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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A integridade do ministério pastoral e seu alto custo - Paulo Roberto Sória

- Micaías – um profeta integro – odiado pelo rei – amado do Senhor.

Ser profeta é fácil, basta ter quem aceite suas profecias, ou melhor, basta saber fazer suas predições, agradando os ouvidos dos incautos e fazendo medo nos crédulos. O Mundo está cheio de falsos profetas, de profetas do mal, de gurus e de líderes espirituais, leitores de mãos, de búzios e de cartas; de conselheiros para assuntos religiosos, assessores místicos para o “equilíbrio holístico” da vida pessoal, familiar ou empresarial. Basta chamar-se profeta, pastor, apóstolo, missionário ou bispo ou ainda ser chamado por alguém para ser seu “mentor espiritual”.

Ser pastor também é fácil, basta falar bonito, ser empolgado, decorar alguns versos bíblicos, sobretudo os mais contundentes. Fundar uma igreja, ter um grupo fanatizado ou emocionalmente dependente. Basta saber manter uma boa relação política, ser simpático e envolvente. Ser pretensioso e demonstrar suas capacidades e aptidões para poder agradar o grupo que sustenta a tesouraria.

Ter sucesso no ministério pastoral é também muito fácil, basta ser agradável aos que vivem nas igrejas, saber se assessorar de pessoas leais e capazes, ser um bom comunicador e um bom animador de programa de auditório, pronto, o sucesso está garantido. Promover bastante música, não precisando ser de muito boa qualidade, mas deve ser bem envolvente, emocionante repetitiva e bem eclética.

Ser Profeta de Deus, ser Pastor segundo o coração do Senhor, no entanto, é outra realidade, precisa de outros quesitos:

Primeiro o Profeta, o Pastor, tem que ter uma experiência pessoal com Deus: ser convertido ao Senhor. Amar ao Senhor sobre tudo. Ser submisso ao Senhor.

Depois o Pastor/Profeta tem que ser chamado por Deus para o exercício do Ministério Pastoral Profético.

Em seguida o Pastor tem que ser preparado, testado e equipado para ministrar.

O Profeta/Pastor tem que ouvir a Voz do Senhor.
O Pastor/Profeta tem que temer ao Senhor mais que aos homens.
O Profeta/Pastor tem que ser fiel ao Senhor custe o que custar.
O Pastor precisa amar seu rebanho, seu ministério sua vocação.

O sucesso do Pastor não pode ser medido por métodos, estatísticas e critérios humanos e empresarias. No Reino de Deus a regra não é a de se medir “custo/beneficio” como se fora um negócio do mundo.

A igreja de Cristo não é administrada para dar “lucros” financeiros, nem mesmo para ser avaliada quantitativamente. O verdadeiro sucesso é o do estabelecimento do Reino de Deus, não o inchaço do “rol de membros”. Algumas igrejas se preocupam demasiadamente com o número de pessoas participantes de seus cultos e atividades e se descuram da vida espiritual, do engajamento na causa de Cristo, do crescimento pessoal, da fidelidade aos ensinos bíblicos e à observância da vontade de Deus.

Há alto custo a ser pago pelo Profeta do Senhor, como exemplo vemos Micaias em 2 Crônicas 18:

O verdadeiro Profeta/Pastor pode ser colocado no ostracismo pela liderança, pode ser esquecido e desprestigiado pelos homens, mas Deus o dignifica (6-7)
O verdadeiro Profeta pode ser odiado por alguns (v .7) que o denigrem.
Os verdadeiros Profetas/Pastores do Deus Eterno podem ser constrangidos pelas autoridades temporais, mas não se deixam intimidar e não mudam a mensagem dada pelo Senhor (vs. 12-13)
Os Profetas/Pastores do Senhor nosso Deus, podem ser combatidos e até mesmo esbofeteados por outros profetas (v.24), mas sua postura não esmorece, sua fidelidade está posta no Senhor e não se intimidam.

Os Profetas do Senhor podem ser privados da liberdade, mas não recuam (v 25).
Os Pastores podem ter seus recursos e honorários congelados, diminuídos ou até mesmo retirados pelos homens (v26), e terem que viver a pão e água, mas o Senhor proverá, pois não é a igreja, nem os líderes, nem os homens quem sustentam o Pastor, mas Deus é o Sustentador (v27), através dos dízimos que são do Senhor.

Os Pastores podem ser perseguidos pelo inimigo de Deus, através de outros pastores, através de crentes que se deixam tomar pelo sentimento de inveja, de vaidade e de orgulho. Há crentes usados por Satanás para fazer o Pastor sofrer, são críticos, são julgadores, são algozes de seus pastores, pois se deixam influenciar pelo Enganador, que usa de falácias para destruir os Profetas de Deus.
Os Pastores íntegros sofrem perseguições, pagam um alto preço pelo exercício do Ministério, podem até ser encarcerados como foi o caso de Micaías, mas são sempre sustentados, amados e protegidos pelo Senhor.

Que a Igreja de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo saiba, sempre valorizar a obra ministerial e reconhecer a integridade do Ministro de Deus, como o fazem a grande maioria das igrejas. Completei 42 anos de consagrado ao Ministério Pastoral e estou já há 21 anos na mesma igreja. Como só fui pastor no Brasil, de duas igrejas, e na França de três organizadas por mim, só recebi amor, respeito e consideração. Sou grato a Deus por isso.

Que o Senhor abençoe igrejas e pastores para que sejam felizes.

PASTOR PAULO ROBERTO SÓRIA

Extraído de http://vigiai.net/news.php

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Texto 'Os três porquinhos e a Teologia da Prosperidade' de José Barbosa Junior


Suinolândia era uma cidade pacata. Apesar do fato de que a maioria esmagadora dos habitantes da cidade eram porcos, era uma cidade limpa, tranqüila, que nos últimos tempos andava em polvorosa, era que se achava por aquelas bandas o terrível Lobo Mau, personagem conhecido das lendas de muitos povos, mas nunca antes visto por aqueles ingênuos porquinhos.

A cidade ultimamente andava meio estranha mesmo, o novo Prefeito, Sr. Je-suíno, evangélico que era (como a maioria dos porquinhos da cidade), já havia feito suas primeiras participações na vida “política” da cidade, e participações “importantíssimas”, todas recomendadas pelo seu Pastor, ou melhor, Apóstolo, o Reverendíssimo Sr. Renê Porcalhão: Trocou o nome da cidade, que antes se chamava Nossa Senhora dos Porquinhos Aflitos; colocou em letras garrafais na bandeira da cidade a frase “Suinolândia é do Senhor Jesus, Povo de Deus, declare isso”, fez uma cerimônia de purificação do Palácio do Governo, expulsando assim os “demônios territoriais” que ali estavam alojados, e ainda ungiu com óleo todos os seus Ministros e Secretários (todos membros de sua Igreja, é claro). Todos atos realmente significativos e transformadores da realidade local. Coisa de porco, né?

Ah! Uma outra coisa. Ele não retirou o monumento da entrada da cidade, um monumento estranho, algo como um Esquadro e um Compasso invertidos, acho que emblema da Má-suinaria, entidade da qual o Prefeito (e seu pastor) faziam parte.

Havia nessa cidade três porquinhos irmãos muito interessantes. Os três eram evangélicos também, apesar de reunirem-se em Igrejas bem diferentes.

O primeiro, mais novo, havia recentemente perdido todos os seus bens. Um assaltante (esse sim, um porco de verdade) havia lhe roubado tudo o que tinha, todos os seus pertences, só lhe restou a pobre casa de palha, e a fé de que dias melhores viriam.

O segundo, depois de abandonar a Má-suinaria, perdeu o emprego, não conseguiu mais nada, e vivia de “bicos” em sua pobre casinha de madeira.

O terceiro, diferente de todos, era rico, afinal de contas, como ele mesmo dizia, ele era “Filho do Rei”. Membro da igreja do Apóstolo René Porcalhão, trabalhava também na Prefeitura, e era Secretário de Fazenda do Município. Tinha uma vida meio dúbia, pois todos sabiam que ele “metia a pata” no dinheiro público, seus bens não conferiam muito com o que ganhava como funcionário da PMS (Prefeitura Municipal de Suinolândia), mas sabia se esconder como ninguém atrás de sua capa evangélica. Sua casa, diferente das casas dos irmãos, era muito grande, feita de tijolo, com várias dependências. Tinha uma vida boa, pra porco nenhum botar defeito.

Com a notícia de que o Lobo Mau andava pela cidade, havia um certo ar de Batalha no ar. Os fiéis do Rev. Porcalhão já haviam dado sete voltas em volta da cidade, amarrando o Lobo Mau, mandando-o para o abismo e coisas desse tipo, mas acho que a corda era fraca, pois toda semana repetiam o ato. E não era só contra o Lobo, mas contra seus lobinhos também: o lobinho da fome, lobinho da miséria, lobinho do medo, lobinho da dor-de-cabeça, enfim parecia haver tantos lobinhos que não sei como achavam tantos nomes.

Certo dia, o Lobo Mau em pessoa resolveu aparecer, e foi direto na casa do primeiro porquinho. Ao chegar, viu-o orando e como não conseguia tocar-lhe soprou forte sobre a casa de palha, e esta se espalhou ao vento, revelando a todos na cidade o grande poder do Lobo, mas também o fato notório de que ele não podia, sequer, tocar naquele porquinho.

Saindo dali, o malvado Lobo, parou em frente a casa do segundo porquinho, uma casa simples de madeira, mas vazia. O porquinho havia saído para mais um “bico”. Com muita raiva, destruiu toda a casa deixando-a em escombros, para tristeza do porquinho que chegou logo depois, e só teve como consolo orar... e recebeu consolo.

Logo depois, o famigerado Lobo Mau deparou-se com uma mansão enorme, dessas de filme, com chafariz, piscina, carros na garagem, e pensou: é agora que eu me faço! Ao ver o Lobo no portão de sua casa, o terceiro porquinho não hesitou: foi para fora e com dedo em riste disse: “Lobo Mau, eu te amarro e ordeno que me digas toda a verdade em nome de Jesus”. O Lobo, percebendo o modo de pensar do porquinho, resolveu não destruí-lo, era melhor conversar. O porquinho pensava que porque dizia a frase mágica “em nome de Jesus”, o Lobo seria obrigado a responder-lhe realmente a verdade. Coitado! Não sabia que o Lobo tentou enganar até o próprio Senhor Jesus. O porquinho lhe perguntava sobre sua hierarquia Lobal, como se organizavam, áreas de atuação de cada lobinho, como eram os nomes deles realmente. E, malandro como era, o Lobo entrou na dança. Respondia tudo como lhe era agradável, satisfazendo o desejo incontrolável do porquinho em saber detalhes da vida de Lobo.

Logo, chegaram vários outros porquinhos da cidade, sabedores da visita do Lobo ao porquinho mais velho. Multidões queriam ouvir o Lobo falar, ouvir o Lobo é melhor que ouvir o Cordeiro. Sem que o porquinho percebesse, o Lobo já estava sentado em sua grande sala, com todo o conforto, com toda a pompa, ocupando lugar de destaque em sua casa.

A febre tomou conta da cidade. O porquinho mais velho resolveu, através de suas conversas publicar dois grandes livros, que logo se tornaram os mais vendidos nas livrarias ditas evangélicas: “A Divina Revelação do Lobo Mau” e “Ele Veio Para Devorar os Porquinhos”. Ganhar dinheiro com as revelações do Lobo Mau era um grande negócio, pois ninguém mais queria ler as Palavras do Cordeiro, palavras mansas, denunciativas, coisas que não interessavam muito a porquinhos ocupados com o grande Lobo Mau.

Em tempo: os outros irmãos juntaram-se e construíram uma outra casa, simples, mas firmada sobre a rocha, que Lobo Mau nenhum mais conseguirá derrubar. Humildes, reconheciam em todas aquelas provações, razões para crescerem em Deus, pois a única coisa que o Lobo não lhes tinha tirado, renovava a esperança dos mesmos em uma vida melhor: a FÉ!
 
PS: formidável e criativa a sátira que José Barbosa Junior faz dessa terrível Teologia... Como muito bem exposto por Renato Vargens no artigo O maior fracassado do mundo segundo a ótica dos teólogos da prosperidade: "Para os teólogos da prosperidade o apóstolo Paulo pode ser considerado o mais fracassado ministério de todos os tempos. Ele não foi rico, não possuiu grandes propriedades, não teve carros, cavalos e barcos, não morou em mansões, nem tampouco possuiu ouro, prata e riquezas... Pobre Paulo, miserável Paulo, não pode ser comparado aos apóstolos de hoje que são homens 'ungidos' além de proprietários de jatinhos e mansões e milhões. Pobre que nem Paulo, só um tal de Jesus de Nazaré... " [1]
 
 
Por uma Teologia biblicamente ortodoxa,
 
Robson Oliveira, pr.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Ministério pastoral: profissão ou vocação?

Preparo, chamado e opção profissional são elementos que se misturam e se chocam na formação dos pastores brasileiros.

Estima-se que cerca de 90 mil pessoas, no Brasil, exercem a função de pastor evangélico. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, um número quase cinco vezes maior do que o de padres, que, em 2006, chegavam a 18.685, de acordo com o Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais, ligado à Igreja Católica. E se é difícil dizer com precisão quantos pastores há no país – a quantidade pode ser bem maior, já que a informalidade é regra e novas congregações surgem da noite para o dia –, também não é tão simples definir exatamente como é o seu trabalho. O que para alguns é uma profissão como qualquer outra, com salários e metas a alcançar, para outros é o mais importante chamado divino, a que nada pode se comparar. Pelo país, pastores-animadores, pastores-empresários e pastores-CEOs dividem espaço com ministros à moda antiga, que investem o tempo em ensinar, ouvir e aconselhar o rebanho de Deus. Entre doutores e leigos, ricos e pobres, seu modo de atuar é tão variado quanto sua formação.
Não por acaso, cursos de teologia proliferam no Brasil com tanta velocidade quanto as novas igrejas. Desde 1999, o Ministério da Educação (MEC) passou a reconhecer os seminários de teologia como cursos de nível superior, com as exigências comuns a qualquer outro tipo de faculdade. Dados do Instituto Nacional de Educação Pública (Inep) mostram que, entre seminários católicos e evangélicos, há 82 instituições reconhecidas – o que não desmerece as demais. Vários dos melhores seminários evangélicos do país não foram atrás do reconhecimento do MEC e seguem com seus antigos currículos. Muitas delas são ligadas à Associação Evangélica de Ensino Teológico na América Latina (Aetal), com sede em São Paulo, que congrega 120 estabelecimentos brasileiros reconhecidos por sua excelência. Para ser filiado, o seminário tem que ter sua “declaração de fé” aceita e ainda precisa passar pelo crivo do Conselho Consultivo da Aetal. O objetivo, de acordo com o estatuto da associação, é “fortalecer a formação de líderes para a América Latina”.
“A procura por formação teológica tem sido imensa. O pentecostalismo clássico se abriu muito para o estudo teológico, até para ter uma identidade de maior seriedade”, explica Fernando Bortolleto, diretor-executivo da Associação de Seminários Teológicos Evangélicos (Aste) e professor do seminário da Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo. Com 47 anos de existência, a Aste tem 40 instituições filiadas, todas bem conceituadas. A busca por profissionalização e de melhor preparo favorece o crescimento do interesse por teologia, afirma Bortolleto. Ele deplora, porém, a idéia de que a vida dos pastores seja fácil e com muito dinheiro. “A imprensa não coloca nas manchetes o que é mais normal, e sim o que causa estranheza”, declara, observando, no entanto, que há jovens que pensam na função pastoral como alternativa diante de fracassos profissionais: “Há muito bacharel em teologia sem qualidades mínimas para ser pastor”, diz, sublinhando a grande diferença entre estudar, mesmo em um bom seminário, e ser ordenado para o ministério.
Para Bortolleto, formação acadêmica é fundamental para o bom desempenho de um pastor evangélico, ainda que possuir um diploma não significa que se esteja preparado para exercer a função. “Ver o trabalho ministerial como profissão tem um lado positivo: o pastor deve ter seus direitos resguardados, pois é um trabalhador que precisa sustentar sua família. Mas formalizar a profissão, como outra qualquer, seria complicado”, avalia. No Brasil, a Justiça do Trabalho também tem entendido desta maneira. São comuns casos de pastores que processam igrejas com intuito de receber indenizações de cunho trabalhista. Os juízes, entretanto, têm negado esses pedidos e as decisões já geraram jurisprudência: “É inadmissível, em Direito, conceituar como de emprego a relação entre o pastor e sua igreja” (Arnaldo Sussekind e Délio Maranhão, in Pareceres sobre Direito do Trabalho e Previdência Social, LTr, p. 43). “O vínculo que une o pastor à sua igreja é de natureza religiosa e vocacional, relacionado à resposta a uma chamada interior e não ao intuito de percepção de remuneração terrena”, diz, em 2003, relatório do ministro Ives Gandra Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho.

Caminho rápido – Se as melhores universidades investem no ensino a distância, pela internet, não poderia ser diferente com os cursos de teologia brasileiros. As ofertas são muitas, e para todos os gostos. “A paz do Senhor Jesus”, diz amavelmente a consultora de vendas Yakyma Matos, de 22 anos. Ela fala de Ituiutaba (MG), e atende os interessados em obter um diploma de bacharelado, mestrado ou doutorado em teologia pagando até R$ 2 mil por um curso à distância. “O diploma pode chegar em três meses, desde que esteja tudo pago”, informa. Basta o aluno enviar ao Seminário Brasileiro de Teologia respostas para as perguntas que vêm com as apostilas, preparadas por Omar Silva da Costa. Apresentado como pastor e reitor, ele ostenta um currículo quilométrico, publicado no site. A reportagem o procurou, mas foi encaminhada a Marcos Marques Muniz, também pastor e relações públicas da instituição, que foi mais longe: “Somos o primeiro seminário no Brasil e no mundo a ordenar pastores”, anuncia – e eles fazem isso também à distância. Pagando 1,2 mil reais por cinco apostilas e mandando de volta o questionário respondido, em três meses qualquer pessoa pode ter um “Diploma de Ordenação Pastoral”.
De acordo com Muniz, em 18 anos de existência, o Seminário Brasileiro de Teologia já conta 34 mil alunos no Brasil e no exterior. Com desenvoltura, o pastor também diz que o título de “Doutor” é bíblico – “a pessoa estuda a profundeza de Deus” – e também pode chegar após um único trimestre. “Qualquer um no Brasil que tiver gosto por igrejas evangélicas pode alugar um salão e duzentas cadeiras, pendurar na porta uma placa e ser pastor da própria congregação, como garante a Constituição”, justifica. Pois para maior espanto daqueles que defendem o preparo formal de obreiros cristãos, dois projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional podem facilitar ainda mais o acesso de qualquer um ao título de teólogo.
O pastor Cyro Mello, secretário-adjunto da Convenção Geral das Assembléias de Deus do Brasil (CGADB), declara que a denominação estuda as medidas judiciais cabíveis contra o Seminário Brasileiro de Teologia. É que outro site do grupo, onde se vê a foto de Omar Silva da Costa, usa o nome “Convenção Geral das Igrejas da Assembléia de Deus do Brasil” – uma sutil diferença. Ele diz que as Assembléias de Deus não costumam fazer nenhum caso com grupos que usam o nome da denominação sem pertencer a uma das convenções, a não ser em situações mais sérias. “Pessoas incautas, humildes, acabam se confundindo”, aponta Cyro, explicando que os pastores das Assembléias de Deus estudam pelo menos quatro anos e depois são avaliados pela denominação, para só então serem ordenados.

Pilar da Reforma – “Há um seminário em cada esquina. Pode-se comprar diplomas”, protesta o pastor Roberto Schuler. Filho de suíço com brasileira, 48 anos de idade, ele tem mestrado, doutorado e atuou como pastor da Igreja Batista na Basiléia e da Igreja Reformada, em Zurique. Agora, Schuler foi convidado pela Convenção Batista Brasileira para assumir a reitoria do Seminário Batista do Norte do Brasil (SBNB), em Recife (PE), uma instituição centenária. Ele evita criticar o ministério de leigos. “Não tenho nada contra o sacerdócio universal de todos os crentes, que é pilar da Reforma Protestante”, declara. “Numa localidade onde não haja ninguém com preparo formal, não sou contra uma pessoa leiga dirigir o trabalho, com amor e sacrifício pessoal”. O problema começa, avalia ele, quando a motivação é outra. “Pessoas exploram comunidades inteiras, com cultos que giram em torno da arrecadação. O ministério pastoral tem caído em descrédito, com muitos escândalos, devido a essa falsa teologia da prosperidade, que não é nem digna de ser chamada de teologia”, lamenta. “Na Suíça, um dos países da Reforma, ser pastor é coisa de um prestígio social tremendo. Os ministros têm curso reconhecido na universidade, conhecem grego, hebraico, latim.”.
“Estudei sete anos e meio, fiz um dos seminários mais exigentes e sei que muita coisa ainda falta”, reconhece, por sua vez, Alceu Lourenço de Souza Jr., de 36 anos, que tirou a maior nota no exame nacional de avaliação que a Igreja Presbiteriana do Brasil faz entre todos os seminários da denominação. Casado e com três filhos, Alceu, que era garçom, se candidatou e esperou dois anos para ser indicado pela sua congregação para começar a estudar no Seminário Teológico Presbiteriano, em São Paulo. E rebate a idéia de que tornar-se pastor é mera opção profissional ou uma chance para ter tranqüilidade financeira. “Senti um peso de responsabilidade pela igreja. Em nossa denominação o pastor não é dono da igreja nem do cofre, e costuma ter a remuneração média dos membros”, explica. Quanto aos pastores leigos, Alceu é taxativo: “Se Deus já está usando quem não tem instrução, creio que esse irmão deva buscar o máximo de formação que puder. Por que repetir erros por falta de conhecimento?”, conclui.
“A Bíblia diz que Paulo fazia tendas e que Neemias construiu os muros da cidade de Jerusalém. Pois eu sou pedreiro e pastor”, diz José Antonio Fernandes Espinela, de 51 anos, pastor da Assembléia de Deus Ministério Glória, na favela da Lagartixa, em Costa Barros, subúrbio do Rio de Janeiro. Nascido e criado no Evangelho, Fernandes, como é conhecido, estudou até a 5ª série do ensino fundamental e parou aos 17 anos, para trabalhar. Fez um curso de teologia básica em uma Assembléia de Deus e depois ordenado por um pastor pentecostal. “Sou respeitado na comunidade, mesmo entre os traficantes”, conta Fernandes, acrescentando que seu ministério tem levado muitos bandidos a Cristo. A igreja funciona em sua própria casa e reúne 40 pessoas. Seu trabalho pastoral? Evangelizar, orar e visitar as pessoas que sofrem. “O povo é pobre e não pode ajudar muito, então também faço trabalho de pedreiro. Algumas pessoas sentem no coração e dão ofertas, que são bem-vindas. Não peço nada, mas vivo da fé”, resume o pregador, que é casado e tem dois filhos.
Em Ourinhos, cidade do interior paulista, o pastor presbiteriano Eduardo Emerich, no melhor estilo calvinista, afirma que seu ministério estava decidido “desde o ventre” de sua mãe. Para ele, o pastorado não se trata mesmo de profissão. “O chamado nasceu e cresceu comigo. Ministério é vocação. Eu me dispus a exercê-lo e nunca dependi financeiramente da igreja”, ressalta, explicando que há 39 anos divide o tempo entre a congregação, que nunca passou de 150 membros, e o magistério, de onde tira seu sustento. “São quatro horas diárias para a igreja e quatro para a escola. Formei várias gerações de bons cristãos e bons cidadãos”, sublinha Emerich. Ao contrário do que muita gente pensa, ele afirma que ser pastor não dá lucro. “É como jogador de futebol; uns três ou quatro fazem sucesso e o resto apenas vive de modo satisfatório”, compara.

“Vasos de barro” – Para David Kornfield, fundador do Ministério de Apoio a Pastores e Igrejas (Mapi), as maiores dificuldades do ministério pastoral hoje são seminaristas sem claro sentido de vocação, as famílias disfuncionais dos futuros líderes e a ausência de mentoria espiritual. Ou, como prefere dizer, a falta de “pastoreio de pastores”, o que, acredita, poderia resgatar o sentido da vocação bíblica. Americano radicado em São Paulo e com doutorado em educação, Kornfield dá valor aos pequenos grupos, que buscam praticar o discipulado cristão e dividem suas experiências – o que chama de “pastoreio mútuo”, ao estilo da Igreja primitiva. Ele acredita que a tendência, em geral, é as igrejas darem cobertura aos pastores leigos e gradativamente ajudá-los com mais conhecimento bíblico, maturidade e firmeza emocional e espiritual. “As denominações tradicionais estão se abrindo para esta realidade e têm que se abrir mais, se não quiserem ser deixadas para trás”, comenta.
“A vocação leva as pessoas a manter os olhos e a mente voltados para Deus e para a cruz de Jesus Cristo”, sintetiza o pastor Ricardo Barbosa de Sousa, 52 anos, 25 deles à frente da Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília (DF). Ele dá aula de teologia pastoral no Seminário Presbiteriano de Brasília e ministra cursos no Seminário Teológico Servos de Cristo, de São Paulo. Barbosa lembra que o ministro tem a missão de viver como vaso de barro que leva o tesouro da Palavra de Deus, como descreveu o apóstolo Paulo: “Ele não tem poder nem sobre o serviço nem sobre o povo. Nenhum deles é seu”, continua. “O importante é o tesouro, a Palavra, mas muitos supervalorizam o barro, que só é valioso se permanece barro”.
Ele aponta para armadilhas no caminho dos pastores. “Duas palavras são muito usadas pelo diabo: a primeira é ‘leigo’, e 99% da igreja é qualificada nessa nomenclatura que a afasta de seu chamado. A outra palavra perversa é ‘profissional’, cujo foco é produtividade, renda, competência, ganho. Essa despersonalização leva o pastor a virar um executivo, um gerente religioso”, avalia. Para ele, a qualificação é pouco determinada em termos acadêmicos. “Há o aspecto afetivo: ‘Pedro, tu me amas?’, pergunta Jesus. E o que fez de Pedro alguém preparado para apascentar as ovelhas de Deus foi a intensidade de seu afeto para com o Senhor. O mais simples dos pastores, ao responder ‘tu sabes que te amo’, fará o melhor”, sentencia.
(Colaborou Treici Schwengber)

Projetos em andamento no Congresso Nacional

Se boa parte das denominações brasileiras têm incentivado seus pastores a buscar formação teológica, outro segmento evangélico parece trilhar caminho oposto. Dois projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional pretendem conferir o título de teólogo a quem simplesmente exerça algum cargo de liderança eclesiástica – aí incluídos os líderes de pequenas congregações independentes, missionários autônomos e até simples dirigentes de culto. Uma das propostas é do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), ligado à Igreja Universal do Reino de Deus. No entender do parlamentar, qualquer pessoa que exerça há mais de cinco anos a atividade de teólogo, mesmo sem qualquer formação, deve receber o título.
Já o projeto do ex-deputado peemedebista Victorio Galli, que é pastor da Assembléia de Deus no Mato Grosso, visa a considerar como teólogo desde quem administra comunidades religiosas até aqueles que simplesmente pratiquem a “vida contemplativa e meditativa” e realizem obras sociais de caráter cristão. Tais iniciativas, se transformadas em lei, permitiria que mais de um milhão de pessoas fossem consideradas teólogos, mesmo sem qualquer estudo na área. Hoje, na maioria dos seminários brasileiros, a colação de grau em teologia exige pelo menos quatro anos de estudo em nível universitário. (Com reportagem de O Estado de São Paulo)

Informalidade é a regra

O ofício de pastor evangélico é reconhecido na Classificação Brasileira de Profissões, que o agrupa na categoria de “ministros de culto, missionários e teólogos”. Mas não é uma atividade regulamentada e não existem normas para exercê-la no país. Cada denominação ou grupo religioso usa as próprias regras, o que inclui a forma de remuneração – e a maioria dos pastores e igrejas prefere assim. Afinal, é bom manter uma distância segura entre Estado e religião. Uma associação denominada Conselho Federal de Teólogos, criada há pouco tempo, tem, no entanto, reivindicado a regulamentação da profissão.

Segundo a assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), ministros religiosos contribuem, em sua maioria, como profissionais autônomos, mas o órgão não sabe informar o número de pastores segurados ou quanto é a contribuição média dessa categoria. A ausência de regulamentação é a razão do Ministério do Trabalho também não saber informar o número exato de profissionais do gênero.

Fonte: Cristianismo Hoje

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Texto "Sobrevivendo à depressão"


Dado o grande número de conhecidos castigado por esse mal, resolvi publicar um artigo da Internet sobre esse tema com o desejo de ajudar àqueles que por ventura, encontrando o meu Blog, estejam vivendo também sob o flagelo desse que tem sido, também, um mal do século. É claro que, não será o texto propriamente dito que irá abençoar o leitor, mas sim as referências à Palavra de Deus citadas no mesmo.

Segue abaixo os textos:

Então, Ele me disse: A Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. II Cor. 12:9.

Charles Spurgeon, o grande pregador da era vitoriana, tinha períodos de profunda depressão. Uma vez, ele disse para um amigo que "existem masmorras sob o castelo do desespero." Mas, abeberava-se das coisas espirituais. As boas-novas da graça de Deus e de Sua redenção eram muito reais para ele. Ao voltar para casa, depois de um intenso dia de trabalho, Spurgeon sentia-se muito cansado e deprimido. As pessoas levavam a ele todo problema; contudo, poucos ouviam os problemas dele.

Mas apareceu um texto para reanimá-lo. As palavras "A minha graça te basta" (II Cor. 12:9) percorreram sua mente, e ele foi ver o texto no original. Foi então que essa parcela de boas-novas o atingiu com mais força. Deus parecia falar-lhe diretamente: "A minha graça te basta." Spurgeon viu-se respondendo em voz alta, entre gargalhadas: "Eu devia pensar que sim, Senhor." Posteriormente, disse: "Até então, nunca havia entendido o que era o riso santo de Abraão. Descrer parecia, agora, um total absurdo".

"Ó irmãos", Spurgeon escreveu aos seus amigos, "sejam grandes crentes. Uma pequena fé levará sua alma ao Céu, mas uma grande fé trará o Céu para sua alma." Ele descobriu que o Céu é viver na presença de Deus. Embora, como cristãos, aspiremos à recompensa final, uma terra em que não há sofrimento, lágrimas, dor, enfermidade nem morte, existe outra dimensão do Céu que é freqüentemente deixada de lado. Quando o fariseu inquiriu Jesus sobre o reino de Deus, ouviu como resposta: "Porque o reino de Deus está dentro de vós." Luc. 17:21.

Quando Cristo, através do Espírito Santo, entra em nossa vida, o reino de Deus é estabelecido no coração. O Espírito cura feridas, enxuga lágrimas, dá-nos uma nova esperança. Com Spurgeon, descobrimos que a graça de Deus é suficiente. Alegre-se em Cristo. O reino de Deus está com você.

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Todos Lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que Lhe saíam dos lábios. Luc. 4:22.

Durante um período de depressão, o escritor William Styron encontrou ajuda em um amigo que ligava todos os dias para lhe perguntar como se sentia. "Uma vez que ele passara por isso poucos meses antes", diz Styron, "o apoio dele teve um imenso valor. Era um modo de me dizer: ‘Olha, tudo vai ficar bem. Você vai se recuperar. Todos se recuperam’."

Styron acredita que esse incentivo foi mais importante para ele do que qualquer intervenção médica; mesmo quando não conseguia crer naquelas palavras de ânimo. Porém, elas tocaram seu coração. Ao estarem em depressão, as pessoas não precisam ouvir palavras eruditas; mas expressões de consideração e carinho. Nossa presença faz toda a diferença.

Jesus foi um exemplo disso. Quando a mulher samaritana se aproximou do poço de Jacó, ao meio-dia, o Salvador sentiu que havia algo errado. Aquela era a hora mais quente do dia. O sol escaldante da Palestina é quase insuportável. Muitos procuram encontrar alívio descansando à sombra de suas casas. A hora normal para buscar água é de manhã bem cedo. Essa pobre mulher foi sozinha, para evitar a zombaria das outras mulheres da vila, que sabiam de seus casos amorosos. Chegou sem esperança, mas Jesus lhe falou palavras de ânimo. Ofereceu-lhe "água viva" para saciar sua alma.

Jesus é um incentivador. Ao ser questionado por um escriba, Ele respondeu: "Não estás longe do reino de Deus." Mar. 12:34. Pense na alegria que deve ter inundado a alma desse homem. Para uma autodepreciativa mulher cananéia, Jesus respondeu: "grande é a tua fé!" Mat. 15:28.

Levante a cabeça. Deixe que a alegria encha o seu coração. Jesus sempre tem "palavras de graça" para você.

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Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições. Filip. 4:6.

Certo dia, Sandra foi ao escritório do pastor e contou uma história longa e dolorosa. Nada do que fazia agradava o esposo, Joe. Ela temia o momento em que ele voltava do trabalho. Era uma mulher atraente, brilhante, mas o sentimento de rejeição a transformara em uma esposa deprimida.

O pastor visitou o Joe, e ele ficou muito surpreso ao saber que estava contribuindo para a depressão da esposa. Não percebia que ela era capaz de ler sua atitude. Então, o pastor lhe sugeriu: "Joe, gostaria que você escolhesse dez virtudes de Sandra e agradecesse a Deus por elas. Faça isso duas vezes por dia: uma pela manhã, e outra à tarde, ao voltar do trabalho."

Aquilo não parecia ser muito difícil, e sendo que seu casamento estava se deteriorando, Joe concordou. Começou a agradecer a Deus pelas virtudes da esposa, concentrando-se naquilo que o atraía. Em pouco tempo, Sandra começou a mudar, tornando-se mais alegre e afetiva. Joe continuava sendo agradecido, e Sandra desenvolvia auto-estima, saindo da depressão.

Nossas palavras têm um poder incrível. Note estas passagens do livro de Provérbios:

"A ansiedade no coração do homem o abate, mas a boa palavra o alegra." Prov. 12:25. "O homem se alegra em dar resposta adequada, e a palavra dita a seu tempo quão boa é!" Prov. 15:23. "Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo." Prov. 25:11.

O que dizemos pode erguer pessoas que se acham abatidas. Dê-lhes esperança. Diga-lhes o quanto significam para você. As palavras podem mudar o ambiente. Experimente e comprove.

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Bendirei ao Senhor em todo o tempo, o Seu louvor estará sempre nos meus lábios. Sal. 34:1.

Desde o fim da União Soviética, tenho reunido histórias reveladoras de fé em meio a terríveis perseguições. Um pastor, tiritando de frio, sozinho em uma cela escura, escreveu: "Durante estes longos períodos no confinamento da solitária, meu coração desfrutou a presença de Deus. Como o apóstolo Paulo, eu passava horas cantando hinos. Deus nunca me abandonou, nem mesmo nas horas mais escuras e difíceis. A promessa do nosso Senhor Jesus Cristo se cumprem na vida inteira."

Também li sobre outro pastor que fora posto em uma cela com 70 criminosos. Em um domingo de páscoa, ele solicitou que lhe permitissem cantar hinos para seus companheiros de cela. Todos ficaram quietos. O homem começou a cantar, e assim continuou durante uma hora, sem que ninguém se mexesse. Todos o olhavam como que petrificados.

Há um poder incomum no louvor: ele nos eleva o espírito, dinamiza nosso ser e revitaliza nossa vida espiritual. As Escrituras unem louvor e alegria. "Por isso, o meu coração exulta, e com meu cântico o louvarei." Sal. 28:7. Ellen White observa: "Coisa alguma tende mais a promover a saúde do corpo e da alma do que um espírito de gratidão e louvor." – A Ciência do Bom Viver, pág. 251.

E mais: "É uma lei da natureza que nossas idéias e sentimentos sejam animados e fortalecidos ao lhes darmos expressão. Ao passo que as palavras exprimem pensamentos, é também verdade que estes seguem aquelas. Se exprimíssemos mais a nossa fé, mais nos regozijássemos nas bênçãos que sabemos possuir – a grande misericórdia e o amor de Deus– teríamos mais fé e maior alegria." – Ibidem, págs. 251-253.

Nossas palavras não apenas revelam nosso caráter interior; elas o moldam. Observe como o louvor pulveriza os sentimentos de desânimo. Ele é uma das mais poderosas armas de Deus, para vencermos o inimigo; é uma arma imprescindível. Que nossa boca se encha de louvor. Que nossos lábios expressem gratidão a Deus por Sua bondade, hoje e sempre.

Fonte: http://www.jesusnosama.com.br/esperanca/esperanca48.htm

Para saber mais sobre depressão, acesse http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?102

quinta-feira, 26 de julho de 2012

PERGUNTAR NÃO OFENDE - Pr. João Soares da Fonseca

Dwight L. Moody conta que certa noite, voltando para casa, viu um homem encostado num poste. Foi até ele, pôs a mão no ombro dele, e perguntou: "O senhor já é crente?"

O homem ficou furioso e fechou o punho como se fosse esmurrar o evangelista. Moody conta: "Pensei que ele fosse me jogar na sarjeta". E antes que o homem consumasse o seu intento, Moody atalhou: "Desculpe
se lhe ofendi, mas pensei que eu estava fazendo uma pergunta pertinente".

"Pois meta-se com a sua própria vida", rosnou o homem.

Moody, que não perdia tempo, rebateu: "Isso é a minha vida".

Três meses depois, em fria manhã, alguém bateu à porta da casa de
Moody. "Quem é?", perguntou.

Uma voz de homem respondeu lá fora, dizendo que era um estranho. De dentro mesmo, o evangelista perguntou: "O que o senhor deseja?"

A resposta do homem foi surpreendente: "Eu quero aceitar a Cristo como meu Salvador".

Moody arremata: "Abri a porta, e para minha surpresa, ali estava o homem que me xingou por eu ter conversado com ele. O homem disse:
'Peço muitas desculpas. Não tenho tido paz desde aquela noite. As palavras do senhor, como fantasmas, continuam me assombrando. Na noite passada nem consegui dormir, e então pensei em vir aqui para que
o senhor orasse por mim'. De fato, o homem se tornou uma nova criatura, e ali mesmo perguntou: 'O que poderia eu fazer para o meu Salvador?'"

Moody conta que logo depois, o homem passou a ensinar na Escola Dominical. E aí ensinou até que foi convocado para a guerra, e foi uma das primeiras vítimas fatais. Morreu, mas não sem dar um poderoso
testemunho da graça de Deus.

O fato de não sabermos como Deus usará a nossa palavra não deveria nos inibir de abrir a boca para falar do perdão de Cristo. Às vezes, a grande virada na vida de uma pessoa pode começar com uma pergunta
simples, do tipo "Se você morrer hoje, para onde irá a sua alma: para o céu ou para o inferno?"

sexta-feira, 29 de junho de 2012

A família na época pós-moderna - Hernandes Dias Lopes

A pós-modernidade está firmada sobre o tripé: pluralização, privatização e secularização. A pluralização diz que há muitas ideias, muitos valores, muitas crenças. Não existe uma verdade absoluta, tudo é relativo. A privatização diz que nossas escolhas são soberanas e cada um tem sua própria verdade. A secularização, por sua vez, coloca Deus na lateral da vida e o reduz apenas aos recintos sagrados. A família está nesse fogo cruzado. Caminha nessa estrada juncada de perigos, ouvindo muitas vozes, tendo à sua frente muitas bifurcações morais. Que atitude tomar? Que escolhas fazer para não perder sua identidade? Quero sugerir algumas decisões:

Em primeiro lugar, coloque Deus acima das pessoas. No mundo temos Deus, pessoas e coisas. Vivemos numa sociedade que se esquece de Deus, ama as coisas e usa as pessoas. Devemos, porém, adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas. A família pós-moderna tem valorizado mais as coisas do que o relacionamento com Deus. Vivemos numa sociedade que valoriza mais o ter do que o ser. Uma sociedade que se prostra diante de Mamom e se esquece do Deus vivo.

Em segundo lugar, coloque seu cônjuge acima de seus filhos. O índice de divórcio cresce espantosamente no Brasil. Enquanto os véus das noivas ficam cada vez mais longos, os casamentos ficam cada vez mais curtos. Um dos grande erros que se comete é colocar os filhos acima do cônjuge. Muitos casais transferem o sentimento que devem dedicar ao cônjuge para os filhos e isso, fragiliza a relação conjugal e ainda afeta profundamente a vida emocional dos filhos. O maior presente que os pais podem dar aos filhos é amar seu cônjuge. Pais estruturados criam filhos saudáveis.

Em terceiro lugar, coloque seus filhos acima de seus amigos. Muitos pais vivem ocupados demais, correm demais e dedicam tempo demais aos amigos e quase nenhum tempo aos filhos. Alguns pais tentam compensar essa ausência com presentes. Mas, nossos filhos não precisam tanto de presentes, mas de presença. Nenhum sucesso profissional ou financeiro compensa o fracasso do relacionamento com os filhos. Nossos filhos são nosso maior tesouro. Eles são herança de Deus. Equivocam-se os pais que pensam que a melhor coisa que podem fazer pelos filhos é deixar-lhes uma rica herança financeira. Muitas vezes, as riquezas materiais têm sido motivo de contendas na hora da distribuição da herança. Nosso maior legado para os filhos é nosso exemplo, nossa amizade e nossa dedicação a eles, criando-os na disciplina e admoestação do Senhor.

Em quarto lugar, coloque os relacionamentos acima das coisas. Vivemos numa ciranda imensa, correndo atrás de coisas. Muitas pessoas acordam cedo e vão dormir tarde, comendo penosamente o pão de cada dia. Pensam que se tiverem mais coisas serão mais felizes. Sacrificam relacionamentos para granjearem coisas. Isso é uma grande tolice. Pessoas valem mais do que coisas. Relacionamentos são mais importantes do que riquezas materiais. É melhor ter uma casa pobre onde reina harmonia e paz do que viver num palacete onde predomina a intriga.

Em quinto lugar, coloque as coisas importantes acima das coisas urgentes. Há uma grande tensão entre o urgente e o importante. Nem tudo o que é urgente é importante. Não poucas vezes, sacrificamos no altar do urgente as coisas importantes. Nosso relacionamento com Deus, com a família e a com a igreja são coisas importantes. Relegar esses relacionamentos a um plano secundário para correr atrás de coisas passageiras é consumada tolice. A Bíblia nos ensina a buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, sabendo que as demais coisas nos serão acrescentadas. Precisamos investir em nosso relacionamento com Deus e em nossos relacionamentos familiares, a fim de não naufragarmos nesse mar profundo da pós-modernidade!

Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br/




quarta-feira, 23 de maio de 2012

Pastores feridos - Matéria da 'Cristianismo Hoje'

Publico a matéria de Marcelo Brasileiro, extraída do site 'Cristianismo Hoje', pela razão de se tratar de um assunto EXTREMAMENTE relevante, bem como preocupante e realista... Pessoalmente já ouvi vários relatos que confirmam o que é descrito pelo autor.

Pastores feridos
Pastores que abandonam o púlpito enfrentam o difícil caminho da auto-aceitação e do recomeço.

Por Marcelo Brasileiro

Desânimo, solidão, insegurança, medo e dúvida. Uma estranha combinação de sensações passou a atormentar José Nilton Lima Fernandes, hoje com 41 anos, a certa altura da vida. Pastor evangélico, ele chegou ao púlpito depois de uma longa vivência religiosa, que se confunde com a de sua trajetória. Criado numa igreja pentecostal, Nilton exerceu a liderança da mocidade já aos 16 anos, e logo sentiria o chamado – expressão que, no jargão evangélico, designa aquele momento em que o indivíduo percebe-se vocacionado por Deus para o ministério da Palavra. Mas foi numa denominação do ramo protestante histórico, a Igreja Presbiteriana Independente (IPI), na cidade de São Paulo, que ele se estabeleceu como pastor. Graduado em Direito, Teologia e Filosofia, tinha tudo para ser um excelente ministro do Evangelho, aliando a erudição ao conhecimento das Sagradas Escrituras. Contudo, ele chegou diante de uma encruzilhada. Passou a duvidar se valeria mesmo a pena ser um pastor evangélico. Afinal, a vida não seria melhor sem o tal “chamado pastoral”?

As razões para sua inquietação eram enormes. Ordenado pastor desde 1995, foi justamente na igreja que experimentou seus piores dissabores. Conheceu a intriga, lutou contra conchavos, desgastou-se para desmantelar o que chama de “estrutura de corrupção” dentro de uma das igrejas que pastoreou. Mas, no fim de tudo isso, percebeu que a luta fora inglória. José Nilton se enfraqueceu emocionalmente e viu o casamento ir por água abaixo. Mesmo vencendo o braço-de-ferro para sanar a administração de sua igreja, perdeu o controle da vida. A mulher não foi capaz de suportar o que o ministério pastoral fez com ele. “Eu entrei num processo de morte. Adoeci e tive que procurar ajuda médica para me restabelecer”, conta. Com o fim do casamento, perdeu também a companhia permanente da filha pequena, uma das maiores dores de sua vida.

Foi preciso parar. No fim de 2010, José Nilton protocolou uma carta à direção de sua igreja requisitando a “disponibilidade ativa”, uma licença concedida aos pastores da denominação. Passou todo o ano de 2011 longe das funções ministeriais. No período, foi exercer outras funções, como advogado e professor de escola pública e de seminário. “Acho possível servir a Jesus, independentemente de ser pastor ou não”, raciocina, analisando a vida em perspectiva. “Não acredito mais que um ministério pastoral só possa ser exercido dentro da igreja, que o chamado se aplica apenas dentro do templo. Quebrei essa visão clerical”. Reconstruindo-se das cicatrizes, Nilton casou-se novamente. E, este ano retornou ao púlpito, assumindo o pastoreio de uma igreja na zona leste de São Paulo. Todavia, não descarta outro freio de arrumação. “Acho que a vida útil de um líder é de três anos”, raciocina. “É o período em que ele mantém toda a força e disposição. Depois, é bom que esse processo seja renovado”. É assim que ele pretende caminhar daqui para frente: sem fazer do pastorado o centro ou a razão da sua vida.

Encontrar o equilíbrio no ministério não é tarefa fácil. Que o digam os ex-pastores ou pastores afastados do púlpito que passam a exercer outras atividades ou profissões depois de um período servindo à igreja. Uma das maiores denominações pentecostais do país, a Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ), com seus 30 mil pastores filiados – entre homens e mulheres –, registra uma deserção de cerca de 70 pastores por mês desde o ano passado. Os números estão nas circulares da própria igreja. Não é gente que abandona a fé em Cristo, naturalmente; em sua maioria, os religiosos que pedem licença ou desligamento das atividades pastorais continuam vivendo sua vida cristã, como fez José Nilton no período em que esteve afastado do púlpito. É que as pressões espirituais e as demandas familiares e pessoais dos pastores, nem sempre supridas, constituem uma carga difícil de suportar ao longo doa anos. Some-se a isso os problemas enfrentados na própria igreja, as cobranças da liderança, a necessidade de administrar a obra sob o ponto de vista financeiro e – não raro – as disputas por poder e se terá uma ideia do conjunto de fatores que podem levar mesmo aquele abençoado homem de Deus a chutar tudo para o alto.

A própria IPI, onde José Nilton militou, embora muito menor que a Quadrangular – conta com cerca de 500 igrejas no país e 690 pastores registrados –, teria hoje algo em torno de 50 ministros licenciados, número registrado em relatório de 2009. Pode parecer pouco, mas representa quase dez por cento do corpo de pastores ativos. Caso se projete esse percentual à dimensão da já gigantesca Igreja Evangélica brasileira, com seus aproximadamente 40 milhões de fiéis, dá para estimar que a defecção dos púlpitos é mesmo numerosa. De acordo com números da Fundação Getúlio Vargas, o número de pastores evangélicos no país é cinco vezes maior do que a de padres católicos, que em 2006 era de 18,6 mil segundo o levantamento Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais. Porém, devido à informalidade da atividade pastoral no país, é certo que os números sejam bem maiores.

FERIDOS QUE FEREM

O chamado pastoral sempre foi o mais valorizado no segmento evangélico. Por essa razão, é de se estranhar quando alguém que se diz escolhido por Deus para apascentar suas ovelhas resolva abandonar esse caminho. Nos Estados Unidos, algumas pesquisas tentam explicar os principais motivos que levam os pastores a deixar de lado a tarefa que um dia abraçaram. Uma delas foi realizada pelo ministério LifeWay, que, por telefone, contatou mil pastores que exerciam liderança em suas comunidades eclesiásticas. E o resultado foi que, apesar de se sentirem privilegiados pelo cargo que ocupavam (item expresso por 98% dos entrevistados), mais da metade, ou 55%, afirmaram que se sentiam solitários em seus ministérios e concordavam com a afirmação “acho que é fácil ficar desanimado”. Curiosamente, foram os veteranos, com mais 65 anos, os menos desanimados. Já os dirigentes das megaigrejas foram os que mais reclamaram de problemas. De acordo com o presidente da área de pesquisas da Life Way, Ed Stetzer – que já pastoreou diversas igrejas –, a principal razão para o desânimo pode vir de expectativas irreais. “Líderes influenciados por uma mentalidade consumista cristã ferem todos os envolvidos”, aponta. “Precisamos muito menos de clientes e muito mais de cooperadores”, diz, em seu blog pessoal.

Outras pesquisas nos EUA vão além. O Instituto Francis Schaeffer, por exemplo, revelou que, no último ano, cerca de 1,5 mil pastores têm abandonado seus ministérios todos os meses por conta de desvios morais, esgotamento espiritual ou algum tipo de desavença na igreja. Numa pesquisa da entidade, 57% dos pastores ouvidos admitiram que deixariam suas igrejas locais, mesmo se fosse para um trabalho secular, caso tivessem oportunidade. E cerca de 70% afirmam sofrer depressão e admitem só ler a Bíblia quando preparam suas pregações. Do lado de cá do Equador, o nível de desistência também é elevado, ainda mais levando-se em conta as grandes expectativas apresentadas no início da caminhada pastoral pelos calouros dos seminários. “No começo do curso, percebemos que uma boa parte dos alunos possui um positivo encantamento pelo ministério. Mais adiante, já demonstram preocupação com alguns dilemas”, observa o diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo, o pastor batista Lourenço Stélio Rega. Ele estima que 40% dos alunos que iniciam a faculdade de teologia desistem no meio do caminho. Os que chegam à ordenação, contudo, percebem que a luta será uma constante ao longo da vida ministerial – como, aliás, a própria Bíblia antecipa.

E, se é bom que o ministro seja alguém equilibrado, que viva no Espírito e não na carne, que governa bem a própria casa, seja marido de uma só mulher (ou vice-versa, já que, nos tempos do apóstolo Paulo não se praticava a ordenação feminina) e tantos outros requisitos, forçoso é reconhecer que muita gente fica pelo caminho pelos próprios erros. “O ministério é algo muito sério” lembra Gedimar de Araújo, pastor da Igreja Evangélica Ágape em Santo Antonio (ES) e líder nacional do Ministério de Apoio aos Pastores e Igrejas, o Mapi. “Se um médico, um advogado ou um contador erram, esse erro tem apenas implicação terrena. Mas, quando um ministro do Evangelho erra, isso pode ter implicações eternas.”

Desde que foi criado, há 20 anos, em Belo Horizonte (MG), como um braço do ministério Servindo Pastores e Líderes (Sepal), o Mapi já atendeu milhares de pastores pelo país. Dessa experiência, Gedimar traça quatro principais razões que podem ser cruciais para a desmotivação e o abandono do ministério. “Ativismo exagerado, que não deixa tempo para a família ou o descanso; vida moral vacilante, que abre espaço para a tentação na área sexual; feridas emocionais e conflitos não resolvidos; e desgaste com a liderança, enfrentando líderes autoritários e que não cooperam”, enumera. Para ele, é preciso que tanto os membros das igrejas quanto as lideranças denominacionais tenham um cuidado especial com os pastores. “Muitos sofrem feridas, como também, muitas vezes, chegam para o ministério já machucados. E, infelizmente, pastor ferido acaba ferindo”.

Quanto à responsabilidade do próprio pastor com o zelo ministerial, Gedimar é taxativo: “É melhor declinar do ministério do que fazê-lo de qualquer jeito ou por simples necessidade”. A rede de apoio oferecida pelo Mapi supre uma lacuna fundamental até mesmo entre os pastores – a do pastoreio. “É preciso criar em torno do ministro algumas estruturas protetoras. É muito bom que o líder conte com um grupo de outros pastores onde possa se abrir e compartilhar suas lutas; um mentor que possa ajudá-lo a crescer e acompanhamento para seu casamento e família e, por fim, ter companheiros com quem possa desenvolver amizades e relacionamentos saudáveis e sólidos”, enumera.

Para ler a matéria completa, acesse:
http://www.cristianismohoje.com.br/materia.php?k=854


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Vídeos para análise e reflexão - Interessantes!!!

"Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição" - 2 Tessalonicenses 2:1-3

No texto acima, 2ª carta aos tessalonicenses, Paulo está tratando da volta de nosso Senhor Jesus e de nosso encontro com ele, e menciona dois grandes precursores a mesma: a apostasia (abandono ou negação da fé), e isso nós temos visto nos diversos escândalos no meio evangélico, e a manifestação do anti-Cristo, que ele, Paulo, chama nesta tradução da Bíblia de homem do pecado e filho da perdição (obs: a NVI também usa esses termos). Pois bem, para análise e reflexão dos irmãos, encaminho os vídeos abaixo para assistirem qdo tiverem tempo... É claro que em se tratando de Escatologia (parte da Teologia que trata dos últimos eventos na história do mundo ou do destino final do gênero humano, comumente denominado como fim do mundo*), existe muita especulação e exageros, entretanto é bom estarmos informados quanto a eles mesmo que analisando-os c/ profundo censo crítico.

Ao assisti-los ontem, senti no coração de posta-los neste Blog para quem acessar refletir e analisar a luz dos acontecimentos atuais (obs: um certo teólogo, cujo nome não me recordo, mas acho que tenha sido Charles Spurgeon, já dizia que devíamos ter em mãos a Bíblia e os jornais).

Verdadeiramente o mundo jaz no maligno (1 João 5:19), e por esses e outros sinais, confirmamos a brevidade da volta de nosso Senhor Jesus Cristo, bem como também, da urgência de pregarmos o Evangelho e fazermos a Obra dEle com o maior empenho e dedicação possível, pois vidas estão perecendo sem conhecerem o Verdadeiro Senhor e Salvador, o Senhor Jesus Cristo - Filho de Deus!

*Conceito extraído da Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Escatologia)

Rastros químicos / 2012 / mensagem subliminar 9/11 HAARP katrina

FANTÁSTICO ANUNCIA: 80% DA POPULAÇÃO SERÁ EXTERMINADA - PARTE 1/2

PS: essa do Fantástico eu até tinha visto, mas na ocasião não me atentei como uma forma de condicionamento à redução da população global, que segundo eles, será necessário para a Era de Aquários ou Nova Ordem Mundial (NOM). Como costumam dizer os instrumentos do diabo na implantação dessa NOM: "os fins justificam os meios".

Inédito Globo fala do Anticristo no ar

quarta-feira, 21 de março de 2012

A Importância de se consultar a Deus nas decisões da vida (Esboço de mensagem)


Texto: Js 9:1-14 “.... mas não consultaram o Senhor” - v.14 (ênfase)
Introdução: Canaã -> 7 povos para destruir

“examinaram” da NVI = “tomaram” de outras versões

Cultura dos povos do oriente -> partir o pão e comer juntos = sinal de amizade inquebrantável.

Heveus (Etimologia): de acordo com as fontes hebraicas tradicionais o nome está relacionado a uma palavra aramaica que significa “serpente”.

QUANTOS TÊM FRACASSADO NAS DECISÕES JUSTAMENTE POR NÃO CONSULTAREM A DEUS?

< O problema da Precipitação... Ex: negócios, casamento, trabalho/profissão >

O QUE TEM LHE IMPEDIDO DE CONSULTAR AO SENHOR?

< O perigo do Hiper-ativismo... Ex: no relacionamento com o próximo e até com Deus >

Nota: muitos são os indicadores da vontade ou não de Deus, mas eles (os indicadores) podem estar passando despercebidos aos nossos olhos.

Sl 25:12 → Deus nos ensina no caminho que devemos escolher. Requisito: temer a Deus.

Conclusão: ... convite a aceitar que Deus seja o Senhor das decisões.

Sl 16:8 (versão da Sociedade Bíblica Britânica): “Tenho posto sempre Jeová diante de mim; estando Ele à minha direita, não serei abalado.”.

Nota: mensagem pregada no Culto do dia 21/03/2012 na BR Distribuidora/Petrobras.



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Texto "Pretensos 'Teólogos' deslumbrados" de Lourenço Stelio Rega

Tem sido no mínimo divertido, para não falar desastroso, ouvir alguns pretensos teólogos que foram se aventurando em despejar espasmódicos chavões sobre a população igrejeira interessada em ouvir alguma novidade no campo espiritual, se valendo do poder do púlpito ou mesmo em congressos de Teologia espalhados pelo país. E que, agora, sem o devido fundamento de base no campo da Bíblia, Teologia, Filosofia e Sociologia que pudesse dar o necessário estaqueamento de sua estrutura teológica, acabam tomando contato com literatura corriqueira que utilizamos no campo da academia. Como resultado ficam deslumbrados imaginando que “descobriram a pólvora”, tentando defender ideias obsoletas e já superadas no campo da pesquisa. Os blogs, as listas de internet vivem diariamente espalhando essas “novidades” entulhando as nossas caixas de correio eletrônico. Há um tempo recebi um e-mail de um desses pretensos teólogos deslumbrados que agora pregando que a volta de Cristo não ocorrerá. E, que, em passado recente, já colocou dúvidas na presciência divina, pregando abertamente o teísmo aberto, mas não teve dúvidas em aprovar a união homo afetiva e até chamou a atenção daqueles que acreditaram nele no passado, como que a dizer que perderam tempo. Quem garante que não estaria errando de novo?

O dilema é que se esses pretensos teólogos continuam falando é porque tem gente que também, carecendo de fundamentos bíblicos e teológicos, deseja ouví-los. É como o mercado de drogas, tem o traficante porque também tem o consumidor. É o que chamo de “Síndrome de Atenas”, me referindo aos atenientes que sempre queriam ouvir as últimas novidades.

Aliás, você se lembra na época em que a ditadura no Brasil acabou e que na eleição seguinte era elegante, e até ganhava auditório e votos, o candidato dizer que tinha sido preso e torturado? Parece-me que hoje é elegante jogar no lixo o passado da construção teológica e dizer que todo mundo enganou e foi enganado ao longo da história e que a verdade é o que agora está sendo dita.

O mais curioso é que esses tais desconstruíram e destruíram o seu passado tentando reconstruir tudo em cima de outro fundamento, mas da mesma forma, sem fincar estacas profundas. Quem garante que amanhã eles não estarão destruindo esse mesmo presente? Penso que isso é no mínimo desonesto e lesivo aos ouvintes que, sem ter maiores condições de aprofundamento no campo do conhecimento, acabam acreditando piamente de que agora é que a verdade está sendo descoberta. Isso é sedução.

Teologia cristã se constrói a partir de uma compreensão da autoridade das Escrituras e de profundo estudo dos textos e contextos originais. Se constrói em cima do diálogo com a trajetória histórica das descobertas e discussões dos que também buscaram outros estudiosos. Se constrói também dentro da igreja e em diálogo com ela.

Se um antigo e falecido amigo meu tinha razão ao afirmar que a Teologia se escreve a lápis e a Palavra de Deus já está escrita com tinta indelével, fico mais tranquilo, pois a teologia destes pretensos pode ser deletada daqui há algum tempo. Mas tenho pena das vítimas ouvintes seduzidas.

Pr. Lourenço Stelio Rega
Teólogo, educador e escritor

Fonte: http://www.adiberj.org/

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Texto "Tempo é tempo; dinheiro é dinheiro" de Carlo Carrenho

Faz sentido guardar dinheiro para um futuro mais tranquilo, mas guardar tempo é impossível. Repense como você utiliza seu tempo.


Tempo é dinheiro. Quantas vezes já ouvimos isso? E quantas vezes acreditamos em tal afirmação? Ultimamente, estou em uma fase do tipo “sem tempo para nada”: a caixa de entrada de e-mails virou uma avalanche de ansiedade, não consigo falar com todos que quero e nem dar retorno como gostaria. Há ainda os telefonemas, as chamadas pelo Facebook, as mensagens por Twitter...

Tamanho excesso de atividades me fez pensar um pouco mais sobre o tempo. Em primeiro lugar, deixemos claro: acreditar que tempo é dinheiro é uma baboseira que só serve para manter a insanidade da relação humana com o passar do dito cujo. Aceitar que tempo é dinheiro implica reconhecer no tempo as mesmas características do dinheiro e trazer para sua utilização as mesmas culpas judaico-cristãs no trato com o chamado vil metal. A sociedade moderna considera que o gasto do dinheiro tem de ser excessivamente ponderado – então, seu desperdício deve ser sumariamente condenado. Se tempo é dinheiro, o mesmo seria verdade com o gasto do tempo. No entanto, existe uma grande diferença entre os dois.

O dinheiro pode ser armazenado, e podemos controlar seu fluxo. Já o tempo é um fluir contínuo e incontrolável – ele será gasto, quer queiramos ou não. Se aceitarmos que tempo é dinheiro, a simples decisão equivocada de optar por uma rota com mais trânsito nos traria uma ansiedade insuportável, pois então estaríamos perdendo uns trocados enquanto parados no engarrafamento. A escolha de um projeto, curso ou atividade que não dê grandes retornos, então, seria o mesmo que torrar uma pequena fortuna. Mas temos de nos lembrar que o tempo não teria parado de acordo com nossas escolhas mais acertadas: ele teria passado de qualquer jeito e, de uma forma ou outra, teríamos de usá-lo para alguma coisa. Além disso, aprendemos com as nossas experiências. Utilizar o tempo em algo que não dê o resultado que esperamos é bem diferente que empregar dinheiro em algo errado ou inútil.

Outro ponto a se considerar é que, se tempo é dinheiro, faz todo o sentido guardarmos tempo para o futuro. Ou seja, deveríamos fazer uma previdência privada de tempo, deixando de utilizá-lo agora para dispor dele no futuro. Só que , como tempo não é dinheiro e nem pode ser armazenado, essa poupança é inteiramente inútil . Mesmo assim, quantas pessoas deixam as férias sempre para depois? E aquela viagem dos sonhos? “Ah! Quando eu me aposentar”, respondem alguns. E por que não reduzir o ritmo absurdo de trabalho? “Ah, porque temos de aproveitar o momento”, diriam outros.

Nada mais néscio, para usar uma linguagem bíblica. Em primeiro lugar, há o risco de morrermos sem termos conseguido nos aposentar. Porém, mesmo que alcancemos a velhice, talvez já não tenhamos condições físicas para executar os projetos tantas vezes postergados. Mais uma vez, temos de lembrar que o tempo flui como um rio; não há como armazená-lo para uso posterior. Então, por que não empreender agora mesmo a viagem sonhada ou começar imediatamente aquele curso que tanto queremos fazer? Faz sentido guardar dinheiro para um futuro mais tranquilo, mas guardar tempo é impossível.

Finalmente, vale lembrar que tempo e dinheiro são tão diferentes que as pessoas com mais tempo são justamente aquelas mais pobres, e os mais ricos são os que menos têm tempo. Se tempo fosse dinheiro e vice-versa, mendigos e desempregados não hesitariam em trocar tempo por dinheiro, enquanto altos executivos, milionários e líderes mundiais não pensariam duas vezes para comprar tempo.

Sim, o tempo é uma riqueza, dada por Deus em quantidades individuais a cada um de nós. Mas ele não pode ser vendido ou comprado. Portanto, repense como você utiliza seu tempo e deixe de acreditar que ele é dinheiro. E não se sinta culpado pelos momentos em que você não faz nada. Você não está jogando dinheiro fora; apenas usando o seu tempo de uma forma que lhe agrada e lhe dá prazer. E mesmo aquele tempo aparentemente perdido no trânsito, na internet lenta ou atendendo a operadora de telemarketing não é dinheiro jogado fora. É tempo que poderia ser usado para outras coisas, é verdade; mas procure usar este tempo para refletir e pensar em vez de apenas ficar irritado com a fictícia perda financeira porque tempo seria dinheiro. Como disse um dos maiores poetas brasileiros, “o tempo não para”. E tomarmos consciência disto é uma grande libertação.