Total de visualizações de página

quarta-feira, 18 de março de 2009

ORKUT: coisas que merecem atenção


Poucas coisas têm tido tanta repercussão atualmente quanto o Orkut. Mas o que seria Orkut? Orkut é uma rede social criada em 2004 por um turco chamado Orkut Büyükkokten, daí a origem do nome, para através da Internet se manter e se criar relacionamentos.
Entretanto, aliado ao crescimento de adeptos crescem as discussões sobre seus aspectos negativos, principalmente no meio evangélico quanto aos efeitos na vida do discípulo de Cristo. Abstraindo dos riscos relacionados à segurança digital e dando ênfase às implicações espirituais, apontarei três coisas que merecem atenção e cuidado aos cristãos que utilizam ou desejam utilizá-lo.
A primeira delas é quanto ao risco do Orkut se tornar um vício.
A Bíblia nos ensina que apesar da liberdade que o Senhor nos dá, nós não devemos nos deixar dominar por nada (1ª Coríntios 6:12b), e isso inclui o Orkut. Infelizmente há pessoas que dominadas pelo vício do Orkut deixam de dar atenção a pessoas (ex: conjugue, filhos, pais, amigos, etc...), o desempenho nos estudos e no trabalho cai e o que é pior, deixam de buscar a Deus através da leitura da Bíblia e da oração. O que tem sido mais importante na sua vida? Se a resposta for o Orkut, em detrimento ao Senhor, a família, aos amigos, etc..., já tens motivo para se preocupar.
A segunda é quanto ao risco do Orkut se tornar um objeto de desonra ao Evangelho.
Algo triste é o fato de alguns perfis de “orkuteiros” evangélicos não transmitirem a luz de Cristo, e ao invés de serem no Orkut sal da terra e luz do mundo (Mateus 5:13,14), acabam sendo pelo mau testemunho um objeto de desonra ao nome do Senhor.
Certa vez ouvi que empresas de RH estavam acessando o Orkut de candidatos a fim de descobrirem quem eles eram, e nisto acabavam descobrindo que em muitos casos o que foi dito na entrevista não coincidia com o que, implícita ou explicitamente era “dito” no Orkut. Se alguém que ainda não conhece Jesus pesquisar o seu Orkut, o que poderá dizer de você? Quem é você no Orkut?
A terceira é quanto ao risco do Orkut se tornar uma porta do inferno na sua vida.
Não há dúvidas que o Diabo se utiliza de todos os meios possíveis para destruir a vida dos servos do Senhor (1ª Pedro 5:8), e no seu empenho em devorar os servos de Deus, o Orkut, entre outras coisas, tem em muitos casos se constituído num instrumento dele (Diabo). Com base nisso, toda a prudência se faz necessária, pois sendo o Orkut uma rede aberta a todo o tipo de pessoa, toda a gama de artifícios do inferno pode ser encontrada nele (ex: pedofilia, prostituição, feitiçaria, satanismo, etc...). “...sede, portanto, prudentes como as serpentes...” - Mateus 10:16.
No mais, penso que Deus é quem pode realmente nos dar sabedoria para discernir até que ponto certas coisas do mundo contemporâneo são benéficas ou não a nós.
Quanto ao Orkut, por se tratar de uma rede de relacionamento, é possível que com a ajuda do Senhor a sua facilidade em contactar pessoas se torne em aliado à evangelização (Mateus 28:19 e 20), tornando-o num instrumento de benção ao invés de maldição. Que a sabedoria do Senhor (Prov. 3:18), portanto, o ajude a utilizá-lo de forma saudável.
(Texto publicado em 2009 no Boletim da Primeira Igreja Batista de Irajá)

terça-feira, 17 de março de 2009

Reflexão sobre o 1º mandamento do Decálogo


"Não terás outros deuses diante de mim." - Êxodo 20: 3

O ser humano, essencialmente religioso, revela seus deuses e ídolos das mais diversas formas. Na música My Sweet Lord, por exemplo, um músico britânico revela que o Doce Senhor (Sweet Lord) da sua vida não é Jesus Cristo e sim uma divindade do Hinduísmo (corrente religiosa indiana). Semelhantemente a este, outros também expressam em suas obras seus ídolos e objetos de devoção. No entanto isso não se restringe as artes, mas em várias manifestações humanas, ex: quando estudava numa escola militar havia um rapaz que fazia um estranho ritual na porta do armário; sempre no início do dia e com a porta do armário fechada. Depois descobri que ele guardava dentro do armário um objeto (amuleto) de uma seita oriental.
Quando Deus ordena ao seu povo não ter outros deuses diante dEle (Ex 20:3), Ele sabiamente estava orientando seu povo quanto ao perigo de serem influenciados pela idolatria dos habitantes de Canaã, terra que os daria por promessa, assim como também pela idolatria de onde Ele os havia tirado, o Egito. “Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” – Ex 20:2. A idolatria (culto prestado a ídolos), assim como todo pecado; escraviza, contagia e prejudica nosso relacionamento com Deus. Ela também não se restringe a adoração de ídolos e objetos religiosos (ex: imagens), há várias coisas que se não cuidarmos podem se tornar ídolos e deuses em nossa vida. A idolatria, num sentido mais amplo, acontece quando substituímos Deus por qualquer outra coisa ou pessoa. Desta forma, alguém que apesar de não adorar imagens ou outro objeto religioso, ou ser devoto de alguma divindade, guru, “santo”, etc..., pode também cair neste erro. Em muitas vidas, infelizmente, o dinheiro tem se constituído deus e ocupado o lugar do Senhor, ou quando não; um artista, um filho, uma pessoa amada, uma carreira, um ministério, um clube de futebol, algum bem material, ou até mesmo a vontade e projetos pessoais, ou qualquer outra coisa. Diante desta realidade me vem à mente o discurso de Paulo na cidade idólatra de Atenas, cercado de pessoas que tinham a razão como divindade, quando ao visualizar entre vários santuários um dedicado AO DEUS DESCONHECIDO (At 17:23), disse a respeito do Senhor: "Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos..." - At 17:28. Diariamente, como servos de Jesus Cristo, somos desafiados a vivermos uma vida que reflita Deus como razão da nossa existência. Evitar a influência idólatra ao redor, assim como também as fraquezas do velho homem, só é possível quando colocamos Jesus no centro da nossa vida e dedicamos a Ele um amor exclusivo, amor capaz de não permitir outros “deuses” concorrendo com Ele. Outra boa notícia é que isso reflete positivamente em nosso testemunho, pois desta forma transmitimos aos não convertidos a fragrância conhecimento do Senhor (2ª Co 2:14), pois quem conhece Jesus não o troca por nada.
(Texto publicado em 2008 no Boletim da Primeira Igreja Batista de Irajá)

Lixo moral e espiritual da TV aberta

"Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo é permitido, mas nem tudo edifica" - 1ª Coríntios 6:12; 10:23

Recentemente li na Internet uma matéria da BBC Brasil sobre um estudo realizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que analisou a relação entre a audiência da televisão, especificamente das telenovelas produzidas pela Rede Globo, e o número de divórcios.
Segundo o estudo, ao ser analisado a taxa de divórcios no Brasil nas últimas três décadas, as novelas brasileiras influenciaram as mulheres e tiveram um impacto no número de divórcios.
Atualmente, mesmo com vários pastores alertando nos púlpitos das igrejas evangélicas quanto ao efeito nocivo de certos programas de televisão, em especial as telenovelas e os programas do tipo Reality Show (programas baseados na vida real), entre este o maior deles, o Big Brother; grande parte da igreja de Cristo ainda gasta, infelizmente, boa parte do seu tempo dando audiência a esses programas que em nada edificam.
Fazendo uma rápida análise da mensagem desses programas, enquanto o primeiro investe fortemente na desvalorização do matrimônio e da família, o que estudos como o realizado pelo BID confirmam; o segundo incute nas pessoas a crença do “vale tudo” para ter fama e dinheiro, onde pra vencer é válido até mesmo se prostituir (do latim prostituere: ‘expor’, ‘pôr à venda’). Daí a mensagem BBB, subliminar (estímulo que não é suficientemente intenso para que o indivíduo tome consciência dele, mas que, repetido, atua no sentido de alcançar um efeito desejado) ou não, de que pra ter fama e dinheiro vale até mesmo expor e “vender” o corpo.
Foi num contexto de uma sociedade semelhante que o apóstolo Paulo exortou a igreja de Corinto quanto ao uso da liberdade com sabedoria, uma vez que nem tudo é conveniente e edificante para o cristão (1ª Coríntios 6:12 e 10:23). Assim como nós, os crentes de Corinto estavam mergulhados numa sociedade que em muito destoava dos padrões ensinados por Deus na Sua Palavra, a Bíblia. A cidade grega de Corinto, apesar de próspera materialmente, possuía uma moral comprometida, pois chegava ao ponto de possuir um templo pagão com cerca de mil prostitutas cultuais onde orgias e outras coisas imorais eram praticadas com naturalidade.
Não devemos; como povo lavado, santificado e justificado pelo Senhor Jesus Cristo; considerar comuns e normais certas práticas do mundo. Uma vez que a Bíblia diz que o mundo “jaz no maligno” (1ª João 5:19); ou seja, está sob o poder do diabo, não é de se estranhar que seus produtos como novelas, BBBs (“Big Brother Brasil” e suas variações) e outros mais; contamine pessoas com “conceitos” e “valores” que não vem de Deus, fazendo-as aos poucos absorverem com naturalidade o veneno que via satélite é disseminado. A pessoa liga a televisão e recebe a domicílio lixo moral e espiritual. Que como servos do Senhor Jesus, sejamos sábios na administração do tempo, cultivando o que é conveniente e edificante; não ajustado aos “padrões” do mundo, mas transformado pela renovação da mente, experimentando a cada dia a vontade de Deus em nossas vidas; vontade esta que é sempre boa, agradável e perfeita (Romanos 12:2).
(Texto publicado em 2009 no Boletim da Primeira Igreja Batista de Irajá)