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quinta-feira, 17 de março de 2011

Apologética Cristã - Parte 1

1. Nós não podemos realmente confiar no Novo Testamento, pois ele não tem valor como documento histórico.
Contesto essa afirmação com as seguintes evidências que comprovam a historicidade do Novo Testamento:

1) Evidências documentárias, ex: Justino, o Mártir, em meados do segundo século, escreveu com referência à morte de Jesus: “Que estas coisas realmente aconteceram, podes averiguar dos Atos de Pôncio Pilatos.” Além disso, segundo Justino, o Mártir, os mesmos registros mencionavam os milagres de Jesus, a respeito dos quais ele diz: “Que Ele fez essas coisas, podes saber dos Atos de Pôncio Pilatos.”; Suetônio, historiador romano do segundo século, menciona a expulsão dos judeus pelo imperador Cláudio em Atos 18.2. Na sua obra ‘O Deificado Cláudio’, o historiador diz: “Visto que os judeus causavam constantemente distúrbios às instigações de Cresto, ele [Cláudio] os expulsou de Roma.”; o historiador judaico Flávio Josefo escrevendo em 93 sobre a derrota militar sofrida por Herodes Ântipas disse: “A alguns dos judeus parecia que a destruição do exército de Herodes era vingança divina, e certamente uma vingança justa, pelo tratamento que dispensou a João, apelidado de Batista. Porque Herodes mandara matá-lo, embora fosse um homem bom e tivesse exortado os judeus e levar uma vida justa, a praticar a justiça para com o seu próximo e a piedade para com Deus.”

2) Evidências arqueológicas, ex: em Atos lemos que Paulo e Barnabé foram enviados para fazer uma obra missionária em Chipre e que ali encontraram um procônsul chamado Sérgio Paulo, “homem inteligente” (Atos 13.7). Em meados do século 19, em escavações feitas em Chipre, descobriu-se uma inscrição datando de 55, a qual menciona este mesmo homem. Sobre isso diz o arqueólogo G. Ernest Wright: “Esta é a única referência que temos a este procônsul, fora da Bíblia, e é interessante que Lucas nos forneça seu nome e título corretos.”; no Evangelho de Lucas lemos que João, o Batista, iniciou seu ministério “quando . . . Lisânias era governante distrital de Abilene”. (Lucas 3.1). Apesar de muitos duvidarem em razão de Josefo ter mencionado um Lisânias que governou e morreu muito antes do nascimento de João, arqueólogos descobriram uma inscrição em Abilene que menciona outro Lisânias, que era tetrarca (governante distrital) durante o reinado de Tibério, que governou como César em Roma quando João iniciou seu ministério. Este facilmente pode ter sido o Lisânias mencionado por Lucas; em 1961 o nome de Pôncio Pilatos foi encontrado numa inscrição nas ruínas dum teatro romano em Cesaréia, confirmando o que lemos no NT.

Fonte pesquisada: http://www.veritatis.com.br/

2. Ainda que sejam verdadeiras, as instruções bíblicas não são mais relevantes para os nossos dias. Ela não tem nada a dizer-nos sobre os problemas do homem moderno como depressão, dependência química, homossexualismo, aborto, doação de órgãos, e etc.
Quando o apóstolo Paulo, escrevendo a Timóteo inspirado por Deus, diz: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça” (2 Timóteo 3:16), significa que a utilidade da Bíblia independe da geração... Embora não encontremos alguns desses termos na Bíblia, seus ensinamentos podem ser aplicados a essas questões também, ex:

1) Depressão: esperança em Deus como resposta à alma triste e perturbada (Sl 42:11; 43:5); ver também Sl 54:7, que diz: “Pois Ele me livrou de todas as minhas angústias...”.

2) Dependência química: “‘Tudo me é permitido’, mas nem tudo me convém. ‘Tudo me é permitido’, mas eu não deixarei que nada me domine” (1 Co 6:12).

3) Homossexualismo: a Bíblia declara categoricamente a heterossexualidade como plano de Deus, ex: em Gn 1:27-28a encontramos a declaração de que Deus criou HOMEM e MULHER e lhes dotou de órgãos sexuais específicos e especialmente destinados à reprodução da espécie. Além disso, ela (Bíblia) acusa a homossexualidade como pecado, ex: Gn 19; Lv 18:22 e 20:13; Dt 23:18; Jz 19:22-25; Rm 1:24-28; 1 Co 6:9-11; 1 Tm 1:8-11; Ap 22:15; entre outros.

4) Aborto: “Não matarás” (Ex 20:13); “Os filhos são heranças do Senhor... ” (Sl 127:3).

5) Doação de órgão: compartilho neste trabalho o texto de Dennis Allan: “A doação de órgãos é um procedimento médico moderno que não é especificamente mencionado na Bíblia... Desde que e Bíblia não fala especificamente da doação de órgãos, precisamos aplicar os princípios que o Senhor ensina para julgar este método moderno de salvar vidas. Doar para o benefício de outros é sempre bom (Atos 20:35). Arriscar ou mesmo sacrificar a própria vida para salvar outra é visto como o mais elevado ato de amor (João 15:13).”

Fonte pesquisada: http://www.estudosdabiblia.net/bd411.htm

3. Os cristãos são as piores pessoas do mundo, pois seguem um Deus que apoiou a escravidão humana (inclusive deu regras para mantê-la). Até o maior apóstolo cristão, Paulo, jamais condenou a escravidão.
Contesto essa afirmação dizendo que o que acontece é que muitas pessoas falham em entender que a escravidão nos tempos bíblicos era muito diferente da escravidão praticada nos últimos séculos em muitas partes do mundo. A escravidão na Bíblia não era baseada em raça. As pessoas não eram escravizadas por causa da sua nacionalidade ou pela cor da sua pele. Nos tempos bíblicos, a escravidão era mais um status social. As pessoas vendiam a si mesmas quando não conseguiam pagar os seus débitos ou sustentar a sua família. No Novo Testamento, algumas vezes médicos, advogados e até políticos eram escravos de alguém mais. Algumas pessoas escolhiam ser escravas para ter todas as suas necessidades providas pelo seu senhor. Conclusão, Deus, através da Bíblia, realmente não condena especificamente a prática da escravidão e dá instruções sobre como os escravos deveriam ser tratados (Deuteronômio 15:12-15; Efésios 6:9). Muitos vêem isto como se Deus permitisse TODAS as formas de escravidão, o que não é verdade. Prova disso é o que Paulo diz em Colossenses 4:1: “Senhores, dêem aos seus escravos o que é justo e direito, sabendo que vocês também têm um Senhor no céu.”. O que foi feito com os negros foi completamente diferente disso.

Fonte pesquisada: http://www.gotquestions.org/portugues/Biblia-escravidao.html

4. Como podemos crer em uma Igreja (católicos e protestantes) que apoiou ou se omitiu no massacre nazista aos judeus da Europa?!
A Igreja, apesar de ser uma instituição divina, é também humana, logo está sujeita sim a erros... Um desses erros foi seu apoio e sua omissão no massacre de judeus, pelos nazistas, na Europa. No entanto, alguns pontos nós devemos considerar:

1) A mídia dos anos 40 não tinha os recursos que temos hoje, logo, alguns seguimentos da igreja, ex: igrejas de outros países, não tinham conhecimento da dimensão do que estava acontecendo com judeus, e outras etnias, na Europa. Desta forma, a maior omissão foi da igreja européia, e não da Igreja como um todo;

2) É provável que ideologia eugênica de Adolf Hittler tenha influenciado sim até mesmo o seguimento cristão da Alemanha e Áustria, daí a razão de parte da Igreja (Católica e Protestante) ter apoiado o massacre nazista;

3) A estatização da Igreja em alguns países da Europa, principalmente na Alemanha e Áustria, foi um verdadeiro “Cavalo de Tróia” para garantir ao nazismo o apoio da Igreja, que temendo perder seu prestígio, apoiou suas atrocidades. Conclusão, apesar desses erros de parte da Igreja, ninguém poderá usá-los como desculpa para não crer em sua pregação, pois a igreja foi constituída por Deus para transmitir o Plano de Salvação do Senhor na Nova Aliança (Mt 16:18; 1 Pe 2:9).

Fonte pesquisada: Artigo “Igrejas da Alemanha e Austria: ações durante Holocausto” de Mark A. Kellner extraído de http://www.2guerra.com.br/sgm/index.php