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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Heresias sobre Jesus - Parte 2


Dando continuidade a nossa série sobre as Heresias sobre Jesus, abordaremos outras heresias relacionadas ao Senhor Jesus Cristo.
Arianismo: deve o nome a Ário, sacerdote de Alexandria (séc. IV), que ensinava que Jesus Cristo era um ser criado, sem nenhum dos atributos incomunicáveis de Deus, por exemplo, eternidade, onisciência, onipotência etc, pelo que foi censurado, em 318, e excluído, em 321... Ário considerava Cristo como “Ser intermediário”, menos do que Deus e mais do que o homem... Negava por tanto a preexistência do Filho em toda a eternidade, e lhe conferia atributos divinos apenas em sentido honorifico, baseado na graça especial que Cristo recebera e na justiça que manifestou. Em suma, a arianismo ensina que “o Filho não existiu sempre, pois quando todas as coisas emergiram do nada e todas as essências criadas chegaram a existir, foi então que o Logos de Deus procedeu do nada. Houve um tempo em que não era, e não existiu até ser produzido, pois Ele mesmo teve um principio, quando foi criado. Pois Deus estava só, e naquele tempo não havia, nem Logos nem sabedoria. Quando Deus decidiu-se criar-nos, produziu em primeiro lugar, alguém que denominou Logos e sabedoria e Filho, e nós fomos criados por meio dEle”.

Testemunhas de Jeová ou Russelismo: seita criada nos EUA por Charles Taze Russel (séc. XIX) que tem na sua Cristologia (Doutrina de Cristo) a mesma doutrina herética de Ário (arianismo). Desta forma são eles, na atualidade, os sustentadores da doutrina ariana.

Ebionismo: Seita surgida no segundo século A.D. que, apesar de confirmar a natureza humana de Jesus, negava a sua divindade ao negar seu nascimento virginal e sua preexistência. Charles C. Ryrie diz que eles “afirmavam que Jesus era filho natural de José e Maria, eleito para ser Filho de Deus em seu batismo, e não o Filho eterno de Deus. Pensavam que Jesus era um grande profeta, maior do que os arcanjos, mas não divino”.

Monarquianismo Dinamista: Teodoto, o primeiro defensor desta forma de monarquianismo, era hostil a cristologia do Logos, em geral, negava a divindade de Cristo, em vez disso, acreditava ser Cristo mero homem. Nasceu de uma virgem, mas disso não passava de um mero homem. Era superior dos demais homens apenas com respeito à sua justiça. Mas especificadamente, Teodoto concebeu a relação entre Cristo e o homem Jesus do seguinte modo. Jesus vivera com os demais homens, por ocasião do seu batismo, contudo, Cristo veio sobre ele como um poder que estava ativo dentro a partir de então... Consideravam Jesus um profeta que não se tornou Deus, embora estivesse equipado com poderes divinos por algum tempo. Só se uniu a Deus depois de sua ressurreição.

Socinianos: o nome deve-se a Fausto Socino, e segundo Louis Berkhof, era o grupo que na época da reforma seguiam as linhas arianas, mas foram além de Ário, pois para eles Cristo era simples homem e o Espírito Santo apenas um poder ou influencia. Eles foram os precursores dos unitários e também dos teólogos modernistas, que falam de Jesus como um mestre divino e identificam o Espírito Santo com o Deus imanente.

Refutação bíblica:

Assim como há muitos argumentos bíblicos que provam a humanidade de Jesus, muitos são os que provam a sua divindade, veja abaixo os exemplos:
Jesus aceitou adoração (Mt 2:11, Mt 21:15,16, Fil 2:9-11, Ap 4 e 5 e 19:10) e se declarou Deus (Mt 4:7, Jo 8:58, Jo 10:30, Jo 14:9, Ap 1:8). Os quatros Evangelhos testemunham sobre sua deidade (Mt 4:16,17, Mc 2:5-12, Lc 24:44, Jo 1:1,18). Alguns nomes de Deus no Antigo Testamento são atribuídos a Jesus (Mt 1:23, 26:64, 28:19, Mc 1:1, Jo 10:11,14). Algumas profecias messiânicas são cumpridas em Cristo Jesus, ver Gênesis 3:15 (semente da mulher) com Gálatas 4:4 “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”; Números 24:17 (descendente de Jacó) com Mateus 1:2 “Abraão gerou a Isaque; Isaque, a Jacó; Jacó, a Judá e a seus irmãos”; Deuteronômio 18:15 (profeta mais importante) com Atos 3:20,22 “E envie ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado. Porque Moisés disse aos pais: O Senhor vosso Deus levantará de entre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser.”; Salmos 110 (o grande sumo sacerdote) com Hebreus 5:5,6 “Assim, também Cristo a si mesmo não se glorificou para se tornar sumo sacerdote, mas o glorificou aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei; como em outro lugar também diz: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.”; Isaías 53:3 (rejeitado por sua gente e por todos) com João 1:11 “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.” e Romanos 3:10,23 “como está escrito: Não há justo, nem um sequer, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.”
Além desses argumentos podemos citar também as cartas dos apóstolos (ex: Cl 1:15 e 2:9; 1 Pe 1:2 e 2 Pe 1:1; etc.); que Jesus em o Antigo Testamento é associado com Deus (ex: Gn 16:7-10 e 32:24-30; Ex 3:1-8 e 23:20-23; Dt 18:15; etc.) e a própria morte de Jesus (ex: 26:63,64).

FONTES PESQUISADAS:

- Teologia Básica ao Alcance de Todos, Charles C. Ryrie - Editora Mundo Cristão
- Artigo “Cristologia A Doutrina de Cristo” extraído de http://www.soartigos.com/
- Artigo “Heresias Primitivas” extraído de http://www.icp.com.br/51materia3.asp
- Teologia Sistemática, Louis Berkhof - Editora Cultura Cristã

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