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terça-feira, 17 de março de 2009

Reflexão sobre o 1º mandamento do Decálogo


"Não terás outros deuses diante de mim." - Êxodo 20: 3

O ser humano, essencialmente religioso, revela seus deuses e ídolos das mais diversas formas. Na música My Sweet Lord, por exemplo, um músico britânico revela que o Doce Senhor (Sweet Lord) da sua vida não é Jesus Cristo e sim uma divindade do Hinduísmo (corrente religiosa indiana). Semelhantemente a este, outros também expressam em suas obras seus ídolos e objetos de devoção. No entanto isso não se restringe as artes, mas em várias manifestações humanas, ex: quando estudava numa escola militar havia um rapaz que fazia um estranho ritual na porta do armário; sempre no início do dia e com a porta do armário fechada. Depois descobri que ele guardava dentro do armário um objeto (amuleto) de uma seita oriental.
Quando Deus ordena ao seu povo não ter outros deuses diante dEle (Ex 20:3), Ele sabiamente estava orientando seu povo quanto ao perigo de serem influenciados pela idolatria dos habitantes de Canaã, terra que os daria por promessa, assim como também pela idolatria de onde Ele os havia tirado, o Egito. “Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” – Ex 20:2. A idolatria (culto prestado a ídolos), assim como todo pecado; escraviza, contagia e prejudica nosso relacionamento com Deus. Ela também não se restringe a adoração de ídolos e objetos religiosos (ex: imagens), há várias coisas que se não cuidarmos podem se tornar ídolos e deuses em nossa vida. A idolatria, num sentido mais amplo, acontece quando substituímos Deus por qualquer outra coisa ou pessoa. Desta forma, alguém que apesar de não adorar imagens ou outro objeto religioso, ou ser devoto de alguma divindade, guru, “santo”, etc..., pode também cair neste erro. Em muitas vidas, infelizmente, o dinheiro tem se constituído deus e ocupado o lugar do Senhor, ou quando não; um artista, um filho, uma pessoa amada, uma carreira, um ministério, um clube de futebol, algum bem material, ou até mesmo a vontade e projetos pessoais, ou qualquer outra coisa. Diante desta realidade me vem à mente o discurso de Paulo na cidade idólatra de Atenas, cercado de pessoas que tinham a razão como divindade, quando ao visualizar entre vários santuários um dedicado AO DEUS DESCONHECIDO (At 17:23), disse a respeito do Senhor: "Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos..." - At 17:28. Diariamente, como servos de Jesus Cristo, somos desafiados a vivermos uma vida que reflita Deus como razão da nossa existência. Evitar a influência idólatra ao redor, assim como também as fraquezas do velho homem, só é possível quando colocamos Jesus no centro da nossa vida e dedicamos a Ele um amor exclusivo, amor capaz de não permitir outros “deuses” concorrendo com Ele. Outra boa notícia é que isso reflete positivamente em nosso testemunho, pois desta forma transmitimos aos não convertidos a fragrância conhecimento do Senhor (2ª Co 2:14), pois quem conhece Jesus não o troca por nada.
(Texto publicado em 2008 no Boletim da Primeira Igreja Batista de Irajá)

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