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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Heresias sobre Jesus - Parte 3


A imagem, somente para efeito de ilustração, é da capa da ‘Revista Veja’ de 23/12/1992 sob o título O Jesus Cristo da história... No entanto o conteúdo deste artigo não faz referência à matéria da Revista (obs: ver FONTES PESQUISADAS no final da postagem).

Heresias relacionadas à realidade histórica de Jesus:

Gnosticismo: uma vez que o Jesus Cristo confirmado de diversas formas pela História, auxiliado pela Arqueologia e pelos relatos bíblicos, possuía natureza humana; os gnósticos acabam negando a realidade histórica de Jesus pela negação da sua natureza humana.

Desconstrutivismo: O filósofo francês Jacques Derrida foi o fundador da desconstrução e, após receber da Universidade de Cambridge um título honorífico em 1992, suas teses sobre a indeterminação do sentido do texto, espalhou-se mais facilmente pelo mundo acadêmico. Segundo a teoria, o texto de qualquer obra não apresenta absolutamente nada além do próprio texto. Não existe uma intenção autoral, um propósito pelo qual a obra tenha sido escrita; as palavras não significam o que o autor pretendeu ao usá-las, cabe sim, ao leitor dar o significado que tal texto tem para si, independente do objetivo da obra ou da interpretação que segue os métodos tradicionais. A interpretação de um texto bíblico, por exemplo, poderia ter diversos significados, não sendo possível determinar qual o verdadeiro sentido. Este, não é intra-textual (dentro do texto), mas extra-textual (fora do texto). O significado do texto, portanto, é relativo, não sendo possível jamais chegar à verdade sobre o que ele afirma. Todo significado ou interpretação de um texto bíblico, na concepção desconstrutivista é indeterminada, e por isso mesmo, relativa. No entanto, além de afirmar a relatividade do significado dos textos bíblicos, alegam também que é preciso reconstruir o Cristo bíblico para reconstruir o Cristo verdadeiro. Para eles o sentido de um texto não está na intenção do autor, mas na perspectiva da pessoa que o lê.

Ateísmo: O ateísmo é a corrente de pensamento humano que nega a existência de Deus. O termo “ateu”, procede do grego (prefixo negativo “a” e do substantivo “theos”) e significa literalmente “não-deus”. Além da descrença na existência de Deus, é comum entre os que se declaram ateu a afirmação de que não crêem também nos relatos histórico sobre Jesus Cristo, ou Jesus de Nazaré.

Teorias racionalistas: chamo de teoria porque de Teologia não tem nada. Nomes como Schleiermacher, Ritschil e Rudolf Bultmann são os que mais representam esse seguimento de negação do Jesus Cristo histórico através da mistificação das narrativas bíblicas. George Eldon Ladd, no seu capítulo intitulado ‘O Problema Messiânico: O Jesus da História e o Jesus Histórico’ chega a dizer que “Bultmann tornou-se cético quanto a jamais reconstruir o Jesus Histórico”. Neste seguimento racionalista, Deus tenta ser conhecido através de deduções lógicas.

Teologia liberal: Danilo Raphael em seu texto A teologia liberal e suas implicações para a fé bíblica chega a dizer que “o liberalismo teológico tem procurado embutir no cristianismo uma roupagem moderna: pegam as últimas idéias seculares e, sorrateiramente, espalham no mundo cristão” e também que “... em sua apostasia, nega a validade de quase todos os fundamentos da fé, como, por exemplo, a inerrância das Escrituras, a divindade de Cristo, a necessidade da morte expiatória de Cristo, seu nascimento virginal e sua ressurreição. Chegam até mesmo a negar que existiu realmente o Jesus narrado nas Escrituras.”

Refutação:

Como bem declarado por Earle E. Cairns, a historicidade de Jesus Cristo pode ser evidenciada também por relatos extra-bíblicos, como por exemplo:
a) Os Testemunhos Pagãos como o de Tácito (c.60-c.120), Plínio (62-c.113) e Luciano (c.125-c.190);
b) O Testemunho Judeu como o de Josefo (37-100);
c) Testemunhos Cristãos fora da Bíblia, ex: evangelhos, Atos, cartas e apocalipse apócrifos que, na questão da comprovação da existência histórica de Jesus, devem ser levados em consideração.
Além desses, podemos citar relatos bíblicos que coincide com relatos de historiadores não-cristãos, como por exemplo, o Evangelho de Mateus no capítulo 2 versículo 1 que diz que Jesus nasceu “nos dias de Herodes, o rei” e a obra Antiguidades (18.6.4) de Josefo que menciona um eclipse do ano 750 A.U.C. antes da morte de Herodes.

FONTES PESQUISADAS:
- Artigo “A Teologia de Rudolf Bultmann” extraído de http://www.monergismo.com/
- Texto “A teologia liberal e suas implicações para a fé bíblica” extraído de http://solascriptura-tt.org/
- Glossário para as Lições Bíblicas do 4º trimestre/2005 extraído de http://www.cpad.com.br/
- Teologia do Novo Testamento, George Eldon Ladd – 2ª Edição JUERP

2 comentários:

Addson disse...

Obrigado por comentar em meu blog. Um abraço

Addson disse...

Caro, Robson.

Fiz 18/20 em teologia, 14/20 em Português e 8,725 na Redação.

Teologia: 9,0
Português: 7,0
Redação: 8,725

Sou formado em Letras e a prova de LP estava bem difícil. Bom, tentei 5 vezes até dar certo. Submeti tudo à vontade do Pai.