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quinta-feira, 26 de julho de 2012

PERGUNTAR NÃO OFENDE - Pr. João Soares da Fonseca

Dwight L. Moody conta que certa noite, voltando para casa, viu um homem encostado num poste. Foi até ele, pôs a mão no ombro dele, e perguntou: "O senhor já é crente?"

O homem ficou furioso e fechou o punho como se fosse esmurrar o evangelista. Moody conta: "Pensei que ele fosse me jogar na sarjeta". E antes que o homem consumasse o seu intento, Moody atalhou: "Desculpe
se lhe ofendi, mas pensei que eu estava fazendo uma pergunta pertinente".

"Pois meta-se com a sua própria vida", rosnou o homem.

Moody, que não perdia tempo, rebateu: "Isso é a minha vida".

Três meses depois, em fria manhã, alguém bateu à porta da casa de
Moody. "Quem é?", perguntou.

Uma voz de homem respondeu lá fora, dizendo que era um estranho. De dentro mesmo, o evangelista perguntou: "O que o senhor deseja?"

A resposta do homem foi surpreendente: "Eu quero aceitar a Cristo como meu Salvador".

Moody arremata: "Abri a porta, e para minha surpresa, ali estava o homem que me xingou por eu ter conversado com ele. O homem disse:
'Peço muitas desculpas. Não tenho tido paz desde aquela noite. As palavras do senhor, como fantasmas, continuam me assombrando. Na noite passada nem consegui dormir, e então pensei em vir aqui para que
o senhor orasse por mim'. De fato, o homem se tornou uma nova criatura, e ali mesmo perguntou: 'O que poderia eu fazer para o meu Salvador?'"

Moody conta que logo depois, o homem passou a ensinar na Escola Dominical. E aí ensinou até que foi convocado para a guerra, e foi uma das primeiras vítimas fatais. Morreu, mas não sem dar um poderoso
testemunho da graça de Deus.

O fato de não sabermos como Deus usará a nossa palavra não deveria nos inibir de abrir a boca para falar do perdão de Cristo. Às vezes, a grande virada na vida de uma pessoa pode começar com uma pergunta
simples, do tipo "Se você morrer hoje, para onde irá a sua alma: para o céu ou para o inferno?"