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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Outra dissertação sobre o Cânon das Escrituras

Fragmento dos Manuscritos do mar Morto, documentos esquecidos por mais de 2 mil anos e encontrados por acaso em 1947, em cavernas próximas a Jerusalém, Israel (Imagem ao lado).

Os testes de canonicidade, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, confirmam que os 66 livros que temos hoje nas Escrituras são a completa Palavra de Deus. A ausência dos escritos que não passaram no teste de canonicidade, não deixa incompleta a Bíblia pelo fato de que tudo o que Deus quis nos revelar, Ele nos revelou nesses 66 livros.

Outro ponto que podemos ter confiança é que na formação histórica do cânon das Escrituras não houve influencia de questões políticas, apesar de ter sido homens e concílios que tiveram a responsabilidade de considerar quais livros fariam ou não parte do cânon. Entretanto, assim como na composição das Escritas, onde nenhuma profecia foi produzida por vontade humana; mas homens separados por Deus falaram da parte dEle, movidos pelo Espírito Santo (2 Pedro 1:21), Deus usou homens para discernir quais livros fariam ou não parte do cânon, dando-os pela iluminação do Espírito Santo, a capacidade para identificar os livros que foram inspirados por Ele. Desta forma, não há razão para crermos que os livros que formam a nossa Bíblia foram feitos e escolhidos sob inspiração da Igreja Romana, ou outra instituição religiosa, no intuito de ter controle político e religioso sobre as pessoas. Não há fundamento histórico, científico, etc., para crermos e afirmarmos isso.

E por último, podemos ter confiança sim de que a preservação e organização do cânon se devem em última análise aos atos de Deus como parte integrante da própria história da redenção, fato confirmado pelas descobertas arqueológicas que comprovam a exatidão dos textos bíblicos da Bíblia que temos hoje, exemplo: “... quando os Rolos do Mar Morto ou Manuscritos do Mar Morto foram descobertos, trouxeram a luz um texto hebraico datado do segundo século a.C. de todos os livros do Antigo Testamento à exceção de Ester. Essa descoberta foi extremamente importante, pois forneceu um instrumento muito mais antigo para verificarmos a exatidão do Texto Massorético, que se provou extremamente exata.

Outros instrumentos antigos de verificação do texto hebraico incluem a Septuaginta (tradução grega preparada em meados do terceiro século a.C.), os targuns aramaicos (paráfrases e citações do AntigoTestamento), citações em autores cristãos da antiguidade, a tradução latina de Jerônimo (a Vulgata, c. 400 d.C.), feita diretamente do texto hebraico corrente em sua época. Todas essas fontes nos oferecem dados que asseguram um texto extremamente exato do Antigo Testamento.

Mais de 5.000 manuscritos do Novo Testamento existem ainda hoje, o que o torna o mais bem documentado dos escritos antigos.

Além de existirem muitas cópias do Novo Testamento, muitas delas pertencem a uma data bem próxima à dos originais. Há aproximadamente setenta e cinco fragmentos de papiro datados de 135 DC até o oitavo século, possuindo partes de 25 dos 27 livros, num total de 40% do texto. As muitas centenas de cópias feitas em pergaminho incluem o grande Códice Sinaítico (quarto século), o Códice Vaticano (também quarto século) e o Códice Alexandrino (quinto século). Além disso, há cerca de 2.000 lecionários (livretos de uso litúrgico que contêm porções das Escrituras), mais de 86.000 citações do Novo Testamento nos escritos dos Pais da Igreja, antigas traduções latinas, siríaca e egípcia, datadas do terceiro século, e a versão latina de Jerônimo. Todos esses dados, mais o trabalho feito pelos estudiosos da paleografia, arqueologia e crítica textual, nos asseguram possuirmos um texto exato e fidedigno no Novo Testamento.”[1]

Concluo com as palavras do autor de Hebreus, que nos dois primeiros versos do primeiro capítulo da sua carta, diz: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo” . Esse mesmo Deus que nos falou pelos profetas e por seu Filho Jesus Cristo, preservou e organizou ao longo dos séculos o cânon das Escrituras, ou seja, a nossa Bíblia. A Deus toda Honra e toda a Glória!

FONTE PESQUISADA:

[1] Artigo 'A Formação do Cânon Bíblico' extraído de http://www.santovivo.net/gpage92.html

Um comentário:

Robson Lelles disse...

Achei, finalmente!
Salve, Pr. Robson, bom ve-lo por aqui!
Passei a seguir o seu blog.
Quando puder, visite o meu:
http://blogspot.limud.com/

Em Cristo,

Robson Lelles