitores de mãos, de búzios e de cartas; de conselheiros para assuntos religiosos, assessores místicos para o “equilíbrio holístico” da vida pessoal, familiar ou empresarial. Basta chamar-se profeta, pastor, apóstolo, missionário ou bispo ou ainda ser chamado por alguém para ser seu “mentor espiritual”.

Ser pastor também é fácil, basta falar bonito, ser empolgado, decorar alguns versos bíblicos, sobretudo os mais contundentes. Fundar uma igreja, ter um grupo fanatizado ou emocionalmente dependente. Basta saber manter uma boa relação política, ser simpático e envolvente. Ser pretensioso e demonstrar suas capacidades e aptidões para poder agradar o grupo que sustenta a tesouraria.

Ter sucesso no ministério pastoral é também muito fácil, basta ser agradável aos que vivem nas igrejas, saber se assessorar de pessoas leais e capazes, ser um bom comunicador e um bom animador de programa de auditório, pronto, o sucesso está garantido. Promover bastante música, não precisando ser de muito boa qualidade, mas deve ser bem envolvente, emocionante repetitiva e bem eclética.

Ser Profeta de Deus, ser Pastor segundo o coração do Senhor, no entanto, é outra realidade, precisa de outros quesitos:

Primeiro o Profeta, o Pastor, tem que ter uma experiência pessoal com Deus: ser convertido ao Senhor. Amar ao Senhor sobre tudo. Ser submisso ao Senhor.

Depois o Pastor/Profeta tem que ser chamado por Deus para o exercício do Ministério Pastoral Profético.

Em seguida o Pastor tem que ser preparado, testado e equipado para ministrar.

O Profeta/Pastor tem que ouvir a Voz do Senhor.
O Pastor/Profeta tem que temer ao Senhor mais que aos homens.
O Profeta/Pastor tem que ser fiel ao Senhor custe o que custar.
O Pastor precisa amar seu rebanho, seu ministério sua vocação.

O sucesso do Pastor não pode ser medido por métodos, estatísticas e critérios humanos e empresarias. No Reino de Deus a regra não é a de se medir “custo/beneficio” como se fora um negócio do mundo.

A igreja de Cristo não é administrada para dar “lucros” financeiros, nem mesmo para ser avaliada quantitativamente. O verdadeiro sucesso é o do estabelecimento do Reino de Deus, não o inchaço do “rol de membros”. Algumas igrejas se preocupam demasiadamente com o número de pessoas participantes de seus cultos e atividades e se descuram da vida espiritual, do engajamento na causa de Cristo, do crescimento pessoal, da fidelidade aos ensinos bíblicos e à observância da vontade de Deus.

Há alto custo a ser pago pelo Profeta do Senhor, como exemplo vemos Micaias em 2 Crônicas 18:

O verdadeiro Profeta/Pastor pode ser colocado no ostracismo pela liderança, pode ser esquecido e desprestigiado pelos homens, mas Deus o dignifica (6-7)
O verdadeiro Profeta pode ser odiado por alguns (v .7) que o denigrem.
Os verdadeiros Profetas/Pastores do Deus Eterno podem ser constrangidos pelas autoridades temporais, mas não se deixam intimidar e não mudam a mensagem dada pelo Senhor (vs. 12-13)
Os Profetas/Pastores do Senhor nosso Deus, podem ser combatidos e até mesmo esbofeteados por outros profetas (v.24), mas sua postura não esmorece, sua fidelidade está posta no Senhor e não se intimidam.

Os Profetas do Senhor podem ser privados da liberdade, mas não recuam (v 25).
Os Pastores podem ter seus recursos e honorários congelados, diminuídos ou até mesmo retirados pelos homens (v26), e terem que viver a pão e água, mas o Senhor proverá, pois não é a igreja, nem os líderes, nem os homens quem sustentam o Pastor, mas Deus é o Sustentador (v27), através dos dízimos que são do Senhor.

Os Pastores podem ser perseguidos pelo inimigo de Deus, através de outros pastores, através de crentes que se deixam tomar pelo sentimento de inveja, de vaidade e de orgulho. Há crentes usados por Satanás para fazer o Pastor sofrer, são críticos, são julgadores, são algozes de seus pastores, pois se deixam influenciar pelo Enganador, que usa de falácias para destruir os Profetas de Deus.
Os Pastores íntegros sofrem perseguições, pagam um alto preço pelo exercício do Ministério, podem até ser encarcerados como foi o caso de Micaías, mas são sempre sustentados, amados e protegidos pelo Senhor.

Que a Igreja de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo saiba, sempre valorizar a obra ministerial e reconhecer a integridade do Ministro de Deus, como o fazem a grande maioria das igrejas. Completei 42 anos de consagrado ao Ministério Pastoral e estou já há 21 anos na mesma igreja. Como só fui pastor no Brasil, de duas igrejas, e na França de três organizadas por mim, só recebi amor, respeito e consideração. Sou grato a Deus por isso.

Que o Senhor abençoe igrejas e pastores para que sejam felizes.

PASTOR PAULO ROBERTO SÓRIA

Extraído de http://vigiai.net/news.php

2 comentários:

Pri de Luz disse...

Excelente artigo ;)

Blog de Robson Oliveira disse...

Sim Prª Priscilla, qdo ele diz "colocado no ostracismo pela liderança e esquecido e desprestigiado pelos homens", quem dos sérios pastores/profetas já não experimentou isso, né? Abraços