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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Apologética Cristã - Parte 4 (Kardecismo)

Segue abaixo algumas das principais crenças do espiritismo kardecista (ou kardecismo):

Deus – na afirmação kardecista está presente a concepção deísta de Deus, conforme surgiu nos séculos 17 e 18: não nega a sua existência, mas rejeita um relacionamento de Deus com o homem; Deus é impessoal, sem atributos morais ou intelectuais. A crença kardecista diz que “Deus é a inteligência suprema, causa primária de toas as coisas”.

Jesus Cristo – em suas Obras Póstumas, Allan Kardec deixou bem claro que, para os espíritas, Jesus não é Deus. Outro espírita, João Batista Roustaing, que deu origem aos rustenitas, afirmou que o corpo de Jesus não era real de carne e osso, mas aparente e meramente fluídico. Guillon Ribeiro compendiou a cristologia espírita no título que deu ao livro: Jesus: nem Deus nem Homem.

Espírito Santo – o espiritismo julga-se a terceira revelação, pretendendo mesmo ser o Espírito Santo prometido por Jesus. Chegam a profanar o Santo Espírito do Senhor comparando-o com os espíritos imundos que eles invocam e mantém contato.

Redenção – para Kardec, cada um deve ser seu próprio redentor, através das reencarnações e das obras. No espiritismo não existe soteriologia, mas apenas antropologia: a doutrina da salvação em Cristo é substituída pela doutrina da salvação pelo próprio homem. Leon Denis, ao negar a eficácia da missão redentiva de Cristo pelo seu sangue, diz “... O sangue, mesmo de um Deus, não seria capaz de resgatar ninguém. Cada qual deve resgatar-se a si mesmo, resgatar-se da ignorância e do mal”.

Contatos com os mortos – crêem na possibilidade de comunicação de espíritos de mortos com os vivos, cuja intermediação é realizada através de um médium (pessoa que incorpora os espíritos).

O Céu, o Inferno e o Diabo – os espíritas não crêem na existência do Céu e nem do Inferno; e também é quase unânime a descrença na existência do Diabo. Obs: digo “quase unânime” porque, por ser o espiritismo uma religião sincrética (sobre sincretismo veremos mais adiante), quando influenciada por outra religião é possível que alguns creiam.

Imagem de Allan Kardec, fundador da seita.

R E F U T A Ç Ã O:


1) Segundo as Escrituras, a evocação dos mortos, a consulta aos mortos, aos adivinhos, feiticeiros, necromantes, são abomináveis a Deus. Deus proíbe tais práticas – Ex 22:18; Lv 19:26,31; 1 Sm 28:3; 2 Cr 33:6; At 13:6-12; Gl 5:19-21; entre outras;

2) A crença na reencarnação não subsiste diante das Escrituras (Ec 12:7; Hb 9:27). É antibíblica e absurda. O corpo volta à terra, nos diz a Bíblia, e o espírito volta para Deus; não há possibilidade de reencarnação;

3) Se os espíritas crêem num aperfeiçoamento pela evolução espiritual, através do sofrimento e das boas obras, as Escrituras Sagradas abundam em textos que negam tal pensamento – Jo 1:12; 3:16-18; At 16:31, Rm 3:10-12; 23-28; Is 64:6; Ef 2:8,9; 2 Co 5:15-17; entre outras;

4) A Bíblia nos dá argumentos para crermos no céu como recompensa dos que crêem em Cristo e lhe são obedientes, neste mundo. Jesus falou do céu, disse que veio do céu, de que Cristo está no céu – Mt 5:12; Jo 1:51; Ef 1:20,21; Cl 1:5; Fl 1:20; 1 Pe 1:4; entre outras;

5) A respeito de questionarem a divindade de Jesus, a refutação é que se Ele não fosse Deus, jamais permitiria ser adorado como foi pelos magos (Mt 2:11); pelas crianças (Mt 21:15,16), pelo leproso (Mt 8:2), pelo cego de nascença (Jo 9:38), pelos anjos, animais e anciãos ao redor do trono (Ap 4 e 5), entre outros. Sem contar que há na Bíblia várias exortações a Sua adoração, entre elas Fl 2:9-11 e Hb 1:1-6. No entanto, além do fato de Jesus ter sido adorado e ter aceitado adoração, vários outros argumentos também são utilizados na apologia a divindade de Jesus, entre elas: Jesus se declarou Deus - Mt 4:7; Jo 8:58 (obs: o mesmo nome usado por YHWH em Êxodo 3.14: EU SOU); Jo 10:30; 14.9; Ap 1:8; além disso podemos também citar o fato de várias profecias messiânicas serem cumpridas em Jesus Cristo, ex: Gn 3:15 (semente da mulher) com Gl 4:4 “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”; Nm 24:17 (descendente de Jacó) com Mt 1:2 “Abraão gerou a Isaque; Isaque, a Jacó; Jacó, a Judá e a seus irmãos”; Dt 18:15 (profeta mais importante) com At 3:20,22 “E envie ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado. Porque Moisés disse aos pais: O Senhor vosso Deus levantará de entre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser.”; Sl 110 (o grande sumo sacerdote) com Hb 5:5,6 “Assim, também Cristo a si mesmo não se glorificou para se tornar sumo sacerdote, mas o glorificou aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei; como em outro lugar também diz: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” e Is 53:3 (rejeitado por sua gente e por todos) com Jo 1:11 “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.” e Rm 3:10,23 “como está escrito: Não há justo, nem um sequer, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.”

FONTE PESQUISADA:
 
- SEITAS DO NOSSO TEMPO – Volume 5 Seitas Espíritas. Tácito da Gama Leite Filho. Editora JUERP.


2 comentários:

Jorge Luis disse...

Queria saber a opinião de vocês sobre uma coisa, o Cânon das escrituras correta é o protestante ou o católico?
Não quero a resposta baseada teologicamente, que esse livro ou aquele é ou não inspirado, mas no fato de bíblias antigas terem os deuterocanônicos, veja até o fim e entenderá.

Vamos lá!

Os Cânones da Igreja Católica e da protestante se diverge em 7 livros.
São esses os livros não aceitos por protestantes, Tobias, Judite, I Macabeus e II Macabeus, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico (também chamado Sirácide ou Ben Sirá ), Baruc (ou Baruque), e adições de Ester e Daniel.

Existe varias bíblia antiguíssimas, sendo as mesmas do II, III e VI século, que a arqueologia trouxe para nossa alegria.

Exemplo:

Codex Vaticanus, mais antigo que o seu sucessor, século II
Codex Sinaiticus, século II, mais velho um pouco que seu antecessor.
Codex Alexandrinus, século III
Codex Ephraemi Rescriptus, século III
Codex Marchalianus, século IV
Codex Purpureus Rossanensis, século IV
Codex Petropolitanus Purpureus, século IV

E todas essas relíquias tem os deuterocanônicos (para os católicos) e chamados de apócrifos pelos protestantes.

Agora o Codex Sinaiticus, é especial em um quesito:

Veja essa bíblia aqui, pois ela foi colocada online (digitalizada), após um trabalho enorme de vários especialistas, e a razão entre tantas razões par a isso foi que o progressivo uso da mesma para estudo vinha a danificando, entre outras razões.
Esse é o link:

http://www.codexsinaiticus.org/en/manuscript.aspx?book=12&lid=en&side=r&zoomSlider=0

Essa bíblia “tem os livros deuterocanônicos”, “esses livros eram usados pelos cristãos primitivos”, e mais importante, “dentro do corpo dessa mesma bíblia tem textos extra canônicos atestando que os livros são todos inspirados”, em outras palavras é como fossem informações introdutórias a cada livro”, então ainda mais que conter, esse exemplar fala que os livros ali escritos são inspirados, e isso é importantíssimo para comprovar os deuterocanônicos.
Com essas informações, respondam:
Cânon das escrituras correta é o protestante ou o católico?


http://patristicabrasil.blogspot.com/

Blog de Robson Oliveira disse...

Prezado Jorge Luiz,

o Cânon do AT não é nem Católico e nem Protestante, pois foi elaborado por teólogos judeus... Já o Cânon do NT foi elaborado por teólogos cristãos levando em consideração os seguintes critérios:

1) Os registros dos apóstolos (início do processo de canonização);
2) Os apóstolos e pessoas ligadas a eles (pessoas autorizadas e reconhecidas);

Outro ponto importante também, considerado como critério interno justificador, é que a igreja primitiva (nem Católica e nem Protestante) reconhecia os livros inspirados pela ação do Espírito Santo.

As igrejas protestantes seguiram esses critérios, e desconsideraram por tanto do "seu" Cânon os livros que não atendiam a esses requisitos, já a Igreja Católica, pq motivo eu não sei, não.

Espero ter respondido a sua dúvida!

Abraços,
Robson, pr.