Total de visualizações de página

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A Clareza e a Suficiência da Bíblia


A formação do Cânon das Escrituras, cujo significado (termo Cânon) é régua ou vara de medir e está relacionado a lista de livros que pertencem a Bíblia, levou vários anos. Deus usou vários homens, de classes e posições sociais diferentes, e em diferentes épocas, para nos presentear com os 66 livros da Bíblia, sendo 39 do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento. Verdadeiramente não há nenhum outro livro comparável a Bíblia!

O pastor e teólogo Luiz Sayão diz que os Livros Apócrifos, e outros livros não inspirados, foram rejeitados no Cânon do Antigo Testamento pelos seguintes motivos:
1) Não atribuem a si autoridade que têm os escritos do Antigo Testamento;
2) Não foram considerados Palavra de Deus pelo povo judeu do qual se originaram;
3) Não foram considerados Escrituras por Jesus nem pelos autores do Novo Testamento;
4) Contêm ensinos incoerentes com o restante da Bíblia.[1]

Já no processo de canonização do Novo Testamento, ele (Luiz Sayão) aponta os seguintes critérios:
1) Os registros dos apóstolos - Início do processo;
2) Os apóstolos e pessoas ligadas a eles - Pessoas autorizadas e reconhecidas;
3) A igreja primitiva reconhecia os livros inspirados pela ação do Espírito Santo - Critérios internos justificadores.[1]

Uma vez que o Cânon das Escrituras já está fechado, não podemos acrescentar nada à Bíblia, razão pela qual também não podemos equiparar as “revelações” modernas sobre Deus à revelação bíblica. Apesar disso, ao longo da História do Cristianismo, muitas são as seitas que tem surgido alegando-se portadora de novas “revelações” de Deus (ex: Mórmons, Testemunhas de Jeová, Meninos de Deus, etc.), apesar da Bíblia alertar sobre esse problema, exemplos:

“Mas ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado! Como já dissemos, agora repito: Se alguém lhes anuncia um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado!” (Gálatas 1:8,9)

“Declaro a todos os que ouvem as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhe acrescentar algo, Deus lhe acrescentará as pragas descritas neste livro” (Apocalipse 22:18)

Será que Deus exige alguma coisa de nós que não esteja na Bíblia? E também será que existem pecados que não sejam proibidos pela Bíblia? Creio que não, porque TUDO o que Deus tinha para nos revelar já foi revelado em sua Palavra.
Outra questão também muito discutida é se podemos ou não acrescentar regras do tipo “o crente não pode assistir programas na TV” ou “o crente não pode ir ao teatro” às Escrituras, ou até mesmo ensiná-las com a mesma autoridade da Bíblia. Essas questões, assim como ir ao cinema, beber vinho, jogar futebol e usar “modernos” cortes de cabelo, não são proibidas nas Escrituras, e por não haver um consenso geral entre os cristãos, são consideradas “relativas”, ou “polêmicas” ou “duvidosas”. Algumas até, em razão da tradição da comunidade cristã considerá-las certas ou erradas, podem ser consideradas “situacionais”. No entanto, por ser a Bíblia suficiente clara, entendemos que NÃO podemos acrescentar essas e outras regras às Escrituras, e nem ensiná-las com a mesma autoridade da Bíblia.

O fato de algumas pessoas entenderem a Bíblia de maneira errada deve-se ao desrespeito aos princípios da Hermenêutica (estudo que trata das regras pelas quais a Exegese é praticada). A Exegese e a Hermenêutica, que caminham juntas na interpretação Bíblica, são fundamentais para o correto entendimento das Escrituras (obs: além da iluminação do Espírito Santo, é claro). O fato é que alguns, infelizmente, não as utilizam, ou quando as utilizam, nem sempre as utilizam corretamente, daí a razão de entenderem incorretamente a Bíblia.

Apesar de usarmos a mesma Bíblia, há muitas interpretações diferentes pela razão de existirem diferentes sistemas de Hermenêutica, por exemplo, existe a Hermenêutica Alegórica, onde alegoria refere-se a representação simbólica; e existe também a Interpretação Literal (também chamada de Hermenêutica Normal); a Interpretação Semialegórica ou Semiliteral e a Interpretação Teológica.

Concluo dizendo que, embora nem todos a façam de forma consciente, todo intérprete da Bíblia possui um sistema hermenêutico, apesar da maioria não sistematizar sua Hermenêutica. Por isso o ideal é que o intérprete examine a base da sua exegese e a consistência de suas práticas de interpretação bíblica para avaliar a qualidade da mesma. Se todos assim agissem, muitos erros de interpretação da Bíblia seriam evitados, e com isso reduzido seria o número de seitas e de espúrias doutrinas.

FONTE PESQUISADA:

[1] Arquivo “Manuscritos”, de autoria de Luiz Sayão e extraído de http://wiliangomes.com/

Um comentário:

CARLOS HERRERA disse...

GRAÇA E PAZ
PERCEBO PELO OS POSTS DE QUALIDADE, QUE O PASTOR SEMPRE RESSALTA A PALAVRA DE DEUS E A SUA AUTORIDADE...
PARABÉNS PELO BLOG...ESTOU SEGUINDO-O.
HERRERA
cativoporcristo.blogpost.com