Total de visualizações de página

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Outra dissertação sobre o Cânon das Escrituras

Fragmento dos Manuscritos do mar Morto, documentos esquecidos por mais de 2 mil anos e encontrados por acaso em 1947, em cavernas próximas a Jerusalém, Israel (Imagem ao lado).

Os testes de canonicidade, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, confirmam que os 66 livros que temos hoje nas Escrituras são a completa Palavra de Deus. A ausência dos escritos que não passaram no teste de canonicidade, não deixa incompleta a Bíblia pelo fato de que tudo o que Deus quis nos revelar, Ele nos revelou nesses 66 livros.

Outro ponto que podemos ter confiança é que na formação histórica do cânon das Escrituras não houve influencia de questões políticas, apesar de ter sido homens e concílios que tiveram a responsabilidade de considerar quais livros fariam ou não parte do cânon. Entretanto, assim como na composição das Escritas, onde nenhuma profecia foi produzida por vontade humana; mas homens separados por Deus falaram da parte dEle, movidos pelo Espírito Santo (2 Pedro 1:21), Deus usou homens para discernir quais livros fariam ou não parte do cânon, dando-os pela iluminação do Espírito Santo, a capacidade para identificar os livros que foram inspirados por Ele. Desta forma, não há razão para crermos que os livros que formam a nossa Bíblia foram feitos e escolhidos sob inspiração da Igreja Romana, ou outra instituição religiosa, no intuito de ter controle político e religioso sobre as pessoas. Não há fundamento histórico, científico, etc., para crermos e afirmarmos isso.

E por último, podemos ter confiança sim de que a preservação e organização do cânon se devem em última análise aos atos de Deus como parte integrante da própria história da redenção, fato confirmado pelas descobertas arqueológicas que comprovam a exatidão dos textos bíblicos da Bíblia que temos hoje, exemplo: “... quando os Rolos do Mar Morto ou Manuscritos do Mar Morto foram descobertos, trouxeram a luz um texto hebraico datado do segundo século a.C. de todos os livros do Antigo Testamento à exceção de Ester. Essa descoberta foi extremamente importante, pois forneceu um instrumento muito mais antigo para verificarmos a exatidão do Texto Massorético, que se provou extremamente exata.

Outros instrumentos antigos de verificação do texto hebraico incluem a Septuaginta (tradução grega preparada em meados do terceiro século a.C.), os targuns aramaicos (paráfrases e citações do AntigoTestamento), citações em autores cristãos da antiguidade, a tradução latina de Jerônimo (a Vulgata, c. 400 d.C.), feita diretamente do texto hebraico corrente em sua época. Todas essas fontes nos oferecem dados que asseguram um texto extremamente exato do Antigo Testamento.

Mais de 5.000 manuscritos do Novo Testamento existem ainda hoje, o que o torna o mais bem documentado dos escritos antigos.

Além de existirem muitas cópias do Novo Testamento, muitas delas pertencem a uma data bem próxima à dos originais. Há aproximadamente setenta e cinco fragmentos de papiro datados de 135 DC até o oitavo século, possuindo partes de 25 dos 27 livros, num total de 40% do texto. As muitas centenas de cópias feitas em pergaminho incluem o grande Códice Sinaítico (quarto século), o Códice Vaticano (também quarto século) e o Códice Alexandrino (quinto século). Além disso, há cerca de 2.000 lecionários (livretos de uso litúrgico que contêm porções das Escrituras), mais de 86.000 citações do Novo Testamento nos escritos dos Pais da Igreja, antigas traduções latinas, siríaca e egípcia, datadas do terceiro século, e a versão latina de Jerônimo. Todos esses dados, mais o trabalho feito pelos estudiosos da paleografia, arqueologia e crítica textual, nos asseguram possuirmos um texto exato e fidedigno no Novo Testamento.”[1]

Concluo com as palavras do autor de Hebreus, que nos dois primeiros versos do primeiro capítulo da sua carta, diz: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo” . Esse mesmo Deus que nos falou pelos profetas e por seu Filho Jesus Cristo, preservou e organizou ao longo dos séculos o cânon das Escrituras, ou seja, a nossa Bíblia. A Deus toda Honra e toda a Glória!

FONTE PESQUISADA:

[1] Artigo 'A Formação do Cânon Bíblico' extraído de http://www.santovivo.net/gpage92.html

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Entrevista com o pastor (Rogério Menezes) que negociou rendição com traficantes do Morro do Alemão


iG: Às vésperas da polícia invadir a favela, no sábado (27), o senhor e o José Junior entraram no Complexo do Alemão para conversar com os traficantes. Na sua avaliação, esse gesto ajudou a evitar derramamento de sangue?

Rogério Menezes – Sim. Eu e o José Junior estávamos todo o tempo juntos. Ele virava para mim e falava “pô, Rogério, o que a gente pode fazer para ajudar?”. Eu respondia: “Junior, eu sei que é perigoso e arriscado, mas imagina se a polícia entrar? Vai morrer muita gente. Temos de ir lá”. Expliquei que o máximo que poderia acontecer era a gente ser tomado como refém. Falei: “Deus está nos mandando ir”.

iG: O que o senhor pensava naquele momento?

Rogério Menezes – Havia ali cerca de 1.500 pessoas com algum envolvimento com o crime. Se houvesse confronto, eles iriam enfrentar, como foi noticiado, 2.600 policiais civis, militares, homens do Exército e da Marinha. Sem contar os inocentes, os jornalistas, imagina o derramamento de sangue que poderia existir… Eu só pensava nisso.

iG: Como vocês chegaram até os traficantes?

Rogério Menezes – Entramos na favela e perguntamos onde eles estavam. Nos orientaram a chegar até a parte mais alta. Encontramos um grupo de cerca de 60 homens, os mais perigosos. Conversamos olho no olho.

iG: E como foi a conversa?

Rogério Menezes – Eles vieram até a gente. Estavam cansados, sem forças até para falar. Nós argumentamos que não dava para eles encararem. E muitos diziam “pastor, me ajuda. Pelo amor de Deus. O que o senhor pode fazer por mim?” O José Junior respondeu que não havia nada que a gente pudesse fazer e que o melhor seria se renderem à polícia; que a única garantia que a gente podia dar era a de que ninguém seria assassinado se aceitasse a rendição.

iG: E eles estavam inclinados a aceitar a proposta?

Rogério Menezes – Um dos chefões virou para mim e falou: “Pastor, o senhor me conhece. Sabe que a minha vida todinha eu tirei dentro da cadeia. O senhor quer que eu volte?” Respondi: “Rapaz, é melhor você se entregar do que ser morto. Você tem uma vida, tem família. Pensa muito bem no que você vai fazer.”

iG: E qual foi a reação?

Rogério Menezes – Eles estavam desesperados, amedrontados. Alguns tremiam, estavam com os olhos arregalados. Outros olhavam para a gente como se fôssemos uma saída, um porto seguro. E a gente foi tentando acalmá-los. Mas eles diziam que era complicado se entregar. Em determinadas facções, se entregar é complicado. Eu sei disso. Hoje sou pastor, mas já fui do crime. Entendo a posição deles. Mas é aquele negócio, para o homem é impossível, mas para Deus tudo é possível.

iG: Quer dizer que alguns queriam se render, mas tinham medo de ser assassinados na cadeia por retaliação da facção criminosa a que pertencem?

Rogério Menezes – É por aí. Cada caso é um caso. Depois dessa conversa que tivemos com eles, 37 se entregaram. Um se apresentou na delegacia com a mãe, a imprensa acompanhou. É o Mister M. Teve um pai que foi entregar o filho por acreditar que isso era melhor do que vê-lo morto pelo Bope. Acredito que eles não viam saída. Eu e o José Junior os motivamos a não irem para o confronto. Ninguém imaginava que o Alemão poderia ser ocupado da forma como foi. O maior mérito foi de Deus. Mas há também o mérito do AfroReggae, do José Junior, que foi muito corajoso.

iG: Qual foi o diálogo com os traficantes que mais marcou o senhor?

Rogério Menezes – Vi homens de alta periculosidade me chamar no canto e se abrir para mim e para o José Junior. Um deles chorou na nossa frente. Não de medo. Chorou porque não queria o confronto, porque temia pela vida dele, porque tinha família. Ele estava se sentindo traído por amigos que o deixaram na mão. Foi o momento que mais me compadeceu. Eu ficaria o tempo todo ao lado daquela pessoa, ainda que a polícia entrasse.

iG: Era um dos chefes do tráfico?

Rogério Menezes – Positivo.

iG: Quem falou mais, os senhores ou os traficantes?

Rogério Menezes – Eles ficaram mais tempo calados. Queriam ouvir a gente, queriam uma luz. Eles não estavam conversando com traficantes, mas com pessoas que simbolizavam a paz, a vida. Tem pessoas ali que me conhecem desde 1993, quando comecei a pregar. Muitos eu vi ir para a cadeia, sair da cadeia, visitei na favela. Havia homens com armas nas mãos, mas os que conversavam com a gente não estavam armados. Em momento algum eles diziam que iriam meter bala ou que optariam pelo confronto. Isso eu não vi.

iG: O senhor diz que muitos traficantes não querem se render porque temem retaliações de colegas de facção dentro da cadeia; outros que já ficaram muito tempo presos e não aceitam voltar. A polícia afirma que vai permanecer na favela até realizar as prisões e recuperar as armas. O senhor defende alguma proposta para que não aconteçam novos conflitos?

Rogério Menezes – Sou a favor da anistia. Converso muito com traficantes e com viciados, visito muita boca de fumo. Eu evangelizo muito. Faço um trabalho de Deus, um trabalho do bem, espiritual. Já tirei muitos dessa vida e encaminhei para um emprego. E já vi caso também de pessoas que largaram o crime, se mudaram para outro estado, mas não conseguiram emprego porque devem à Justiça. Tiveram de voltar e retornar para o crime, tinham família. Mas eles me diziam “pastor, o senhor viu que tentei. Voltei para o tráfico, mas não bebo, não me drogo mais, nem a baile funk eu vou. Vai acabar meu plantão na boca e vou para casa ficar com meus filhos”.

iG: O senhor não acha difícil propor para a sociedade que essas pessoas sejam anistiadas sem pagar pelos crimes que cometeram?

Rogério Menezes – É muito difícil responder sobre isso. Como religioso, acho que o culpado disso tudo são as forças espirituais do mal. Vou dar um testemunho da minha vida. Eu trabalhava, ganhava bem, três salários mínimos. Não era de uma vida errada. Mas em um determinado momento me senti sem chão. Tudo começou quando perdi meu pai. Minha mãe arrumou outro homem logo em seguida e eu não aceitei. Ela então me expulsou de casa. Eu tinha 16 anos. Bateu uma depressão tão grande, que perdi meu emprego, não conseguia trabalhar. Era morador da Baixada Fluminense, morava numa comunidade carente, conhecia bandido, conhecia traficante, mas eu era trabalhador. Nem todo mundo que mora dentro de uma comunidade é bandido. Minha família me deu estudo, o melhor que pôde dar. Mas eu caí na vida do crime, me entreguei à bebida, às drogas, fui preso. Houve momentos em que me vi sentado, chorando, querendo sair dessa. Eu despertei, procurei uma casa de recuperação. Tive apoio.

iG: Apesar da visão religiosa do senhor, a anistia não é uma proposta polêmica?

Rogério Menezes – Cada caso é um caso. Proponho que essa decisão seja avaliada pelo governo, pelos parlamentares, pela Justiça. Caso a caso, insisto. Mas, particularmente, eu acredito que num universo com 100% de criminosos, se você oferecer uma oportunidade pelo menos 40% aceitam largar essa vida. É preciso considerar que muitos temem por suas famílias. Se forem presos, quem vai sustentar suas mulheres, seus filhos? Tem que haver um projeto social também.

iG: Muitos bandidos fugiram e a polícia diz que vai capturá-los. O senhor acredita que esses traficantes vão voltar para o Complexo do Alemão futuramente? Ainda pode haver enfrentamento?

Rogério Menezes – Acredito que muitos homens que estavam ali no meio, inclusive os que fugiram, não têm antecedentes criminais. Às vezes até segura uma arma, mas é só um viciado. A polícia tem feito seu trabalho. E cabe à polícia e ao governo continuarem a fazer o seu trabalho. Contudo, também acredito que aquilo ali foi a mão de Deus a fim de despertar esses jovens. Acredito que muitos vão analisar e ver que não vale a pena se envolver com o crime. É a resposta que posso dar para essa pergunta.

iG: O senhor está certo da recuperação dessas pessoas?

Rogério Menezes – Vou dar um exemplo. Trabalha com a gente lá no AfroReggae o Gaúcho. Durante muitos anos ele foi o chefe do Alemão, era um dos mais temidos na área. Ele tirou 28 anos de cadeia e hoje está aí, fora do crime, trabalhando com carteira assinada. Isso é a prova de que enquanto há vida, há esperança. O Bem-te-vi, aquele que morreu na Rocinha, ele vivia me dizendo que queria sair do crime. Eu ia para lá pregar umas sete da noite e ele não me deixava ir embora antes das três, quatro horas da manhã. Ele tinha o prazer de estar do meu lado. Muitas vezes o vi chorar. Ele me dizia “pastor, me ajuda. Quero sair dessa vida, mas não tenho forças. A sociedade me marginaliza, não acredita em mim”. Eu dizia, “rapaz, o mais importante é Deus estar olhando para você. Deus tem um plano para sua vida. Você não pode se entregar à criminalidade”.

iG: Por que evangélicos são tão respeitados pelos criminosos?

Rogério Menezes – No sábado, na hora em que a polícia se posicionou para invadir o Complexo do Alemão, tinha um pastor na entrada da favela de terno e com a Bíblia na mão. Estava ele e a mulher dele. Aliás, havia mais de um, eram muitos. Eles ficaram entre os militares da polícia, do Exército e da Marinha, e os jovens. E eles procuravam esses jovens e diziam para que saíssem dessa vida. Ofereciam apoio: “quer se entregar comigo?”, perguntavam. No momento mais difícil, havendo risco de vida, eles estavam ali. E tem os testemunhos daqueles que saíram do crime e hoje estão aí, vivendo com dignidade. Isso mostra para eles que é possível.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A Clareza e a Suficiência da Bíblia


A formação do Cânon das Escrituras, cujo significado (termo Cânon) é régua ou vara de medir e está relacionado a lista de livros que pertencem a Bíblia, levou vários anos. Deus usou vários homens, de classes e posições sociais diferentes, e em diferentes épocas, para nos presentear com os 66 livros da Bíblia, sendo 39 do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento. Verdadeiramente não há nenhum outro livro comparável a Bíblia!

O pastor e teólogo Luiz Sayão diz que os Livros Apócrifos, e outros livros não inspirados, foram rejeitados no Cânon do Antigo Testamento pelos seguintes motivos:
1) Não atribuem a si autoridade que têm os escritos do Antigo Testamento;
2) Não foram considerados Palavra de Deus pelo povo judeu do qual se originaram;
3) Não foram considerados Escrituras por Jesus nem pelos autores do Novo Testamento;
4) Contêm ensinos incoerentes com o restante da Bíblia.[1]

Já no processo de canonização do Novo Testamento, ele (Luiz Sayão) aponta os seguintes critérios:
1) Os registros dos apóstolos - Início do processo;
2) Os apóstolos e pessoas ligadas a eles - Pessoas autorizadas e reconhecidas;
3) A igreja primitiva reconhecia os livros inspirados pela ação do Espírito Santo - Critérios internos justificadores.[1]

Uma vez que o Cânon das Escrituras já está fechado, não podemos acrescentar nada à Bíblia, razão pela qual também não podemos equiparar as “revelações” modernas sobre Deus à revelação bíblica. Apesar disso, ao longo da História do Cristianismo, muitas são as seitas que tem surgido alegando-se portadora de novas “revelações” de Deus (ex: Mórmons, Testemunhas de Jeová, Meninos de Deus, etc.), apesar da Bíblia alertar sobre esse problema, exemplos:

“Mas ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado! Como já dissemos, agora repito: Se alguém lhes anuncia um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado!” (Gálatas 1:8,9)

“Declaro a todos os que ouvem as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhe acrescentar algo, Deus lhe acrescentará as pragas descritas neste livro” (Apocalipse 22:18)

Será que Deus exige alguma coisa de nós que não esteja na Bíblia? E também será que existem pecados que não sejam proibidos pela Bíblia? Creio que não, porque TUDO o que Deus tinha para nos revelar já foi revelado em sua Palavra.
Outra questão também muito discutida é se podemos ou não acrescentar regras do tipo “o crente não pode assistir programas na TV” ou “o crente não pode ir ao teatro” às Escrituras, ou até mesmo ensiná-las com a mesma autoridade da Bíblia. Essas questões, assim como ir ao cinema, beber vinho, jogar futebol e usar “modernos” cortes de cabelo, não são proibidas nas Escrituras, e por não haver um consenso geral entre os cristãos, são consideradas “relativas”, ou “polêmicas” ou “duvidosas”. Algumas até, em razão da tradição da comunidade cristã considerá-las certas ou erradas, podem ser consideradas “situacionais”. No entanto, por ser a Bíblia suficiente clara, entendemos que NÃO podemos acrescentar essas e outras regras às Escrituras, e nem ensiná-las com a mesma autoridade da Bíblia.

O fato de algumas pessoas entenderem a Bíblia de maneira errada deve-se ao desrespeito aos princípios da Hermenêutica (estudo que trata das regras pelas quais a Exegese é praticada). A Exegese e a Hermenêutica, que caminham juntas na interpretação Bíblica, são fundamentais para o correto entendimento das Escrituras (obs: além da iluminação do Espírito Santo, é claro). O fato é que alguns, infelizmente, não as utilizam, ou quando as utilizam, nem sempre as utilizam corretamente, daí a razão de entenderem incorretamente a Bíblia.

Apesar de usarmos a mesma Bíblia, há muitas interpretações diferentes pela razão de existirem diferentes sistemas de Hermenêutica, por exemplo, existe a Hermenêutica Alegórica, onde alegoria refere-se a representação simbólica; e existe também a Interpretação Literal (também chamada de Hermenêutica Normal); a Interpretação Semialegórica ou Semiliteral e a Interpretação Teológica.

Concluo dizendo que, embora nem todos a façam de forma consciente, todo intérprete da Bíblia possui um sistema hermenêutico, apesar da maioria não sistematizar sua Hermenêutica. Por isso o ideal é que o intérprete examine a base da sua exegese e a consistência de suas práticas de interpretação bíblica para avaliar a qualidade da mesma. Se todos assim agissem, muitos erros de interpretação da Bíblia seriam evitados, e com isso reduzido seria o número de seitas e de espúrias doutrinas.

FONTE PESQUISADA:

[1] Arquivo “Manuscritos”, de autoria de Luiz Sayão e extraído de http://wiliangomes.com/

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A Bíblia e sua Autoridade Final e Absoluta


Não obstante haver diferentes fontes da verdade, nós podemos afirmar que somente a Bíblia possui autoridade final e absoluta. A razão de sua absoluta autoridade deve-se ao fato dela ser a única a nos dar a verdade absoluta, uma vez que é a única inspirada por Aquele que é a fonte da verdade, Deus. Podemos até afirmar também, com base em João 17:17, que ela é a verdade.
Devemos considerar também, infelizmente, que essa não é uma convicção unânime, pois filosofias e/ou religiões como o Racionalismo, bem como também o Misticismo, o Romanismo, as Seitas, a Alta Crítica, a Neo-Ortodoxia e as outras 'Escrituras'; negam sua absoluta autoridade, sem contar também os questionamentos do porquê de outros livros sagrados não poderem ser considerados inspirados por Deus. Tratando disso, umas das razões de não serem considerados inspirados por Deus deve-se ao fato de nenhum, com exceção do Alcorão, pretender ser uma revelação de Deus. Este (Alcorão), por exemplo, basicamente mescla passagens do Antigo e do Novo Testamento escolhidas pelo fundador do Islã, Maomé, incluindo também suas ideias pessoais.
Definitivamente a Bíblia é o padrão da verdade, uma vez que orienta ao homem TUDO o que ele precisa saber; inclusive quanto à vontade de seu Criador. Por se tratar da autoridade final, nela nós julgamos todas as coisas.
O que dizer quanto à possibilidade de uma nova revelação doutrinária, ou descoberta científica, poder comprovar que a Bíblia tem erros e, portanto, que ela não pode ter autoridade sobre os homens? Ao longo dos séculos a ciência, bem como também algumas "revelações" doutrinárias, têm se esforçado na tentativa de desmistificar a Bíblia e/ou negar sua autoridade. Apesar do seu incansável esforço, jamais conseguiram comprovar erro algum nela (Bíblia), e com isso negar sua autoridade. Seus esforços têm sido até hoje em vão. É provável que baseado nisso, Paulo tenha dito: "Timóteo, guarde o que lhe foi confiado. Evite as conversas inúteis e profanas e as idéias contraditórias do que é falsamente chamado conhecimento (Grego gnósis -> em algumas traduções: ciência)"1 Timóteo 6:20 (NVI).
Vale aqui também dizer que a Bíblia não pode ser considerada como uma verdade, entre tantas outras "verdades". Não contém também apenas parte da verdade de Deus, mas sim toda a verdade, pois lembrando aqui o que já foi dito, ela é a verdade (João 17:17). Se por acaso algum escrito sagrado, como de outra religião, por exemplo, trouxer alguma verdade bíblica, ele simplesmente estará repetindo uma verdade de Deus que atualmente se encontra registrada na Bíblia. Uma vez que tal escrito jamais poderá trazer toda a verdade, não deverá ser obedecido como a Bíblia deve ser obedecida.
E por último, tratando se a Bíblia deve ou não ter autoridade SOMENTE nas questões de fé e prática, podemos primeiramente dizer que ela é a regra de fé e prática do cristão, mas também não se limita a isso. Nas questões relacionadas a fé, ela nos orienta quanto a "o que" e "quem" crer, enquanto nas relacionadas a prática nos orienta na ética segundo o padrão de Deus, guiando-nos no que é certo ou não fazer. Seria a chamada Ética Cristã, que é a ética do servo de Jesus, também chamado de cristão.
Considero que em TODAS as coisas a Bíblia pode ter sim autoridade em nossa vida, basta que deixemos que ela nos fale mais alto norteando assim o que precisamos escolher ou decidir. "Ao homem que teme ao SENHOR, ele o instruirá no caminho que deve escolher." - Salmo 25:12 (ARA). Lembrando o que já foi dito, ela (Bíblia) é o padrão pelo qual nós podemos, e devemos, julgar todas as coisas.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Artigo sobre A Inerrância da Bíblia


Ainda hoje ao se discutir a inerrância da Bíblia, muitos infelizmente ainda insistem no vão argumento da historicidade na tentativa de negar a sua inerrância. Um dos argumentos que utilizam é acusá-la (Bíblia) de ser científica, historicamente vaga e imprecisa.

Entretanto, ao analisar os Evangelhos, observamos que nosso Senhor Jesus Cristo não somente aludiu os eventos históricos registrados no Antigo Testamento, como também os autenticou como sendo história efetiva e completamente confiável. Inclusive passagens tidas como controversas, como por exemplo, a narrativa da Criação, a narrativa do Dilúvio e a narrativa dos milagres principais, incluindo Jonas e o peixe (ver Mt 19:3-5; Mc 10:6-8; Mt 24:38-39; Lc 17:26-27; Mt 12:40). Jesus também reconheceu a historicidade de personagens bíblicos como Isaías, Elias, Daniel, Abel, Zacarias, Abiatar, Davi, Moisés e seus escritos, Abraão, Isaque e Jacó (ver Mt 12:17; Mt 17:11-12; Mt 24:15; Mt 23:35; Mt 23:35; Mc 2:26; Mt 22:45; Mt 8:4; Jo 5:46; Mt 8:11 e Jo 8:39).

Os opositores da inerrância da Bíblia também apelam para o fato da não existência dos manuscritos originais, para tentarem justificar sua negação a inerrância da mesma (obs: a doutrina da inerrância, como inspiração, só é baseada nos manuscritos originais, não em quaisquer das cópias). Com base nisso eles alegam ser ilusório, hoje, uma Bíblia inerrante.
No entanto, o fato de não possuirmos os manuscritos originais da Bíblia, não justifica dizer que a inerrância é só uma teoria e, conseqüentemente, uma doutrina não essencial. Essa(s) premissa(s) não prova(m) o falho argumento da inerrância como doutrina não essencial, por mais que tentem utilizar isso.

Alguns opositores chegam também a dizer que em certos detalhes alguns escritores da Bíblia “adaptaram” suas mensagens às idéias falsas ou mitos correntes de sua época, o que não é verdade, pois todos os escritores bíblicos escreveram sob inspiração do Espírito Santo. O que ocorre é que a inerrância da Bíblia basicamente significa que ela conta a verdade, e neste “contar a verdade”, pode-se incluir tanto aproximações, quanto citações livres, linguagens de aparência e relatos do mesmo evento, contados de forma um pouco diferente, mas sem se contradizer. Em razão disso alguns defensores do erracionismo alegam que alguns textos são contradizentes e que seus escritores adaptaram ao seu bel prazer (ou a sua maneira) a mensagem bíblica, ou seja, a mensagem original de Deus.

Como a Bíblia pode ser considerada o padrão da verdade, uma vez que ela está cheia de erros históricos, científicos e gramaticais? Argumentam alguns.
Os que seguem o conceito de “Inspiração Parcial” alegam que podemos encontrar erros em algumas partes da Bíblia sim, exemplo: as porções históricas, que segundo eles não precisam ser inspiradas. Em suma eles ensinam que a Bíblia é inspirada em sua intenção (ex: mostrar aos homens como ser salvo), mas não em seu conteúdo total.
Outros que também alegam que a Bíblia possui partes imprecisas são os Bartianos, discípulos de Karl Barth (1886-1968), pois abraçam conclusões do liberalismo em relação aos Evangelhos, por isso crêem e ensinam que há erros em alguns registros bíblicos.
Semelhante a Doutrina da Encarnação, a Bíblia é um Livro divino-humano. Apesar de ter se originado em Deus, foi escrita por homens. É a Palavra de Deus, dirigida pelo Espírito Santo. Os homens pecadores que escreveram essa Palavra, fizeram sem erros. Da mesma forma que na Encarnação Cristo trazia a humanidade, mas ela não estava de forma alguma estragada pelo pecado, assim também a produção da Bíblia não foi estragada com qualquer erro... Como Cristo ensinou que a Escritura não pode falhar, logo acreditava que ela não continha erro.

Quanto às conseqüências da rejeição da inerrância da Bíblica, podemos citar, dentre tantas outras, o seguinte:
Na área doutrinária, por exemplo, a negação tanto da queda histórica de Adão, quanto das experiências do profeta Jonas e da autoria Mosaica do Pentateuco; explicação diferente dos milagres do Antigo e do Novo Testamento; convicção em mais de um autor para algum (ou alguns) livro(s) da Bíblia, exemplo: o Livro de Isaías; flerte com falsas teologias, exemplo: a teologia da libertação e sua redefinição de pecado e salvação.
Já na área prática podemos citar os erros no estilo de vida, como por exemplo: a visão frouxa tanto da seriedade do adultério, quanto da seriedade da homossexualidade e do divórcio e novo casamento; re-interpretação “cultural” de alguns ensinos da Bíblia (ex: ensino sobre a obediência e civil e ensino sobre as mulheres) e tendência para ver a Bíblia através de uma grade psicológica moderna.

FONTES PESQUISADAS:

- Textos "A Inerrância da Bíblia", "Inerrância e os Ensinamentos de Cristo" e "Passagens Problemáticas" de Charles Ryrie

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Karl Barth e a Doutrina da inspiração Bíblica



Na Doutrina Bíblica da inspiração, o melhor argumento em defesa da inspiração divina das Escrituras Sagradas, ou seja, dos livros canônicos do Antigo e Novo Testamento, é encontrado na própria Bíblia, ex: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça”2 Timóteo 3:16 (ARA), o que na Nova Versão Internacional (NVI) lemos: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça”. Diante desse fato, da própria Bíblia se auto-afirmar como inspirada por Deus, os críticos da inspiração bíblica argumentam que tal afirmação pode não ter veracidade por se tratar de um auto-testemunho. Sendo auto-testemunho ou não, tal crítica não a desqualifica (ou invalida) como prova da inspiração divina, ainda mais pela razão de encontrarmos nela outros textos de outras autorias, escritos num contexto e época diferentes, mas com o mesmo sentido, defendendo a mesma doutrina da inspiração divina, ex: 2 Pedro 1:21 que diz “pois jamais a profecia teve origem na vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo” (NVI). Verdadeiramente, jamais algum homem conseguiria produzir, sem a intervenção de Deus, algo como os escritos bíblicos, que fala e revela ao ser humano, independente da geração, tudo o que Deus quis revelá-los; além do mais, se fossem as Escrituras de inspiração humana, seus autores não conseguiriam forjar um argumento tão perfeito em defesa da inspiração divina num produto inspirado por si mesmo, haveria imperfeições que o denunciaria como responsável pela origem da Bíblia.

Nome polêmico na Teologia, apesar de ter sido um dos teólogos mais influentes da atualidade, Karl Barth (1886-1968), tratando da inspiração bíblica desenvolveu um conceito um tanto delicado sobre o assunto. Para resumir a sua visão sobre a inspiração bíblica, Barth fez uma distinção entre “inspiração verbal” e “inspiração literal”. A partir deste pressuposto, a Palavra e as ações de Deus nunca podem ser identificadas com palavras humanas ou eventos históricos registrados na Bíblia, mas devem ser transcendentais. A inspiração verbal seria teologicamente irrenunciável, na medida em que a Escritura testemunha a Cristo, o “verbo” divino. A inspiração literal, no entanto, deveria ser rejeitada como tentativa de dar uma garantia miraculosa para o testemunho da Escritura... A Palavra pregada e escrita (a única que ultrapassa o abismo entre Deus e o homem) nada mais faz além do que apontar para a verdadeira revelação divina, a saber, a palavra de Deus em seu sentido absoluto e transcendental... Barth afirmou que reconhecer a autoridade da Escritura é uma questão de confissão, porque “se não estamos para desistir de nossa fé temos que crer no milagre da graça” (CD, I/2, p. 598)... A autoridade da Escritura não é uma possessão em si mesma, nem mesmo uma dádiva outorgada pelo próprio Deus. A Escritura tem autoridade porque o próprio Deus a toma e fala através dela... A palavra de Deus nos confronta na Escritura Sagrada, mas a Escritura não é, no sentido verdadeiro, palavra de Deus – é apenas testemunho dela e aponta para a eterna Palavra de Deus.[1]

Se tal visão Bartiniana sobre a inspiração da Bíblia fosse aceita por TODO seguimento evangélico, piores conseqüências teria o Cristianismo, haja vista o mal que já tem sido notado, como por exemplo:
1) o testemunho cristão colocado em risco, comprometendo a apologética;
2) a fé cristã igualada a mero esoterismo para aqueles que ainda não tiveram um experiência de conversão (obs: conversão ao Senhor Jesus e não a um seguimento cristão denominacional);
3) a ênfase ao encontro subjetivo caracterizado pela frase “quando nos subjugar!” da faceta existencial do seu defeituoso conceito de inspiração.
___________________________________________
[1] Artigo
"Karl Barth: Uma Introdução à Sua Carreira e aos Principais Temas de Sua
Teologia"
de
Franklin Ferreira, extraído de http://monergismo.com/

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A Parábola do Muro


Havia um grande muro separando dois grandes grupos.
De um lado do muro estavam Deus, os anjos e os servos leais de Deus.
Do outro lado do muro estavam Satanás, seus demônios e todos os humanos quenão servem a Deus.
E em cima do muro havia um jovem indeciso, que havia sido criado num lar cristão, mas que agora estava em dúvida se continuaria servindo a Deus ou se deveria aproveitar um pouco os prazeres do mundo.
O jovem indeciso observou que o grupo do lado de Deus chamava e gritava sem parar para ele:
- Ei, desce do muro agora… Vem pra cá!
Já o grupo de Satanás não gritava e nem dizia nada. Essa situação continuou por um tempo, até que o jovem indeciso resolveu perguntar a Satanás:
- O grupo do lado de Deus fica o tempo todo me chamando para descer e ficar do lado deles. Por que você e seu grupo não me chamam e nem dizem nada para me convencer a descer para o lado de vocês?
Grande foi a surpresa do jovem quando Satanás respondeu:
- É porque o muro é MEU.
Nunca se esqueça: Não existe meio termo. O muro já tem dono. Pense nisso!

Autor desconhecido

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Texto sobre o pronunciamento do Pr. Pascoal Piragine

Publico abaixo o EXCELENTE texto de Addson Costa, pastor batista e capelão militar (Exército Brasileiro), o qual concordo em gênero, número e grau.

A Era Paschoal Piragine

"Cause 'estragos' ou não, o pronunciamento do Pr. Pascoal Piragine veio para marcar uma nova era na história da igreja brasileira. Há pontos a observar: 1) A igreja cristã não é mais alienada como sempre a esquerda pregou; 2) É possível causar um movimento impactante sem as firulas de reuniões intermináveis e pactos de compromissos; 3) A cisão resplandecente entre o que é a igreja evangélica ortodoxa e a igreja neo-pentecostal conforme a visão da Igreja Universal do Reino de Deus.

É salutar sim, nos envolvermos opinando politicamente, só não devemos esquecer que mesmo na esfera da igreja local não podemos transformá-la em curral eleitoral. Que o opinar seja sempre naquilo que atente contra a ética cristã de forma institucionalizada, como a aprovação do aborto, a sacralização do homossexualismo, a educação voltada para a 'descriminalização' de gêneros, a liberação de drogas e a tentativa de amordaçar a igreja para que seja política e socialmente correta em seu discurso, em sua evangelização.

Como já disse Rubens Alves: 'Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio. Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.' Concílio disso, reunião interdenominacional daquilo, conselho ecumênico para aquilo outro, somados à reuniões intermináveis, cultos amalucados, que terminam sem nenhum propósito, somente o de promover os promoventes, esta eterna redundância. Basta querer fazer, temos a internet e temos o púlpito. Nos pronunciemos, aproveitemos os espaços, mostremos nossa força também no voto. Enfim, o gigante adormecido acordou.

E, para mim, o melhor resultado, através da fala do Pr. Piragine, amplamente aceita pela comunidade cristã e evangélica, esbarrou-se na fala do Edir Macedo. O primeiro é contra o aborto e o segundo a favor do aborto. Mostrando a cisão entre duas igrejas evangélicas neste país, uma verdadeiramente evangélica, isto é, ortodoxa e outra falsamente evangélica, a comercial. Poderosa sim, mas com os dias contados. Como falado em post anterior neste blog, a igreja neo-pentecostal está com seus dias contados, já deu o que havia para dar, aliás já tomou o que haveria de tomar.
Felizmente, em sua simplicidade, Piragine marcou uma nova era da igreja neste país, está sendo ouvido, que cause resultados ou não nesta eleição, sua fala já teve proveito, que os políticos nos temam, um Titã se levantou."

Aos que ainda não viram o vídeo, segue abaixo o link:
http://www.youtube.com/watch?v=ILwU5GhY9MI&feature=player_embedded

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Heresias sobre Jesus - Parte 4



Agostinho (354—430 d.C.), Bispo de Hipona. Um dos
maiores teólogos polemista da idade média.

Heresias x Resposta da Igreja

Em razão de alguma dessas heresias, que na sua grande maioria surgiram nos quatro primeiros séculos do Cristianismo (100 a 313 A.D.), muitos foram os Credos (Declarações de Fé) elaborados pelos líderes da Igreja da época para respondê-las e refutá-las teologicamente, livrando com isso a fé cristã (Cristianismo) dos seus efeitos nocivos. Foi um período caracterizado também por vários Concílios, dos quais os principais foram o de “Nicéia (325) para afirmar a personalidade do Espírito Santo e a humanidade de Cristo, o de Éfeso (431) para enfatizar a unidade da personalidade de Cristo, o de Calcedônia (451) para declarar o relacionamento entre as duas naturezas de Cristo, o de Constantinopla (553) para tratar da disputa monofisista, o de Constantinopla (680) para condenar os monotelitas e o de Nicéia (787) para tratar dos problemas levantados pela controvérsia das imagens. ”, conforme Earle E. Cairns aborda em seu livro 'O Cristianismo Através dos Séculos: Uma História da Igreja Cristã'.
Segue abaixo um breve resumo comentado dos três grandes Credos universais da Igreja, frutos desse período de controvérsias teológicas.

O Credo Apostólico

Na cristologia deste credo, Jesus é apresentado como o único Filho de Deus Pai e Senhor. Diz também que Cristo foi concebido por obra do Espírito Santo, tendo nascido da virgem Maria. Quanto a sua morte, ressurreição e ascensão o credo diz: “padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso”; abordando desta forma a humilhação e a exaltação de Cristo Jesus. Por fim o credo trata da esperança pela Sua volta afirmando que Ele há de vir para julgar os vivos e os mortos.
Minha crítica a este credo é que somente Deus Pai é apresentado como criador, ex: “Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra”.

O Credo de Nicéia (Niceno)

Neste credo, a semelhança do credo Apostólico, Jesus é apresentado como Senhor e unigênito Filho de Deus. Refutando o arianismo o credo, em sua cristologia, diz: “gerado pelo Pai antes de todos os séculos, Deus de Deus, Luz da Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado não feito, de uma só substância com o Pai; pelo qual todas as coisas foram feitas”. Nota-se que ele, na parte em itálico, apresenta Jesus como co-criador junto com as outras pessoas da Trindade.
Sobre a humilhação do Senhor Jesus, por nós e pela nossa salvação, o credo afirma: “... desceu dos céus, foi feito carne pelo Espírito Santo da Virgem Maria, e foi feito homem; e foi crucificado por nós sob o poder de Pôncio Pilatos. Ele padeceu e foi sepultado; e no terceiro dia ressuscitou conforme as Escrituras”. Sobre a Sua exaltação afirma que: “... subiu ao céu e assentou-se à direita do Pai”.
E por último, abordando a esperança da volta do Senhor Jesus, o credo diz: “... e de novo há de vir com glória para julgar os vivos e os mortos, e seu reino não terá fim.”
Considero-o mais completo que o Credo Apostólico, mas não concordo com a afirmação “feito carne pelo Espírito Santo da Virgem Maria”. Em destaque, itálico, o argumento em que discordo.

Credo de Atanásio

Neste credo, que considero o mais completo, lemos que no Filho, assim como no Pai e no Espírito Santo, há uma mesma divindade, igual em glória e co-eterna majestade. O que o Pai e o Espírito Santo é, o mesmo é o Filho. O Filho, assim como o Pai e o Espírito Santo, é não criado. O Filho, assim como o Pai e o Espírito Santo é ilimitado, eterno, onipotente, Deus e Senhor; nem feito de ninguém e nem criado e gerado.
Ao passo que o Espírito Santo procede tanto dEle (Filho) quanto do Pai, Ele (Filho) procede do Pai somente. Assim como há um só Pai e não três Pais, um só Espírito Santo e não três Espírito Santo; há um só Filho e não três Filhos. O credo também afirma ser necessário para a salvação eterna que se creia fielmente na encarnação do Senhor Jesus Cristo, e que fé verdadeira é crer e confessar o Senhor e Salvador Jesus Cristo como Deus e como homem.
Quanto ao estado de humilhação de Cristo o credo diz: “Ele é... homem nascido no tempo da substância da sua mãe. Perfeito Deus, perfeito homem, subsistindo de uma alma racional e carne humana. Igual ao Pai com relação à sua divindade, menor do que o Pai com relação à sua humanidade. O qual, embora seja Deus e homem, não é dois mas um só Cristo. Mas um, não pela conversão da sua divindade em carne, mas por sua divindade haver assumido sua humanidade. Um, não, de modo algum, pela confusão de substância, mas pela unidade de pessoa...”
Tratando da exaltação de Cristo o que se pode ler no credo é: “Ascendeu ao céu, sentou à direita de Deus Pai onipotente, de onde virá para julgar os vivos e os mortos.” Sendo a parte em itálico, junto com: “Em cuja vinda, todo homem ressuscitará com seus corpos, e prestarão conta de sua obras. E aqueles que houverem feito o bem irão para a vida eterna; aqueles que houverem feito o mal, para o fogo eterno.”, declarações referentes a Sua volta.
Nota-se claramente neste credo o esforço em se refutar as diversas heresias relacionadas à natureza humana e divina de Jesus, além das relacionadas à Trindade.


FONTES PESQUISADAS:

- O Cristianismo Através dos Séculos: Uma História da Igreja Cristã, Earle E. Cairns –
Edições Vida Nova
- Material de Cristologia elaborado pelo Dr. Cornelius Hegeman, Curso de Mestrado em Ministério (SETEB / NTS)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Heresias sobre Jesus - Parte 3


A imagem, somente para efeito de ilustração, é da capa da ‘Revista Veja’ de 23/12/1992 sob o título O Jesus Cristo da história... No entanto o conteúdo deste artigo não faz referência à matéria da Revista (obs: ver FONTES PESQUISADAS no final da postagem).

Heresias relacionadas à realidade histórica de Jesus:

Gnosticismo: uma vez que o Jesus Cristo confirmado de diversas formas pela História, auxiliado pela Arqueologia e pelos relatos bíblicos, possuía natureza humana; os gnósticos acabam negando a realidade histórica de Jesus pela negação da sua natureza humana.

Desconstrutivismo: O filósofo francês Jacques Derrida foi o fundador da desconstrução e, após receber da Universidade de Cambridge um título honorífico em 1992, suas teses sobre a indeterminação do sentido do texto, espalhou-se mais facilmente pelo mundo acadêmico. Segundo a teoria, o texto de qualquer obra não apresenta absolutamente nada além do próprio texto. Não existe uma intenção autoral, um propósito pelo qual a obra tenha sido escrita; as palavras não significam o que o autor pretendeu ao usá-las, cabe sim, ao leitor dar o significado que tal texto tem para si, independente do objetivo da obra ou da interpretação que segue os métodos tradicionais. A interpretação de um texto bíblico, por exemplo, poderia ter diversos significados, não sendo possível determinar qual o verdadeiro sentido. Este, não é intra-textual (dentro do texto), mas extra-textual (fora do texto). O significado do texto, portanto, é relativo, não sendo possível jamais chegar à verdade sobre o que ele afirma. Todo significado ou interpretação de um texto bíblico, na concepção desconstrutivista é indeterminada, e por isso mesmo, relativa. No entanto, além de afirmar a relatividade do significado dos textos bíblicos, alegam também que é preciso reconstruir o Cristo bíblico para reconstruir o Cristo verdadeiro. Para eles o sentido de um texto não está na intenção do autor, mas na perspectiva da pessoa que o lê.

Ateísmo: O ateísmo é a corrente de pensamento humano que nega a existência de Deus. O termo “ateu”, procede do grego (prefixo negativo “a” e do substantivo “theos”) e significa literalmente “não-deus”. Além da descrença na existência de Deus, é comum entre os que se declaram ateu a afirmação de que não crêem também nos relatos histórico sobre Jesus Cristo, ou Jesus de Nazaré.

Teorias racionalistas: chamo de teoria porque de Teologia não tem nada. Nomes como Schleiermacher, Ritschil e Rudolf Bultmann são os que mais representam esse seguimento de negação do Jesus Cristo histórico através da mistificação das narrativas bíblicas. George Eldon Ladd, no seu capítulo intitulado ‘O Problema Messiânico: O Jesus da História e o Jesus Histórico’ chega a dizer que “Bultmann tornou-se cético quanto a jamais reconstruir o Jesus Histórico”. Neste seguimento racionalista, Deus tenta ser conhecido através de deduções lógicas.

Teologia liberal: Danilo Raphael em seu texto A teologia liberal e suas implicações para a fé bíblica chega a dizer que “o liberalismo teológico tem procurado embutir no cristianismo uma roupagem moderna: pegam as últimas idéias seculares e, sorrateiramente, espalham no mundo cristão” e também que “... em sua apostasia, nega a validade de quase todos os fundamentos da fé, como, por exemplo, a inerrância das Escrituras, a divindade de Cristo, a necessidade da morte expiatória de Cristo, seu nascimento virginal e sua ressurreição. Chegam até mesmo a negar que existiu realmente o Jesus narrado nas Escrituras.”

Refutação:

Como bem declarado por Earle E. Cairns, a historicidade de Jesus Cristo pode ser evidenciada também por relatos extra-bíblicos, como por exemplo:
a) Os Testemunhos Pagãos como o de Tácito (c.60-c.120), Plínio (62-c.113) e Luciano (c.125-c.190);
b) O Testemunho Judeu como o de Josefo (37-100);
c) Testemunhos Cristãos fora da Bíblia, ex: evangelhos, Atos, cartas e apocalipse apócrifos que, na questão da comprovação da existência histórica de Jesus, devem ser levados em consideração.
Além desses, podemos citar relatos bíblicos que coincide com relatos de historiadores não-cristãos, como por exemplo, o Evangelho de Mateus no capítulo 2 versículo 1 que diz que Jesus nasceu “nos dias de Herodes, o rei” e a obra Antiguidades (18.6.4) de Josefo que menciona um eclipse do ano 750 A.U.C. antes da morte de Herodes.

FONTES PESQUISADAS:
- Artigo “A Teologia de Rudolf Bultmann” extraído de http://www.monergismo.com/
- Texto “A teologia liberal e suas implicações para a fé bíblica” extraído de http://solascriptura-tt.org/
- Glossário para as Lições Bíblicas do 4º trimestre/2005 extraído de http://www.cpad.com.br/
- Teologia do Novo Testamento, George Eldon Ladd – 2ª Edição JUERP

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Heresias sobre Jesus - Parte 2


Dando continuidade a nossa série sobre as Heresias sobre Jesus, abordaremos outras heresias relacionadas ao Senhor Jesus Cristo.
Arianismo: deve o nome a Ário, sacerdote de Alexandria (séc. IV), que ensinava que Jesus Cristo era um ser criado, sem nenhum dos atributos incomunicáveis de Deus, por exemplo, eternidade, onisciência, onipotência etc, pelo que foi censurado, em 318, e excluído, em 321... Ário considerava Cristo como “Ser intermediário”, menos do que Deus e mais do que o homem... Negava por tanto a preexistência do Filho em toda a eternidade, e lhe conferia atributos divinos apenas em sentido honorifico, baseado na graça especial que Cristo recebera e na justiça que manifestou. Em suma, a arianismo ensina que “o Filho não existiu sempre, pois quando todas as coisas emergiram do nada e todas as essências criadas chegaram a existir, foi então que o Logos de Deus procedeu do nada. Houve um tempo em que não era, e não existiu até ser produzido, pois Ele mesmo teve um principio, quando foi criado. Pois Deus estava só, e naquele tempo não havia, nem Logos nem sabedoria. Quando Deus decidiu-se criar-nos, produziu em primeiro lugar, alguém que denominou Logos e sabedoria e Filho, e nós fomos criados por meio dEle”.

Testemunhas de Jeová ou Russelismo: seita criada nos EUA por Charles Taze Russel (séc. XIX) que tem na sua Cristologia (Doutrina de Cristo) a mesma doutrina herética de Ário (arianismo). Desta forma são eles, na atualidade, os sustentadores da doutrina ariana.

Ebionismo: Seita surgida no segundo século A.D. que, apesar de confirmar a natureza humana de Jesus, negava a sua divindade ao negar seu nascimento virginal e sua preexistência. Charles C. Ryrie diz que eles “afirmavam que Jesus era filho natural de José e Maria, eleito para ser Filho de Deus em seu batismo, e não o Filho eterno de Deus. Pensavam que Jesus era um grande profeta, maior do que os arcanjos, mas não divino”.

Monarquianismo Dinamista: Teodoto, o primeiro defensor desta forma de monarquianismo, era hostil a cristologia do Logos, em geral, negava a divindade de Cristo, em vez disso, acreditava ser Cristo mero homem. Nasceu de uma virgem, mas disso não passava de um mero homem. Era superior dos demais homens apenas com respeito à sua justiça. Mas especificadamente, Teodoto concebeu a relação entre Cristo e o homem Jesus do seguinte modo. Jesus vivera com os demais homens, por ocasião do seu batismo, contudo, Cristo veio sobre ele como um poder que estava ativo dentro a partir de então... Consideravam Jesus um profeta que não se tornou Deus, embora estivesse equipado com poderes divinos por algum tempo. Só se uniu a Deus depois de sua ressurreição.

Socinianos: o nome deve-se a Fausto Socino, e segundo Louis Berkhof, era o grupo que na época da reforma seguiam as linhas arianas, mas foram além de Ário, pois para eles Cristo era simples homem e o Espírito Santo apenas um poder ou influencia. Eles foram os precursores dos unitários e também dos teólogos modernistas, que falam de Jesus como um mestre divino e identificam o Espírito Santo com o Deus imanente.

Refutação bíblica:

Assim como há muitos argumentos bíblicos que provam a humanidade de Jesus, muitos são os que provam a sua divindade, veja abaixo os exemplos:
Jesus aceitou adoração (Mt 2:11, Mt 21:15,16, Fil 2:9-11, Ap 4 e 5 e 19:10) e se declarou Deus (Mt 4:7, Jo 8:58, Jo 10:30, Jo 14:9, Ap 1:8). Os quatros Evangelhos testemunham sobre sua deidade (Mt 4:16,17, Mc 2:5-12, Lc 24:44, Jo 1:1,18). Alguns nomes de Deus no Antigo Testamento são atribuídos a Jesus (Mt 1:23, 26:64, 28:19, Mc 1:1, Jo 10:11,14). Algumas profecias messiânicas são cumpridas em Cristo Jesus, ver Gênesis 3:15 (semente da mulher) com Gálatas 4:4 “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”; Números 24:17 (descendente de Jacó) com Mateus 1:2 “Abraão gerou a Isaque; Isaque, a Jacó; Jacó, a Judá e a seus irmãos”; Deuteronômio 18:15 (profeta mais importante) com Atos 3:20,22 “E envie ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado. Porque Moisés disse aos pais: O Senhor vosso Deus levantará de entre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser.”; Salmos 110 (o grande sumo sacerdote) com Hebreus 5:5,6 “Assim, também Cristo a si mesmo não se glorificou para se tornar sumo sacerdote, mas o glorificou aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei; como em outro lugar também diz: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.”; Isaías 53:3 (rejeitado por sua gente e por todos) com João 1:11 “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.” e Romanos 3:10,23 “como está escrito: Não há justo, nem um sequer, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.”
Além desses argumentos podemos citar também as cartas dos apóstolos (ex: Cl 1:15 e 2:9; 1 Pe 1:2 e 2 Pe 1:1; etc.); que Jesus em o Antigo Testamento é associado com Deus (ex: Gn 16:7-10 e 32:24-30; Ex 3:1-8 e 23:20-23; Dt 18:15; etc.) e a própria morte de Jesus (ex: 26:63,64).

FONTES PESQUISADAS:

- Teologia Básica ao Alcance de Todos, Charles C. Ryrie - Editora Mundo Cristão
- Artigo “Cristologia A Doutrina de Cristo” extraído de http://www.soartigos.com/
- Artigo “Heresias Primitivas” extraído de http://www.icp.com.br/51materia3.asp
- Teologia Sistemática, Louis Berkhof - Editora Cultura Cristã

terça-feira, 27 de julho de 2010

Heresias sobre Jesus - Parte 1

Em toda a História do Cristianismo, muitas foram as heresias relacionadas a Segunda Pessoa da Trindade, ou seja, o Senhor Jesus Cristo. Nesta série nos propomos a apresentar alguns exemplos dessas heresias, descrevendo resumidamente suas doutrinas e concluindo com a nossa refutação bíblica.

Heresias relacionadas à natureza humana de Jesus:

Gnosticismo: ensinava que Cristo, embora parecesse ser homem, nunca assumiu um corpo; portanto, não foi sujeito às fraquezas e às emoções humanas... O Salvador, conforme Saturnino, não nasceu, não teve corpo, nem forma, mas visto em forma humana apenas em aparência.

Docetismo: afirmava que o corpo de Cristo não passava de um fantasma; que seus sofrimentos e morte eram meras aparências. Deste modo pontificavam os apóstolos do docetismo: “Ou Cristo sofria e então não podia ser Deus; ou era verdadeiramente Deus e então não podia sofrer”.

Nestorianismo: deve a sua existência à pessoa de Nestório, bispo em Constantinopla, no período de 428-431. Nestório parece atribuir o seu discipulado a Teodoro de Mopsuéstia que ilustrava a união das duas naturezas de Cristo com a união conjugal de marido e mulher tornado uma só carne sem deixarem de ser duas pessoas e duas naturezas separadas... Ao invés de mesclar as duas naturezas em uma única autoconsciência, eles as situavam lado a lado, sem outra ligação além de mera união moral e simpática entre elas. Na visão deles Jesus seria um hospedeiro de Cristo.

Eutiquianismo ou monofisismo: afirmava que, por ocasião da encarnação, a natureza humana de Cristo foi totalmente absorvida pela natureza divina. Eutiques (410-470) era de opinião de que os atributos humanos em Cristo haviam sido assimilados pelo divino, pelo que seu corpo não seria consubstancial como o nosso, que Cristo não seria humano no sentido restrito da palavra.... Dizia então que Cristo, depois de se tornar homem, tinha apenas uma natureza, daí a razão de ser chamado também de monofisismo.

Apolinarismo: acreditava que Cristo tinha apenas uma natureza e uma hipótese. Essa natureza é a do Logos que em Cristo foi transmutada em carne. Esta, por sua vez, assumiu a qualidade divina ao mesmo tempo. Apolinário (310-390) combatia vigorosamente a idéia segundo a qual os elementos divino e humano se combinam em Cristo, que o Logos simplesmente se revestiu da natureza humana e ligou-se a ela de modo espiritual... Cristo, segundo Apolinário, não possuía alma humana/espírito... Na sua doutrina ele substituía o pneuma (espírito) humano pelo Logos, pois o julgava sede do pecado.

Refutação bíblica:

São vários os argumentos bíblicos à defesa da doutrina da humanidade de Jesus, argumentos esses que são válidos a cada uma das cinco heresias apresentadas.
Vejamos por exemplo Gl 3:16 “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo” que é o cumprimento de Gn 3:15 quando Deus fala da promessa do descendente da mulher (semente). Os outros textos que podemos utilizar falam: (a) das suas tentações a nossa semelhança (Hb 5:14); (b) do seu sofrimento físico (Sl 22), mas especificamente do martírio na cruz; (c) da sua ressurreição física e corpórea (Mt 28; Mc 16; Lc 24 e Jo 21); (d) das promessa tanto do seu nascimento humano (Is 9:6) quanto do seu retorno físico (At 1:11). Além dessas podemos utilizar também as relacionadas à sua vida socio-familiar, ex: enteado (Mc 6:3), menino (Lc 2:40), filho de José (Mc 6:3) e de Maria (Lc 2:7), irmão (Mc 6:3); bem como também as relacionadas ao seu status sócio-político, ex: pobre (Mt 19:21), nazareno (Lc 4:16), israelita (Mt 1:1), Rei dos Judeus (Lc 23:38) e aos seus atributos humanos, ex: tristeza (Is 53:3), sabedoria (Lc 2:40), personalidade (Mc 6:3), ira (Jo 2:16), consciência (Mt 5:17), intelecto (Lc 2:47), paixão (Jo 2:17), capacidade de chorar (Jo 11:35), de questionar (Lc 2:49), de conhecer (Mt 7:28) e de raciocinar (Lc 2:49).

FONTES PESQUISADAS:

- Teologia Básica ao Alcance de Todos, Charles C. Ryrie - Editora Mundo Cristão
- Artigo “Cristologia A Doutrina de Cristo” extraído de http://www.soartigos.com/articles/1840/1/Cristologia/Invalid-Language-Variable1.html
- Artigo “Heresias Primitivas” extraído de http://www.icp.com.br/51materia3.asp
- O Cristianismo Através dos Séculos: Uma História da Igreja Cristã - Earle E. Cairns, Edições Vida Nova

terça-feira, 6 de julho de 2010

Casamento em conflitos, desistir jamais.

Enfrentando crises no casamento sem pensar em desistir
Rev. Hernandes Dias Lopes

Não há casamento sem problemas. Todo casamento exige renúncia e adaptação. Nenhum casamento sobrevive sem perdão e restauração Hoje falamos repetidamente que família é o nosso problema número um.

A família tem sido atacada vigorosamente pelas perigosas filosofias pós-modernas. Os fundamentos têm sido destruídos (Salmo 11.3). Estamos vivendo no meio da era pós-moderna, onde os valores absolutos das Escrituras não estão sendo observados, mas repudiados.

O que temos hoje não é apenas um comportamento imoral, mas a perda de critérios morais. Estamos enfrentando não apenas um colapso moral, mas um colapso de significado. Não há absolutos.

Gene Edward Veith ainda afirma que, se não há absolutos, se a verdade é relativa, então não pode existir estabilidade, conseqüentemente, a vida perde o sentido.

O inevitável resultado do relativismo deste tempo é a falência dos valores morais, a fraqueza da família e com o aumento espantoso da infidelidade conjugal. Valores relativos acompanham o relativismo da verdade.

Em 1969, bem no meio da "revolução sexual", 68% dos americanos acreditavam que relação sexual antes do casamento era errado. Em 1987, mesmo a despeito do surto da AIDS, somente 46% acreditavam que o sexo antes do casamento era errado.

Em 1992, somente 33% rejeitavam o sexo premarital. 7 Infidelidade conjugal tem sido uma marca da sociedade contemporânea. Segundo algumas estimativas, 50 a 65% dos maridos e 45 a 55% das esposas têm sido infiéis até os 40 anos.

Outros identificam que 26 a 70% das mulheres casadas e 33 a 75% dos homens casados têm se envolvido em casos extraconjugais, que têm sido não apenas comuns, mas altamente destrutivos.

Divórcio tem sido estimulado como solução. Comentaristas sociais são notórios em afirmar que metade dos casamentos nos Estados Unidos terminam em divórcio.

Contudo, divórcio não é uma sábia solução para casamentos em crise, mas um sério agravante, um outro problema que na maioria das vezes, traz profundo sofrimento e frustração. A psicóloga Diane Medved, diz que os casais estão chegando à conclusão que o divórcio é mais danoso do que enfrentar as crises juntos.

As conseqüências e as seqüelas do divórcio são devastadoras a curto, a médio e a longo prazo. Há muitos casais e filhos arrebentados emocionalmente pelo divórcio. A presença de casamentos em crise, casamentos quebrados e até mesmo do divórcio está aumentando não apenas entre os não cristãos, mas também dentro das comunidades evangélicas.

As pessoas divorciadas estão flutuando dentro das comunidades evangélicas. Há, também, muitos líderes religiosos enfrentando divórcio. Isso é uma realidade que não pode ser negada. Contudo, à luz das Escrituras, o divórcio não é a solução divina para a crise do casamento. Não é sensato fugir do problema em vez de enfrentá-lo. De fato não existe casamento perfeito. Não há casamento sem problemas. Todo casamento exige renúncia e adaptação. Nenhum casamento sobrevive sem perdão e restauração. Muitas pessoas hoje estão discutindo e procurando divorciar antes de entender o que as Escrituras ensinam sobre casamento.

Casamento não é uma união experimental. A aliança conjugal não termina quando as crises chegam. Só há duas cláusulas de exceção para o divórcio nas Escrituras: a infidelidade conjugal (Mateus 19.9) e o abandono (1 Coríntios 7.15). Divórcio por quaisquer outros motivos e novo casamento constitui-se em adultério (Mateus 5.32).

Gênesis 2.18-24 revela que o casamento nasceu no coração de Deus quando não havia ainda legisladores, nem leis, nem Estado, nem igreja. Casamento é um dom de Deus para o homem e a mulher.

Deus não apenas criou o casamento, mas também o abençoou (Gênesis 1.28). Qualquer esforço de atentar contra os princípios estabelecidos para o casamento conspira contra Deus, que o instituiu. Por isso, Ele odeia o divórcio (Malaquias 2.14).

Como, então, enfrentar crises no casamento sem pensar em desistir?

Reconhecendo que o casamento não é uma invenção humana, mas uma instituição divina. O casamento não é um expediente humano. O próprio Deus estabeleceu, instituiu e ordenou desde o início da história humana.

Reconhecendo a natureza do casamento. Quando Jesus foi questionado pelos fariseus sobre o divórcio (Mateus 19.3-4), Ele não o discutiu antes de falar sobre a natureza do casamento, de acordo com os princípios estabelecidos na própria criação (Mateus 19.4-8).

De acordo com o padrão absoluto de Deus, estabelecido na criação, o casamento em primeiro lugar é HETEROSSEXUAL (Gênesis 1.27). União homossexual é abominação para Deus (Levítico 18.22; Romanos 1.24-28).

Em segundo lugar, o casamento é MONOGÂMICO (Gênesis 2.24).

Em terceiro lugar, o casamento é MONOSSOMÁTICO (Gênesis 2.24). João Calvino disse que a união do casamento é mais sagrada e mais profunda do que a união que liga os filhos aos pais. Nada senão a morte pode separá-los.

Em quarto lugar, o casamento é INDISSOLÚVEL (1 Coríntios 7.3). Jesus afirmou que marido e mulher não são mais dois, mas uma só carne e o que Deus uniu o homem não pode separar (Mateus 19.6).

Divórcio, portanto, é uma rebelião contra Deus e os seus princípios.

Em quinto lugar, o casamento não é compulsório. O celibato é um dom de Deus, não uma imposição (I Coríntios 7.32-35). Embora a razão do casamento seja para resolver o problema da solidão, Deus chamou alguns para serem uma exceção à sua própria norma (Gênesis 2.18,24; Mateus 19.11-12; 1 Coríntios 7.7).

Reconhecendo que em Deus podemos superar as crises do casamento se azedar o coração Jesus disse para os fariseus que o divórcio nunca foi uma ordenança divina, mas uma permissão, e isso, por causa da dureza dos corações (Mateus 19.7-8). O divórcio ocorre porque os corações estão endurecidos. Dureza de coração é a indisposição de obedecer a Palavra de Deus. É a indisposição de perdoar, restaurar e recomeçar o relacionamento conjugal de acordo com os princípios de Deus. De acordo com Jesus, o divórcio jamais é compulsório, onde existe espaço para o perdão. Divórcio é conseqüência do pecado, não uma expressão da vontade de Deus. Perdão e restauração são melhores que o divórcio. Divórcio não é compulsório nem em caso de adultério. Restauração é sempre o melhor. Concluindo, ressaltamos que a igreja precisa dar ênfase à famílias fortes. Casamentos estáveis resultam em famílias, igrejas e sociedade saudáveis.

A solução para o casamento e para a família não está nos modelos falidos da sociedade pós-moderna, mas na eterna e infalível Palavra de Deus. O mesmo Deus que instituiu o casamento tem a solução para os casamentos em crise. Somente Deus pode curar relações quebradas, trazendo esperança onde os sonhos já morreram; trazendo vida, onde as sombras da morte já escurecem os horizontes; trazendo cura e restauração, onde as feridas estão cada vez mais doloridas. O grande desafio para a igreja e a sociedade contemporânea é retornar para Deus e obedecer aos seus mandamentos. O mesmo Deus que criou o casamento tem solução para ele. Deus é o criador, sustentador e restaurador do casamento. Quando ele reina no casamento, o divórcio não tem espaço

Fonte: Revista Lar Cristão
Rev. Hernandes Dias Lopes - Pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória - ES. Cursando Doutorado em Ministério no "Reformed Theological Seminary" em Jackson, Mississippi, EUA.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Excelente texto sobre o falso profeta Jesus Cristo Homem

Sábado passado ministrei uma palestra na igreja de um amigo e citei novamente como exemplo de falso profeta o José Luis de Jesús Miranda, também chamado de Jesus Cristo Homem. (Obs: veja o esboço da mensagem/palestra na postagem de abril/2010, pois se tratando do mesmo tema, foi o mesmo utilizado no dia 27/03/2010 na IB Memorial em Irajá)... Os outdoors deste sujeito estão espalhados por vários cantos da cidade (Rio); alguns meses atrás, por exemplo, deparei com dois deles, um na Rod. Washington Luiz e outro na Av. Brasil.
Hoje fazendo uma pesquisa na Web, encontrei o excelente texto de Renato Vargens (pastor, escritor e conferencista) que cita o “dito cujo”... Em razão de muito ter gostado, decidi postá-lo aqui no meu Blog...
Segue abaixo então o texto deste pastor-escritor que em muito tem contribuído na defesa (apologética) da Sã Doutrina através de excelentes textos como este:

Sinais da volta de Cristo- Parte IV

E surgirão falsos cristos e falsos profetas.
Renato Vargens

Nosso Senhor nos alertou que um dos sinais que apontariam para a aproximação do fim de todas as coisas seria o surgimento de falsos Cristos. Se não bastasse a figura caricata do Inri Cristo, que mais nos dá pena do que qualquer outra coisa, surgiu no cenário religioso mundial Jose Luis de Jesus Miranda, que afirma ser Jesus Cristo Homem.

O líder religioso alega ter milhares de seguidores em mais de 30 países. Seus discípulos afirmam que seu ministério é divino e que um dia se tornará a maior religião no mundo. José Luiz teve uma infância pobre em Porto Rico onde foi viciado em heroína. Segundo ele, lá descobriu ser a encarnação de Cristo quando foi visitado por anjos em um sonho. “Os profetas falavam de mim. Demorou algum tempo para que aprendesse isso, mas eu sou o que eles estavam esperando, o que eles estavam esperando por 2.000 anos”

Em sua doutrina não há pecado ou diabo, pois seus seguidores literalmente não fazem nada errado aos olhos de Deus, o que, diga-se de passagem, é bem conveniente nos dias atuais. Sua igreja proclama-se o “Governo de Deus na Terra” e possui um símbolo similar ao dos Estados Unidos.

Segundo o tal “Cristo” a igreja lhe paga US$136.000 por mês, mas como a equipe da CNN que certa ocasião o entrevistou pode comprovar, ele parece ter muito mais dinheiro que isso, isto porque, mostrou aos membros da equipe de TV um rolex incrustado de diamantes e afirmou ter três iguais aqueles. Além disso, “por segurança” ele também anda de BMW e Lexus dizendo que são presentes de seus fiéis.

Em 12/10/2007 "Jesus Cristo homem" desembarcou no aeroporto internacional Tom Jobim, onde no Rio de Janeiro comandou uma convenção nacional, cujo público presente foi de aproximadamente 1,5 mil, dentre estes, inúmeros pastores.

Caro leitor, vale a pena ressaltar que falsos cristos e falsos profetas, se opõem veementemente a mensagem do Evangelho Eterno, pregando aquilo que o povo quer ouvir, prometendo o que a Bíblia jamais prometeu, ensinando em nome de Deus doutrinas estapafúrdias que claramente violam os ensinamentos cristãos.

Isto posto, sou levado a acreditar que os dias que vivemos são dias extremamente férteis a multiplicação de falsos Cristos e profetas, isto porque, neste mundo pós-moderno, onde o absoluto foi relativizado, e o prazer e a satisfação pessoal é o que importa, nada melhor do que novos líderes como novas doutrinas unindo em seus discursos temas como espiritualidade, prazer e riqueza.

Falsos profetas tem se multiplicado de forma assustadora ensinando novas unções, comportamentos e doutrinas. As unções do riso, do cachorro, do leão, dos quatro seres viventes, extravagante, da parede, dentre tantas mais, nos mostra que o evangelho vivido e anunciado por muitos é de cunho antropocêntrico, onde Deus costuma ser “marionetado” pelos seus servos.

Pois é cara pálida, para definitivamente enrolaro meio de campo, a teologia usada pelos falsos profetas apresenta um “deus” submisso e escravizado aos seus seguidores que quando “decretam ou determinam” alguma coisa em nome de Jesus, este, sem titubeios obedece. Sem sombra de dúvidas este tipo de fé não pede, exige; não suplica, ordena; não clama por arrependimento, quer bênçãos; condena Deus e exalta os homens; é desprovida da verdade, pois não prega salvação, simplesmente pelo fato de não reconhecer o pecado.

Que o Senhor nos guarde das loucuras e aberrações deste tempo!

Maranata!

Renato Vargens

Extraído de http://renatovargens.blogspot.com/

quinta-feira, 3 de junho de 2010

10 Anos de Bençãos!!!

Um missionário presbiteriano que veio para o Brasil no séc. XIX (Simonton), certa vez disse: “o lugar mais seguro para se estar é no centro da vontade de Deus”... Isso é uma GRANDE verdade e pode ser confirmado na prática!

Em três de junho de 2000, na Igreja Batista Água Grande, Deus me deu o privilégio e a honra de ser consagrado ao Ministério Pastoral... Digo privilégio e honra, não pelo título, pois quem me conhece sabe bem que títulos não me significam nada e sim entender e fazer a vontade do Senhor, ex: Felipe não era pastor e foi poderosamente usado por Deus conforme lemos em Atos 8:26-40... Ah mas você pode me dizer, - “Felipe era um oficial da igreja, pois era diácono (Atos 6:5)”. Mas eu te digo que também não precisa ter NECESSARIAMENTE este título (diácono), ou algum outro, para ser usado por Deus... O importante é que seja, se for pra ter título, "pela vontade de Deus"
(ex: 1 Coríntios 1:1, Efésios 1:1, Colossenses 1:1, etc.).

Eu me converti com 17 para 18 anos (agosto de 1989) e como já tocava dois instrumentos (baixo e violão), foi no Ministério de Música (equipe de louvor e num conjunto musical da igreja) onde atuei na igreja nos primeiros anos da minha conversão.

Com 20 para 21 anos, estando na Marinha do Brasil e servindo em Angra dos Reis, Deus me chamou para o Seminário, e até o meu início no Seminário* em 1994, Deus ainda me concedeu algumas experiências que hoje eu creio que foram necessárias para eu nunca duvidar de que realmente era da vontade dEle a minha ida ao Seminário.

Bom, voltando então a três de junho de 2000... Nesta ocasião fui consagrado pastor tendo em vista o ministério auxiliar da igreja, atuando também como pastor de juventude (jovens e adolescentes). Foi uma experiência MUITO importante para a minha vida, apesar de curta!

Em 2001 assumi uma Congregação num bairro próximo da minha residência, a Congregação tinha como igreja mãe a Igreja Batista Central de Irajá. Apesar de poucos adultos, algo em torno de oito a dez, a Congregação era agraciada com mais de quarenta crianças... No entanto havia pessoas com perfil para o ministério infantil atuando lá, o que me deixava mais confortável, pois reconhecia o QUÃO difícil é trabalhar com os pequenos sem ter basicamente este dom (na época), mesmo tendo boa vontade e amor.

Permaneci até agosto de 2003 na direção da Congregação até que Deus levantou um outro pastor para dar continuidade ao nosso trabalho e passei a auxiliar a igreja mãe e seu pastor titular até o final de 2004, trabalhando como professor de EBD e Ministro de Evangelismo e Ação Social... O que mais me determinou a mudar de igreja naquela ocasião (2004 para 2005) foi um insistente convite de um amigo e, PRINCIPALMENTE, o entendimento da vontade do Senhor para a minha vida... Sentia de Deus que aceitando tal desafio naquela igreja bem maior (em estrutura e em número de membros), muito eu iria aprender... E foi exatamente o que aconteceu em virtude das várias oportunidades! No entanto passei mais de um ano orando para ter certeza de que deveria ou não aceitar o convite.

Nota: de abril de 2004 até o início de 2005, apoiamos uma Igreja Batista no município de Saquarema (RJ) num período em que a igreja estava para ficar sem pastor (obs: com o consentimento do pastor, é claro). Neste ano (2004), um ou dois finais de semana eu me ausentava do Rio para ajudar nesta igreja a uns 120 km de onde eu morava. Obs: experiência edificante apesar de cansativa.

De 2005 à 2006 então Deus me deu o privilégio de auxiliar aquele amigo no seu ministério pastoral (titular) na PIB em Olinda (Nilópolis-RJ). Inicialmente atuei apenas no auxílio pastoral aos membros ligados ao Deptº de Música da Igreja (coristas, instrumentistas, etc.) e para atuar na parte técnica indicamos uma jovem Bel. em Música Sacra (STBSB) que eu conhecia há alguns anos. Posteriormente passamos a trabalhar também com os novos convertidos (classe de EBD e Culto dos Novos Convertidos, batizado depois de “Segunda com Deus” em virtude de ser as segundas-feiras) e como pastor de juventude.

Nota: em 2005 foi a minha viagem missionária ao Chile pela JMM, 15 dias na cidade de Rancágua apoiando um casal de missionários da JMM conforme escrevi na postagem de junho de 2009.

2007: apesar do meu amigo ter deixado o pastorado da igreja no final de 2006, Deus colocou no meu coração permanecer mais este ano... Uma das formas que Deus fez para confirmar foi através dos apelos de alguns (novos convertidos e jovens) para permanecermos lá mesmo com a saída do pastor presidente e meu amigo.

De 2008 até a presente data Deus tem me dado à oportunidade de ajudar vários ministérios da PIB de Irajá (obs: ministérios e seus ministros). Desta forma eu e minha esposa temos podido abençoar, de alguma forma, tantos adultos (trabalho com casais) quanto crianças (juniores), além de apoiar no trabalho de missões e em algumas outras coisas que nos solicitam. Esta igreja eu costumo chamar de Universidade, pois tem sido como uma Pós-graduação na minha vida em virtude do grande número de “mestres” talentosos que nos tem ensinado muito. Estou ali para aprender e ser capacitado, mas também para servir! ...E como a vontade de Deus, para nós que estamos presos ao Cronos (em grego Κρόνος) - tempo dos homens, é dinâmica e não estática, busco a cada dia conhecer a vontade dEle à minha vida (Efésios 5:17).

Nota1: 2008 foi um ano MUITO especial, pois foi o ano do meu casamento.
Nota2: sempre conciliei as atividades do ministério com meu trabalho secular (obs: é claro que quanto a isso cada caso é um caso), exemplo: em 2000 enquanto fazia faculdade de Processamento de Dados, fui estagiário de Informática... De 2001 até a presente data, tenho trabalhado como Analista Consultor, Sistema de Gestão Empresarial (ERP) SAP R/3, em diversas empresas que o utilizam. Deus é fiel, tendo deixado a Marinha (1995) pra poder continuar no Seminário, Deus me restituiu anos depois me colocando neste seleto mercado da área de TI (Tecnologia da Informação). Conclusão: nunca deixe de seguir a direção que Deus tem lhe dado, pois Deus é fiel e faz infinitamente mais nas nossas vidas (Efésios 3:20)!!!

Lições Aprendidas nesses 10 anos:

1) Deus usa de várias formas para nos revelar a sua vontade (ex: a Palavra, sermões, circunstâncias, pessoas, etc.), no entanto a paz no coração deve ser também o árbitro. Colossenses 3:15 “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo.” Se você já é um crente no Senhor Jesus e consequentemente tem o Espírito Santo habitando em você, e não sente paz na decisão e/ou escolha que vai tomar, cuidado... Isto está “com cheiro” de não ser a vontade de Deus, e a vontade dEle é sempre boa, agradável e perfeita (Romanos 12:2).

2) Deus usa aqueles que se dispõe em suas mãos (Isaías 6:8)... Não olhando a capacidade e sim a disponibilidade e a disposição de ser usado e cheio por Ele ( Espírito Santo).
Recentemente, num Retiro de Casais em Penedo (Itatiaia-RJ), Deus usou poderosamente o casal palestrante para nos dizer da importância de ser um vaso vazio nas mãos dEle (Deus). Um provérbio chinês nos ensina: “Oleiro faz um vaso manipulando a argila, mas é o vazio do vaso que lhe dá utilidade.” - Lao Tsé. Que o amado leitor sempre seja então um vaso vazio nas mãos do oleiro Deus!

3) O nosso trabalho no Senhor nunca é em vão (1 Coríntios 15:58), por mais que não vejamos os frutos (ex: o que acontecia comigo quando pastor da Congregação do Quitungo), eles (os frutos) sempre surgirão no tempo de Deus - Kairos (em grego καιρός)! Abaixo algumas fotos dos frutos do nosso trabalho na PIB de Irajá, para a glória de Deus é claro! (obs: quando digo “nosso”, digo meu, da minha esposa, das pessoas do Ministério de Crianças, do Ministério de Educação Cristã e de outros ministérios da igreja; do pastor da igreja (titular) e de outros pastores; dos pais, avós e outros familiares e parentes crentes, entre tantos outros irmãos que só Deus na verdade conhece):

PS: os testemunhos sempre edificam, exemplo: uma vez visitando uma igreja no bairro de Guadalupe (Rio de Janeiro, RJ), o pastor ao invés de pregar falou sobre o seu testemunho de ministério... Narrou, mesmo sem ser longo (ex: 25 a 35 min), dês do início quando Deus o chamou ao ministério até as experiências que ele teve com Deus até chegar ao pastorado daquela igreja. Aquilo foi tudo o que eu precisava ouvir, pois estava vivendo um momento de crise neste sentido e Deus usou-o para confirmar o chamado que tinha pra mim... O mesmo aconteceu quando ouvi o testemunho de um pastor que foi secretário executivo da JMN (Junta de Missões Nacionais), seu testemunho também me falou profundamente, nesta éposa eu já era pastor. Recentemente lendo um blog de um pastor da Assembléia de Deus, fui também MUITO abençoado com a narrativa de como ele começou a sua carreira de escritor (Detalhe: além de pastor ele é escritor da CPAD há 15 anos, com vários livros escritos). Portanto o meu desejo em escrever um pouco da minha experiência não é outro a não ser abençoar àqueles que porventura venham lê-lo, gente que talvez nem me conheça e que através de uma pesquisa na Web venha por ventura encontrá-lo (obs: assim como eu achei o blog do pastor e escritor da AD) e sinta, na leitura do mesmo, Deus falando ao coração. A Deus seja a HONRA e a Glória!

*Seminário Teológico Betel – RJ.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Argumentos sobre a divindade de Jesus

Somente Deus é digno de adoração! As Escrituras não deixam dúvida quanto a isso (ex: Êxodo 20:1-5; Apocalipse 19:10 e 22:8,9; entre outros), e seu ensinamento, tão presente no coração dos servos de Deus na Bíblia, fez com que muitos arriscassem suas vidas à não adorar outro além do Senhor, ex: “Falou Nabucodonosor e disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o seu anjo e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar o seu corpo, a servirem e adorarem a qualquer outro deus, senão ao seu Deus.” - Daniel 3:28. Jesus conhecia esta verdade, tanto que a proferiu ao diabo quando foi tentado por ele no deserto, ex: “Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto.” – Mateus 4:10.
Considerando que muitos ainda questionam a divindade de Jesus, a refutação é que se Ele não fosse Deus, jamais permitiria ser adorado como foi pelos magos (Mateus 2:11); pelas crianças (Mateus 21:15,16), pelo leproso (Mateus 8:2), pelo cego de nascença (João 9:38), pelos anjos, animais e anciãos ao redor do trono (Apocalipse 4 e 5), entre outros. Sem contar que há na Bíblia várias exortações a Sua adoração, entre elas Filipenses 2:9-11 e Hebreus 1:1-6.
No entanto, além do fato de Jesus ter sido adorado e ter aceitado adoração, outros argumentos também são utilizados na apologia a divindade de Jesus:
Jesus se declarou Deus:
- Mateus 4:7 “Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.”. O detalhe é que o alvo da tentação “era” Ele mesmo (Jesus), e não o Pai.
- João 8:58 “Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU.” O mesmo nome usado por YHWH em Êxodo 3.14: EU SOU.
- João 10:30 “Eu e o Pai somos um.” Unidade entre as pessoas do Filho e do Pai.
- João 14.9 “Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” Jesus como a imagem de Deus Pai.
- Apocalipse 1:8 “Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.” Uso de termos usados por YHWH, entre eles El-Shaddai (Deus Todo-Poderoso), como em Gênesis 17.1-20.
Os quatros Evangelhos testemunham sobre a deidade de Cristo:
- Mateus 4:16-17 “O povo que jazia em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz. Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.” Vemos neste texto a relação de Jesus com as outras duas pessoas da Trindade, ex: o Pai O identificando e o Espírito Santo O ungindo, ungindo como Messias.
- Marcos 2:5-12 “Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados. Mas alguns dos escribas estavam assentados ali e arrazoavam em seu coração: Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus? E Jesus, percebendo logo por seu espírito que eles assim arrazoavam, disse-lhes: Por que arrazoais sobre estas coisas em vosso coração? Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda? Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados- disse ao paralítico: Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa. Então, ele se levantou e, no mesmo instante, tomando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de se admirarem todos e darem glória a Deus, dizendo: Jamais vimos coisa assim!” Neste vemos o poder de Jesus em perdoar pecados.
- Lucas 24:44 “A seguir, Jesus lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.” Jesus como O cumprimento das Escrituras.
- João 1:1 “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”
- João 1:18 “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.”
Alguns nomes de Deus no Antigo Testamento são associados a Jesus:
- Mateus 1:23 “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco).”
- Mateus 26:64 “Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste; entretanto, eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu.”
- Mateus 28:19 “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome
do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”

- Marcos 1:1 “Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.”
- João 10:11,14 “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim”
Algumas profecias messiânicas são cumpridas em Cristo Jesus:
- Gênesis 3:15 (semente da mulher) com Gálatas 4:4 “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”.
- Números 24:17 (descendente de Jacó) com Mateus 1:2 “Abraão gerou a Isaque; Isaque, a Jacó; Jacó, a Judá e a seus irmãos”
- Deuteronômio 18:15 (profeta mais importante) com Atos 3:20,22 “E envie ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado. Porque Moisés disse aos pais: O Senhor vosso Deus levantará de entre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser.”
- Salmos 110 (o grande sumo sacerdote) com Hebreus 5:5,6 “Assim, também Cristo a si mesmo não se glorificou para se tornar sumo sacerdote, mas o glorificou aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei; como em outro lugar também diz: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.”
- Isaías 53:3 (rejeitado por sua gente e por todos) com João 1:11 “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.” e Romanos 3:10,23 “como está escrito: Não há justo, nem um sequer, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.”

Texto em cumprimento às exigências da Disciplina
Cristologia do Mestrado em Ministério (SETEB/NTS).

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Como ser uma Igreja relevante no Mundo Pós-moderno?

Segue abaixo o "esqueleto", o esboço, da minha mensagem de 27/03/2010 na Igreja Batista Memorial em Irajá (Rio de Janeiro, RJ) alusiva as programações do 20º aniversário da igreja e inauguração do novo templo.

Texto: Ap 2:7 “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas...”
Introdução: outras referências neste livro: 2:11; 2:17; 2:29; 3:6; 3:13 e 3:22

Segundo Lívio Bruno no artigo “A Atitude Cristã e a Pós-modernidade”:
“a pós-modernidade é uma espécie de reação não planejada à modernidade ou e era moderna / rejeita os ideais da modernidade, ainda que sem uma proposta concreta e elaborada” (explicar ≠ pré-modernidade x modernidade);

Pré-modernidade: "fé" além e aquém da razão.
Modernidade: a razão, e não a fé, passou a ser o moto do ser humano.

Pós-modernidade:

- tem a indefinição como característica;
- tem a verdade e a mentira como subjetiva (subjetivismo);
- tudo é feito em nome do prazer, o chamado hedonismo;
- crise existencial do homem pós-moderno, devido ao vazio de alvos;
- homem pós-moderno: depende + de seus sentimentos do que de sua razão (+ sujeito a depressão e outras doenças da alma)... É pessimista em relação ao futuro, vivendo o presente s/ esperança.

*** Falar sobre Relativismo e Pragmatismo ***

O Rev. Gilberto Pires de Moraes em seu artigo “A Igreja e Seus Dilemas Na Pós-Modernidade”, diz:

“É triste constatar que servir a Deus para alguns, se tornou um fardo, algo pesado, que só pode ser feito quando não lhes resta opção, ou quando consciente ou inconscientemente descobrem que em determinada atitude estarão levando vantagem no ‘Sagrado’”.

Outros pontos interessantes:

- Podemos ver pela história que a igreja vitoriosa é a que interage com o mundo de maneira sábia, isto é sem conformar-se com o mundo, mas também sem retirar-se do mundo (ex: menonitas);
- a igreja não é uniforme, é multiforme.
- Constantino: legalizou o Cristianismo no ano 313 pelo Édito de Milão.
- 1517: início da Reforma Protestante (95 teses).

Como ser uma Igreja relevante no Mundo Pós-moderno?

I – CULTIVANDO SEU AMOR AO SENHOR (PRIMEIRO AMOR)

“Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor.” (2:4)

- a igreja em Éfeso precisava voltar ao seu primeiro amor.

II – SUPORTANDO SOFRIMENTO PELO SENHOR (SER FIEL ATÉ NA DOR)

“Não tenha medo do que você está prestes a sofrer. O Diabo lançará alguns de vocês na prisão para prová-los, e vocês sofrerão perseguição durante dez dias. Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida.” (2:10)

- a igreja em Esmirna tinha de se preparar para o sofrimento.

III – SUSTENTANDO A VERDADE

“No entanto, tenho contra você algumas coisas: você tem aí pessoas que se apegam aos ensinos de Balaão, que ensinou Balaque a armar ciladas contra os israelitas, induzindo-os a comer alimentos sacrificados a ídolos e a praticar imoralidade sexual. De igual modo você tem também os que se apegam aos ensinos dos nicolaítas.” (2:14, 15)

- a igreja em Pérgamo precisava sustentar a verdade.

"Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas... para enganarem, se for possível, até os escolhidos." - Mc 13:22

- Ex: José Luis de Jesús Miranda (Jesus Cristo Homem) e a seita Crescendo em Graça

IV – CULTIVANDO A SANTIDADE

“No entanto, contra você tenho isto: você tolera Jezabel, aquela mulher que se diz profetisa. Com os seus ensinos, ela induz os meus servos à imoralidade sexual e a comerem alimentos sacrificados aos ídolos.” (2:20)

- a igreja em Tiatira necessitava de maior santidade;
- esvaziamento de valores, outra característica da Pós-modernidade.

V – SENDO AUTÊNTICA

“Ao anjo da igreja em Sardes escreva: ‘Estas são as palavras daquele que tem os sete espíritos de Deus e as sete estrelas. Conheço as suas obras; você tem fama de estar vivo, mas está morto’” (3:1)

- a igreja em Sardes estava carente de autenticidade.

VI – SENDO EVANGELÍSTICA

“Conheço as suas obras. Eis que coloquei diante de você uma porta aberta que ninguém pode fechar. Sei que você tem pouca força, mas guardou a minha palavra e não negou o meu nome” (3:8)

- a igreja em Filadélfia foi instada (solicitada) a aproveitar as oportunidades de evangelismo.

VII – SENDO DEDICADA NA OBRA (OBRA DE DEUS)

“Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente!” (3:15)

- a igreja em Laodicéia foi condenada pela falta de dedicação.

v.20 – “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo.”

Conclusão:

Links na Internet sobre Pragmatismo na Igreja:

“A Igreja do Povo - Fazendo a Obra de Deus com os Métodos do Homem”
http://www.espada.eti.br/proc081800.asp

- Fala da transformação de uma igreja cristã para o modelo de comunidade do novo paradigma... Igreja Batista que passou a se chamar “Igreja do Povo”.

“A Dialética Hegeliana, o Movimento de Crescimento de Igrejas e a Nova Ordem Mundial”
http://www.espada.eti.br/dialetica_hegeliana.asp

Sinopse: modelos de crescimento de igrejas que propõem o Processo do Consenso, em que o pastor se transforma em um facilitador que sorrateiramente leva sua igreja para longe dos absolutos bíblicos, aceitando os paradigmas da pós-modernidade. Isso requer diversas redefinições do cristianismo e até mesmo a reinvenção da igreja, para se adequar à agenda globalista da unidade na diversidade e da tolerância, o que realmente atrai as massas, mas abre a porta para a apostasia.

“A Infiltração Ocultista na Igreja Cristã Visando Destrui-la a Partir de Dentro”
http://www.espada.eti.br/n1629.asp

- Fala da triste realidade de líderes “cristãos” levando denominações inteiras à religião global do Falso Profeta.

“O Movimento de Crescimento de Igrejas”
http://www.espada.eti.br/p251.asp

- Aborda o problema de se “encher” os bancos da igreja usando todos os meios necessários, e como conseqüência, quantidade de joio maior do que a de trigo.

Livro Online “Pragmatismo na Igreja: Uma Religião Orientada Para Resultados e Que Abre a Porta Para o Anticristo — Uma Apostasia com Propósitos”
http://www.espada.eti.br/pragmatismo.htm

“A Estratégia Mundial de Satanás”
http://www.chamada.com.br/mensagens/estrategia_satanas.html

Esboço: “A Negação da Revelação Divina”, “A Negação dos Absolutos Morais”, “A Negação da Verdade Objetiva e de Seus Padrões”, “A Redefinição da Tolerância”, “O Desejo de Unidade” e “A Deificação da Humanidade”.

FONTES PESQUISADAS:
- Bíblia NVI
- "Cristianismo Vitorioso, As Últimas Cartas de Amor do Senhor" de David Roper (em pdf)
- Link http://www.jocumdf.com/artigos/a-atitude-crista-e-a-pos-modernidade/
- Link http://ipem.org.br/Pastorais.asp?id=420